Francisco
Suárez e João de São Tomás, são dois teólogos da Igreja que deixaram grandes
contribuições á demonologia da Idade Moderna, uma evolução da Biblioteca da
Humanidade deixada pelo Medievo.
Francisco Suárez nasceu em1548 e faleceu
em1617, foi um renomado teólogo, filósofo jesuíta espanhol, e uma grande
referência da Escola de Salamanca na Espanha, também e sendo um dos mais notáveis do segundo
escolasticismo, escola teoógica da baixa Idade Média. Ele foi grande destaque
para a demonologia e a angelologia, foi destaque porque sistematizou, e também
se dedicou a “analisar a natureza, o livre-arbítrio, a queda e a atuação
espacial dos anjos caídos em tratados teológicos monumentais”.
Também o
filósofo e teólogo da Segunda Escolástica, conhecido como o "Doutor
Profundo", João de São Tomás nasceu em João Poinsot e destacou-se como
frade dominicano, ele foi um dos mais importantes teólogos que continuaram a
doutrina de Tomás de Aquino.
Afirmam o Dr. Daniel e a Dra.
Carolline da Lócus, especialistas em demonologia, que “Toda ação dos espíritos
decaídos sobre o mundo se exerce sempre dentro de dois limites estruturais bem
precisos, a permissão providente de Deus e o livre-arbítrio humano, que juntos
separam nitidamente a posição católica do maniqueísmo e do naturalismo
racionalista”.
A Dra. Carolline Muniz Afonso,
afirma que: “Para o exorcismo maior, é necessária licença expressa do Bispo
diocesano”. logo, o sacerdote licitamente ordenado “atua nessa função não por
iniciativa própria, nem por carisma privado, mas por mandato da Igreja, em
obediência ao Bispo e ao rito aprovado.” Ela afirma ainda que, “O Bispo deve
escolher um sacerdote que reúna qualidades espirituais, morais e intelectuais
adequadas: piedade, ciência, prudência e integridade de vida.”
Daniel
apud Suárez afirma que “o princípio mais alto é o da providência permissa,
segundo o qual nada do que o demônio faz se realiza sem permissão divina”. E ainda que “a formulação clássica é tomista,
com a distinção entre a vontade antecedente de Deus e a sua vontade
consequente, e a demonologia moderna desenvolve-a com precisão nova”, reconhecendo
que há três notas na permissão divina, “a antecedência, a especificidade e a
ordenação finalística. João de São Tomás completa o quadro ao observar
que mesmo o demônio reconhece a soberania que o atormenta, o demônio entende
que Deus existe e opera, mesmo na sua própria danação”.
Afirma o Dr.
Daniel que, “a ação demoníaca é real”, e que o “segundo limite estrutural é o
livre-arbítrio humano. O demônio pode tentar, sugerir, vexar, infestar e, em
casos extremos, apoderar-se do corpo do sujeito, mas não pode, em circunstância
alguma, forçar a vontade interior a consentir no mal, pois o consentimento
permanece sempre livre e moralmente imputável”.
Percebe-se
então que a demonologia moderna não aceita o maniqueísmo, diz Dr. Daniel, “sobretudo
na sua forma difusa de medo desproporcionado, que aproxima imaginativamente o
demônio de um co-criador, e rejeita o naturalismo, que reduz toda a
fenomenologia a doença, projeção ou superstição”.
Hoje, há
uma exigência metodológica, que é a de “investigar primeiro as causas
naturais, não creia o exorcista facilmente que o demônio é causa, mas
inquira primeiro diligentemente sobre as causas naturais”, afirmam Daniel e
Carolline Muniz.
Grandes
especialistas em Demonologia, seguem como modo concreto no agir “ a tradição
manualística que distingue a ação interior da exterior”.
Nos
explicam estas ações o Dr. Daniel e a Dra. Carolline que:
“A
interior dirige-se à imaginação, reordenando as imagens da memória sensitiva, e
ao intelecto, por meio da sugestão, que se desdobra em três graus sucessivos, a
sugestão simples, a delectação e o consentimento, sendo este último
exclusivamente do sujeito. A exterior dirige-se ao corpo e ao ambiente, sempre
de modo mediado, em conformidade com a incorporeidade fixada na aula anterior”.
Logo, nos ensinam os especialistas
em Demonologia, Dr. Daniel e a
Dra. Carolline que, “o exorcista católico não age
como manipulador de poderes paralelos, mas como ministro de uma autoridade que
proclama, em cada gesto, a soberania do Deus criador e providente, sem a qual o
rito descairia em magia, em terapia improvisada ou em performance”.
REFERÊNCIAS
Auguste François Lecanu — Histoire de Satan: sa
chute, son culte, des manifestations, (1990)
Tomás, João de
São Cursus Theologicus, De Angelis, disp. XXIII.
Trevor Oswald Ling — The significance of Satan: new testament
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Cielo. Trattato di ecclesiologia celeste e di escatologia
journalsauthors,+La+posesión+demoníaca.
ANGEOLOGIA/DEMONOLOGIA. Módulo: Pós graduação em
Angeologia e Demonologia. Locus Mariologicus/ Faculdade São João Paulo II (FAJOPA)
TOMÁS
DE AQUINO, Santo. Suma Teológica. Tradução de Alexandre
Correia. São Paulo: Paulus, 2001.
ARMINJON,
Charles. Do fim do mundo, dos sinais que o precederão. Osasco – SP:
Domine, 2021.
CARVALHO, César e Carvalho, Mara. Consagra-te: Venha a nós o
Vosso Reino. Natal: Mater Dei, 2012.
CIC. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2006.
DOCUMENTOS PONTIFÍCIOS: Idade Média. Rio de Janeiro: Ed. CDB, 2024.
MONTFORT, São Luís Maria
Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. São
Paulo: Paulus, 2010.
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