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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Diácono Permanente será indicado para receber Comenda de Assembleia Legislativa

Rede Social

O deputado estadual Patrick Lopes (Avante) anunciou que apresentará na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) uma proposta para conceder a Comenda 2 de Julho ao escritor e educador Rodrigo Dias Souza. Considerada a mais importante honraria do Parlamento baiano, a distinção é destinada a personalidades que se destacam pela contribuição ao desenvolvimento social, cultural e humano do estado.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15), durante um encontro entre o parlamentar e o escritor em Ubatã, cidade onde Rodrigo construiu grande parte de sua trajetória pessoal e profissional.

Diácono permanente da Diocese de Ilhéus, educador e autor de cinco livros, Rodrigo Dias é reconhecido pelo trabalho que desenvolve nas áreas da literatura, formação humana, espiritualidade e ação social. Sua atuação ultrapassa os limites da região sul da Bahia, com participação em iniciativas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tanto no Regional Nordeste 3 quanto em equipes de abrangência nacional ligadas a projetos de evangelização, educação e mobilização social.

Na literatura, consolidou uma produção marcada por reflexões sobre fé, memória, relações humanas e cotidiano. Entre suas obras estão “Betânia: A Casa da Festa”, “Crônicas para o Meio Dia”, “Em Tempos de E-mail, Cartas para Irene”, “As Cartas da Vovó Irene” e “O Sabor das Coisas que Ficam”. Este último, lançado em 2025, ganhou projeção além das fronteiras brasileiras ao ser traduzido para os idiomas espanhol e italiano.

Natural de Barra do Rocha, Rodrigo mudou-se ainda criança para Ubatã, município que se tornou referência em sua formação pessoal e intelectual. A vivência no meio rural, o convívio familiar e a influência da mãe, professora da rede pública, são elementos frequentemente presentes em sua obra e em sua trajetória de vida.

Além da atuação religiosa e literária, também acumulou experiências na vida pública, exercendo funções como presidente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Ubatã, suplente de vereador, assessor parlamentar e chefe de gabinete.

Para Patrick Lopes, a homenagem representa o reconhecimento a uma trajetória marcada pela promoção da educação, da cultura e dos valores humanos. Caso seja aprovada pela ALBA, a concessão da Comenda 2 de Julho reforçará o destaque de Rodrigo Dias Souza como uma das referências contemporâneas da literatura e da formação social no interior da Bahia.

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Morre aos 98 anos Diácono Permanente que tornou-se Presbítero na Diocese de Jundiaí (SP)

Sacerdote construiu uma trajetória singular, marcada pela vida em família, pelo trabalho e pela dedicação à Igreja Católica.

(Foto: Tribuna de Jundiaí)

A Diocese de Jundiaí comunicou com profundo pesar a morte do padre José Brombal, aos 98 anos. O falecimento ocorreu nesta quinta-feira (4), no Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí (SP), onde o sacerdote estava internado há alguns dias.

A trajetória de padre Brombal foi marcada por uma história de vida incomum e inspiradora. Nascido em 14 de agosto de 1927, ele conheceu de perto a realidade do trabalhador brasileiro antes de ingressar na vida religiosa. Atuou na lavoura de café, em cerâmicas, na indústria da madeira e também serviu ao Exército.


Entre os diversos ofícios que exerceu, a marcenaria tornou-se uma de suas principais marcas. O trabalho com a madeira acompanhou sua vida e simbolizou características que levaria para o ministério sacerdotal: paciência, dedicação e cuidado com as pessoas.

Em 1952, casou-se com Olinda, com quem construiu uma família numerosa. O casal teve 12 filhos e compartilhou décadas de vida familiar. Durante esse período, José Brombal também serviu à Igreja como diácono permanente, conciliando a missão religiosa com os compromissos familiares.

Após a morte da esposa, sentiu-se chamado a aprofundar ainda mais sua vocação. Em resposta ao convite da Igreja, recebeu o sacramento da Ordem no grau do presbiterado em 1995, aos 67 anos. Assim, o pai de família e marceneiro tornou-se sacerdote.

Segundo a Diocese de Jundiaí, padre Brombal chegou ao sacerdócio por meio das experiências acumuladas ao longo da vida. Sua caminhada foi marcada pelo trabalho, pela vivência familiar, pela superação das perdas e pela fé.

Como vigário paroquial da Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, e em outras atividades pastorais, exerceu o ministério com simplicidade e proximidade dos fiéis. Ao longo dos anos, tornou-se uma figura querida na comunidade católica da região.

Padre José Brombal deixa filhos, netos, bisnetos, familiares, amigos, irmãos presbíteros e uma extensa comunidade de fiéis que acompanharam sua trajetória e testemunharam sua dedicação à Igreja.

O velório será realizado na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, com início às 6h desta sexta-feira (5).

Missas de corpo presente serão celebradas às 7h e às 12h. Após a última celebração, o cortejo seguirá para o Cemitério Nossa Senhora do Desterro, onde ocorrerá o sepultamento.


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Diácono Permanente ganha memorial na Capital Federal

Memorial servo de Deus João Luiz Pozzobon, na na Ermida Mãe e Rainha e Defensora Nossa, em Brasília | Divulgação/Ermida Mãe Peregrina


Brasília ganha memorial dedicado a João Luiz Pozzobon, criador da campanha da Mãe Peregrina



Um memorial em homenagem ao servo de Deus João Luiz Pozzobon foi inaugurado no sábado (30) na Ermida Mãe e Rainha e Defensora Nossa no Recanto das Emas, cidade satélite de Brasília.

A bênção e inauguração do memorial foi feita pelo vice-postulador da causa de beatificação do diácono Pozzobon, padre Vitor Hugo Possetti, do Instituto dos padres de Schoenstatt. Antes da cerimônia, padre Possetti celebrou uma missa em que destacou a vida e a missão do venerável brasileiro.

Como parte da programação, os integrantes da Campanha da Mãe Peregrina, lideranças do Movimento de Schoenstatt e fiéis de várias comunidades do Distrito Federal também participaram de uma formação com o tema: Maria é a Grande Missionária.

Venerável diácono João Luiz Pozzobon

O diácono João Luiz Pozzobon nasceu em 12 de dezembro de 1904, em Ribeirão, atual município de São João do Polêsine (RS). Em 1928, aos 23 anos casou-se com Theresa Turcato, com quem teve dois filhos. Ela morreu aos 33 anos de tuberculose. Aconselhado por um sacerdote, casou-se novamente com Vitoria Filipetto em 1933, com quem teve cinco filhos. Vitória morreu depois de 46 anos de uma feliz vida matrimonial.

Em 1947, participou de um grupo de homens, no início do Movimento Apostólico de Schoenstatt, em Santa Maria, e recebia a formação schoenstattiana sob orientação do sacerdote palotino Celestino Trevisan. Em 10 de setembro de 1950, recebeu no santuário em Santa Maria a imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, para com ela visitar as famílias. Tratava-se de uma iniciativa da família de Schoenstatt em preparação para a proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora, em 1º de novembro daquele ano. Mas, mesmo depois que acabou esse projeto, Pozzobon pediu para continuar peregrinando com a imagem.

Em 1959, a campanha com a visita da imagem peregrina às famílias já estava bem difundida. Então, surgiu a iniciativa das pequenas imagens peregrinas, réplicas da imagem original que circulam por várias famílias, como é até hoje. João Pozzobon exerceu o seu apostolado de levar a Mãe Peregrina às famílias todos os dias, por 35 anos, até a sua morte em 1985. Ele viajou mais de 140 mil km com a imagem da Mãe Peregrina de Schoenstatt.

Ele foi ordenado diácono permanente em 30 de dezembro de 1972 pelo então bispo de Santa Maria (RS), dom Érico Ferrari e morreu em 27 de junho de 1985, atingido por um caminhão no meio de uma densa neblina, em Santa Maria, quando estava indo participar da missa no santuário de Schoenstatt, como fazia todos os dias.

O processo de beatificação de João Luiz Pozzobon foi iniciado em 12 de dezembro de 1994, pelo então bispo de Santa Maria, dom Ivo Lorscheider. Em 20 de junho, o papa Leão XIV reconheceu as virtudes heroicas do servo de Deus João Luiz Pozzobon, e concedeu a ele o título de venerável. Pozzobon pode vir a se tornar o primeiro beato diácono permanente, depois que esse tipo de diaconato foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II (1962-1965). Para isso, agora é necessário o reconhecimento de um milagre por sua intercessão.


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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Após carta da CNBB, Senado susta resolução do Conanda que favorecia aborto


O Plenário do Senado Federal aprovou ontem, 2 de junho, o Projeto de Decreto Legislativo n. 3/2025 que susta a Resolução n. 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). O texto incluía normas que favoreciam o aborto e enfraqueciam a missão da família em proteger, educar e acompanhar os filhos.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e, ontem, tramitou na Comissão de Direitos Humanos do Senado, foi ao Plenário, onde foi aprovado, e agora segue para promulgação.

Para os bispos, a resolução do Conanda “suscita relevantes questionamentos quanto à extensão de seu alcance normativo e quanto à adequação do instrumento utilizado para disciplinar matéria de elevada complexidade jurídica, moral e social”.

Ao dirigirem-se aos senadores, os bispos manifestaram preocupação com a inviolabilidade da vida, desde a concepção até o seu fim natural, bem como solidariedade para com as mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência, “defendendo que recebam acolhimento integral, assistência médica, psicológica, social e jurídica, capazes de promover sua recuperação e proteger seus direitos fundamentais”.

Os bispos pediram ainda que ao analisarem o texto, os senadores considerassem, “acima de interesses circunstanciais ou pressões ideológicas, a defesa incondicional da vida humana, da dignidade da pessoa, da proteção integral das crianças e adolescentes, da valorização da família e da segurança jurídica, princípios que constituem pilares indispensáveis para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e solidária”.

 

CNBB solicita ao Senado apreciação de projeto que revoga efeitos de resolução do CONANDA


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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Justiça do Trabalho firma acordo com CNBB para ampliar acesso à Justiça e promover cidadania

 Iniciativa prevê ações conjuntas de educação, itinerância e ressocialização.


O Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinaram, nesta terça-feira (27), um Acordo de Cooperação Técnica voltado à promoção da cidadania, do trabalho decente e da ampliação do acesso à Justiça do Trabalho em comunidades vulneráveis de todo o país.

O acordo prevê ações conjuntas para levar serviços da Justiça do Trabalho a regiões de difícil acesso, fortalecer a inclusão digital, promover a ressocialização de pessoas privadas de liberdade e ampliar a difusão de direitos fundamentais e trabalhistas.

Capilaridade

Segundo o presidente do TST e do CSJT, ministro Vieira de Mello Filho, a iniciativa parte da compreensão de que o Poder Judiciário precisa se aproximar das populações mais vulnerabilizadas. “Os tribunais não podem esperar que elas venham até eles. É preciso ir até quem mais precisa da Justiça”, afirmou. 

Na sua avaliação, a parceria permitirá ampliar o alcance das ações itinerantes da Justiça do Trabalho. “A CNBB, com sua presença capilar nos mais distantes territórios deste país continental, é uma parceira por excelência”, disse.

Dignidade humana

O cardeal Jaime Spengler, presidente da CNBB, afirmou que a parceria reforça a responsabilidade das instituições na promoção da dignidade humana e da inclusão social. “O Brasil precisa, o nosso povo merece”, disse.

Pilares

A cooperação será desenvolvida com base em quatro eixos principais:

  • Política Nacional de Itinerância da Justiça do Trabalho;
  • inclusão digital;
  • aprimoramento do sistema prisional e ressocialização;
  • educação e difusão de direitos fundamentais.

Entre as ações previstas estão a instalação de Pontos de Inclusão Digital (PIDs) em comunidades vulneráveis, a realização de audiências itinerantes, a capacitação de lideranças religiosas e de voluntários para identificar violações de direitos trabalhistas e o fortalecimento de iniciativas para a empregabilidade de egressos do sistema prisional.

O acordo também prevê a utilização de espaços comunitários e centros pastorais como pontos de apoio para ações da Justiça do Trabalho.

Trabalho digno e inclusão

Um dos pontos ressaltados pelo ministro Vieira de Mello Filho foi a importância de combater a exclusão digital e ampliar o conhecimento da população sobre direitos fundamentais. Ele também destacou a relevância do Plano Nacional Pena Justa e lembrou que as instituições religiosas desempenham historicamente um papel importante no acolhimento e na ressocialização de pessoas privadas de liberdade.

O cardeal Spengler também destacou a importância de iniciativas de formação profissional e promoção de oportunidades em comunidades vulneráveis. Segundo ele, a sociedade precisa refletir sobre os impactos das novas tecnologias sem perder de vista a centralidade da pessoa humana. “Diante disso, precisamos ter presente a identidade e a dignidade do humano”, afirmou.

Abrangência nacional

O acordo terá abrangência nacional e vigência inicial de cinco anos. Tribunais Regionais do Trabalho poderão aderir posteriormente à iniciativa.

A expectativa é de que as ações sejam desenvolvidas em parceria com comunidades locais e instituições religiosas de diferentes regiões do país, utilizando a estrutura já existente para ampliar o alcance da Justiça do Trabalho e dos serviços de cidadania.

(Flávia Félix/CF)

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Líder indígena brasileiro recebe o Prêmio Niwano da Paz


A Niwano Peace Foundation anuncia que seu 43º Prêmio Niwano para a Paz foi concedido ao Sr. Benki Piyãko, líder espiritual indígena do povo Ashaninka na Amazônia brasileira, reconhecido internacionalmente por sua liderança na defesa das terras e da cultura indígena e por seu pioneirismo no reflorestamento e na proteção ambiental nos últimos quinze anos.


Por Vatican News

O 43º Prêmio Niwano da Paz foi concedido a Benki Piyãko, líder espiritual indígena do povo Ashaninka, na Amazônia brasileira. A Niwano Peace Foundation, com sede em Tóquio, Japão, concedeu o prêmio em reconhecimento à sua "liderança constante na defesa das terras e da cultura indígena e por seu pioneirismo no reflorestamento e na proteção ambiental nos últimos quinze anos".

Ecologia e comunidade

Benki Piyãko fundou o Instituto Yorenka Tasorentsi e a Conferência Indígena de Ayahuasca para promover a educação, a restauração ecológica comunitária e a transmissão do conhecimento tradicional, mobilizando jovens e comunidades para o reflorestamento em larga escala e a conservação da biodiversidade.

No comunicado de imprensa que anunciou o prêmio, a Fundação Niwano da Paz destacou como ele se tornou uma voz influente na gestão ambiental no Brasil e internacionalmente, "guiado pela espiritualidade indígena e comprometido com o diálogo intercultural".

O reconhecimento do trabalho de Benki Piyãko destacou seus esforços para preservar a floresta amazônica, proteger a cultura e a espiritualidade indígena e educar as gerações mais jovens sobre como viver em harmonia com a Terra.

O prêmio também reconheceu seu trabalho para demonstrar a importância da sabedoria tradicional, da responsabilidade ecológica e da cooperação global no enfrentamento da crise climática e ambiental.

A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá em Tóquio, na terça-feira, 12 de maio de 2026, onde ele receberá o certificado do Prêmio da Paz, um troféu e vinte milhões de ienes.

O Prêmio Niwano da Paz

A Niwano Peace Foundation realiza anualmente uma busca internacional por candidatos ao prêmio "para homenagear e incentivar indivíduos e organizações que contribuíram significativamente para a cooperação inter-religiosa, promovendo assim a causa da paz mundial, e para divulgar suas conquistas o máximo possível".

O objetivo é "tanto aprimorar o entendimento e a cooperação inter-religiosa quanto incentivar o surgimento de ainda mais pessoas dedicadas a trabalhar pela paz mundial".


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Quando fé e política precisam se encontrar

Criminalizado, o cenário político brasileiro afasta cidadãos que ainda não entenderam que a melhor política é não delegar ou banalizar seu voto

Por Karla Maria

A fé é sem dúvidas um filtro que nos orienta a ver e agir no mundo. As encíclicas Fratelli Tutti e Laudato Sí, por exemplo, nos apresentam a partir das palavras do Papa Francisco, uma epistemologia da fé, ou seja, uma forma de conhecer e de ler o mundo; um modo de compreender a realidade não apenas na dimensão individual, mas especialmente no modo coletivo para a construção do bem comum.

Não por acaso, desde pequenos, ao rezarmos o Pai-Nosso, pedimos “O pão nosso de cada dia...”. Somos - como batizados e parte de toda Criação – convocados a agir de modo responsável na sociedade, e neste sentido, a política se apresenta como possibilidade de acesso à tal construção deste bem comum.

Documento da III Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM), evento realizado em Puebla, México, de 27 de janeiro a 13 de fevereiro de 1979, distingue dois níveis de política. O primeiro neste sentido mais amplo, na atuação em busca do bem comum e o outro nível o da política partidária, que consiste na conquista e no exercício do poder através do voto, sendo este um campo específico dos cristãos leigos e leigas. 

A Constituição Pastoral Gaudium et Spes do Concílio Ecumênico Vaticano II afirma que aqueles que têm vocação para este tipo de prática político-partidária “procurem exercê-la sem pensar no interesse próprio ou em vantagens materiais, procedam com integridade e prudência contra a injustiça e a opressão, contra o domínio arbitrário de uma pessoa ou de um partido e contra a intolerância”, explicou padre Antonio Aparecido Alves, citando trecho (n. 75) do documento.

Para Padre Alves, também mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, com especialização em Doutrina Social da Igreja, na atuação político-partidária, a Fé e a Política não deveriam se misturar, “pois, se deve respeitar a legítima autonomia da Fé e da Política e buscar, motivados pela Ética, junto com outras pessoas que não professam nenhuma Fé ou têm outras crenças, o que é o melhor para a sociedade, na perspectiva dos mais vulneráveis. É importante a presença dos cristãos neste âmbito de Governo, não para 'sacralizar' a Política, mas sim para enriquecê-la com os valores éticos do Evangelho expressos na Doutrina Social da Igreja”.

Já no âmbito mais amplo, na busca pelo bem comum, o mestre em Ciências Sociais esclarece “que a Fé nos leva para a Política, isto é, à intenção de deixar este mundo um pouco melhor depois de nossa passagem por ele, como disse o papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (n. 183). Em outras palavras, neste sentido amplo, Fé e Política se misturam sim”.

O voto, é uma das ferramentas disponíveis para a efetiva participação do eleitor no cenário democrático, e o calendário eleitoral de 2026 já apresenta datas importantes a serem observadas. O cidadão que mudou de cidade ou estado e precisa transferir o domicílio tem até o dia 6 de maio para fazê-lo. Com exceção dos servidores públicos civis, militares e autárquicos removidos de ofício e os respectivos familiares que estão dispensados dessas exigências, o eleitor deve acessar, até a data limite, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e entrar no Autoatendimento Eleitoral para atualizar seus dados.

Nestas eleições, 158,6 milhões de eleitores terão de votar para deputado federal, deputado estadual ou distrital, além de eleger dois senadores, governador e presidente da República. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, um domingo. E caso haja segundo turno para os mandatos executivos, ele ocorrerá em 26 de outubro.

A escolha de deputados federais, estaduais e distritais seguirá o sistema proporcional, que distribui as cadeiras entre partidos e federações conforme o total de votos recebidos por cada legenda. Os candidatos mais votados dentro de cada partido ocupam as vagas, de acordo com os cálculos de quociente eleitoral e partidário. O Senado Federal renovará 54 das 81 cadeiras, respeitando o rodízio que ocorre a cada quatro anos. A eleição é majoritária simples: em cada estado, os dois candidatos mais votados são eleitos, com mandato de oito anos. Cada eleito leva consigo dois suplentes.

Serão escolhidas 27 chapas de governador e vice, uma por unidade da federação. A vitória no primeiro turno exige mais de 50% dos votos válidos; caso isso não ocorra, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno. No âmbito nacional, será eleita a chapa de presidente e vice-presidente da República. Assim como nas disputas estaduais, a vitória em primeiro turno só ocorre com maioria absoluta dos votos válidos, podendo haver segundo turno se necessário.

Enquanto pesquisas apontam números e favoritos aos cargos públicos mexendo com o xadrez do jogo político, entidades civis e a própria Igreja Católica se manifesta em defesa da democracia e de suas instituições.

Em mensagem de final de ano, ao povo brasileiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidida por Dom Jaime Cardeal Spengler, arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), reiterou que a “ democracia, com sua exigência de diálogo, suas instituições, seus freios e contrapesos, é patrimônio do povo brasileiro e precisa de cuidado e promoção. Embora imperfeita, ela é terreno fértil onde a justiça e a verdade podem se abraçar (cf. Sl 85,10) e florescer. Como discípulos e discípulas de Jesus Cristo, somos chamados a ser testemunhas credíveis e exemplares, artesãos da paz, construtores de pontes, promotores da caridade política e da responsabilidade social. A nação precisa reencontrar o caminho da pacificação, do diálogo e do respeito mútuo!“

Ex-presidente do TSE, a ministra da suprema corte Carmém Lúcia já afirmou que "O voto é um instrumento democrático para transformar nossos lugares onde a gente vive, nossos espaços de convivência política. Enfim, de realização efetiva da democracia", disse lembrando que o direito de todo cidadão votar foi uma conquista "preciosa e difícil no país"“Nós lutamos muito para ter direito ao voto secreto, universal, periódico, e, principalmente, livre”.

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sábado, 6 de dezembro de 2025

O Natal em um país economicamente desigual. Será que eu daria as minhas duas únicas moedas?

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Por Cibele Battistini

No final do ano, as luzes tomam as ruas, as vitrines piscam e os carrinhos dos shoppings parecem ganhar vida própria.

No Brasil, esse país imenso e desigual, o Natal costuma acender contrastes: de um lado, a classe média alta com suas ceias fartas, viagens marcadas e presentes importados; do outro, famílias que fazem milagres para colocar algo simples na mesa.

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