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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Baixe o formulário da Missa pelo Cuidado da Criação disponibilizado pela Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB

 

No dia 1º de setembro, a Igreja celebra o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído pelo Papa Francisco em 2015. A data marca o início do Tempo da Criação, período dedicado à oração, à reflexão e ao compromisso com a preservação da casa comum.

Como parte desse caminho, a Igreja conta agora com um formulário litúrgico próprio para a celebração da Missa pelo Cuidado da Criação, acompanhado das respectivas leituras bíblicas. O formulário foi oferecido, em 2024, pelo Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos às Conferências Episcopais.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou o formulário durante sua 62ª Assembleia Geral, realizada de 13 a 24 de abril de 2026, e encaminhou o texto ao Dicastério para a necessária confirmação. Em junho deste ano, o Dicastério confirmou o texto aprovado pela CNBB, que passa a integrar as possibilidades de celebração litúrgica para esta ocasião.

A nova Missa constitui uma oportunidade para que as comunidades cristãs celebrem o mistério da criação à luz da fé em Cristo e renovem sua responsabilidade diante do dom que Deus confiou à humanidade. A liturgia convida, assim, a uma atitude de gratidão pelo dom da criação e, ao mesmo tempo, a um compromisso concreto com sua salvaguarda, especialmente diante dos desafios ambientais do nosso tempo.

A celebração também ajuda a compreender que o cuidado da criação não é uma questão alheia à vida cristã. Na liturgia, os elementos da criação são assumidos e transformados em expressão da ação salvadora de Deus. De modo particular, a Eucaristia revela a profunda relação entre criação, encarnação e redenção.

Como recorda o Papa Francisco na encíclica Laudato si’: “a criação encontra a sua maior elevação na Eucaristia”. E acrescenta: “No apogeu do mistério da Encarnação, o Senhor quer chegar ao nosso íntimo através dum pedaço de matéria” (Laudato si’, 236).

A celebração da Missa pelo Cuidado da Criação oferece, portanto, uma oportunidade para que as comunidades renovem, diante de Deus, o compromisso de cuidar da casa comum, promovendo uma relação mais responsável e solidária com toda a criação.

O formulário litúrgico e as leituras próprias para a celebração estão disponíveis para as comunidades, paróquias e dioceses que desejarem celebrar a Missa pelo Cuidado da Criação no dia 1º de setembro, observando as normas litúrgicas previstas para a ocasião.

 

BAIXE AQUI O FORMULÁRIO

Frei Luis Felipe Marques, OFMConv

Fonte da informação

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Jornal O Diácono edição nº 1 já está disponível

 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Nova Gestão da Subcomissão de Liturgia da CAD Natal realiza primeira reunião

Foto: Diác. Elsou Jardel

A Subcomissão de Liturgia do Corpo Diaconal da Arquidiocese de Natal realizou sua reunião inaugural na noite da segunda‑feira (2), no Instituto Maria Auxiliadora. O encontro teve início às 19h e reuniu diáconos responsáveis por organizar e coordenar as ações litúrgicas da CAD.

Em reunião marcada por oração e apresentação do regimento interno, os membros definiram a composição da subcomissão, discutiram a pauta de trabalho e distribuíram responsabilidades específicas para atuação nas celebrações e serviços litúrgicos da Arquidiocese, naquilo que diz respeito a CAD.

Composição da Subcomissão

A subcomissão é coordenada pelo Diác. Elsou Jardel Garcia da Silva da Paróquia de São Tomé Apóstolo no Conj. Cidade do Sol em Natal (RN), ele que também é Assistente Eclesiástico do Movimento Terço dos Homens Mãe e Rainha no território arquidiocesano. Integram ainda o grupo os diáconos Ademacy Souza Moura Segundo (Ademacy), Francisco Alves Feitosa Jr. (Júnior), Francisco das Chagas Moura da Cunha (Chagas), Ítalo Cristiano Nogueira Soares (Ítalo), José de Arimatéia Ferreira Barbosa (Zezinho), Márcio Ribeiro da Silva (Márcio Ribeiro) e Mardônio Duarte de Matos. (Mardônio).

Presenças

Compareceram à reunião os diáconos Elsou, Ademacy, Júnior, Chagas, Ítalo, Zezinho e Márcio Ribeiro.

Pauta e encaminhamentos

A reunião iniciou com a Oração das Vésperas, conduzida pelo Diác. Ademacy, seguida das boas‑vindas e da apresentação do Regimento Interno pelo coordenador, Diác. Elsou. Em seguida houve partilha entre os membros e definição das funções operacionais da subcomissão.

Designação de responsabilidades

Foram atribuídas as seguintes responsabilidades:

  • Lecionário: Diác. Márcio Ribeiro
  • Objetos litúrgicos da missa: Diác. Ítalo
  • Comentários e leitores: Diác. Márcio Ribeiro
  • Música e salmos: Diác. Ademacy
  • Escala dos diáconos no altar: Diác. Elsou
  • Manuseio do Missal Romano: Diác. Mardônio
  • Liturgia das Horas: Diác. Chagas
  • Adorações e Santo Terço: Diác. Zezinho

Os membros aceitaram as atribuições em comum acordo, comprometendo‑se com a unidade e a partilha das atividades conforme as competências de cada diácono.

Apoio e encerramento

O Diác. Júnior atuará em regime de apoio à Subcomissão. O encontro foi encerrado com oração conduzida pelo coordenador e bênção final do Diác. Chagas.

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sábado, 23 de agosto de 2025

21º Domingo do Tempo Comum, Ano C

Neste domingo, a Palavra de Deus nos convida a refletir sobre a universalidade da salvação e o compromisso pessoal necessário para entrar no Reino de Deus. Jesus, em seu caminho para Jerusalém, é interpelado com uma pergunta curiosa: “Senhor, são poucos os que se salvam?” (Lc 13,23). Mas sua resposta não alimenta a curiosidade; ela nos provoca à conversão: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (Lc 13,24).

O profeta Isaías nos apresenta uma visão escatológica e universalista da salvação. Deus reúne todos os povos, de todas as línguas e nações, para contemplar sua glória. A salvação, que começou com Israel, é agora oferecida a toda a humanidade. É uma imagem poderosa de inclusão, fraternidade e missão. Deus envia mensageiros até os confins da terra para anunciar sua glória. Somos esses mensageiros hoje, chamados a evangelizar com coragem e alegria.

O salmo mais curto da Bíblia é também um dos mais profundos: “Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o” É um convite universal à adoração, reforçando que o amor e a fidelidade de Deus não têm fronteiras. A resposta ao chamado de Isaías é o louvor de todos os povos.

A carta aos Hebreus nos exorta a perseverar na fé, mesmo em meio às dificuldades. A disciplina que Deus nos oferece não é punição, mas formação. Como um pai que educa seus filhos, Deus nos fortalece para podermos caminhar com firmeza. A porta é estreita porque exige renúncia, esforço e fidelidade. Mas é justamente esse caminho que nos prepara para a glória.

E no Evangelho de hoje, Jesus nos alerta que não basta estar “por perto” dele, ouvir sua Palavra ou participar de suas obras. É preciso viver em comunhão com Ele, deixar que o Reino entre em nós. A porta é estreita não porque Deus quer dificultar, mas porque o egoísmo, a vaidade e a indiferença nos tornam grandes demais para passar por ela. A salvação é dom, mas exige resposta. E essa resposta é diária, concreta, feita de escolhas que refletem o Evangelho.

Jesus também nos lembra que muitos virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. Isso nos desafia a abandonar qualquer pretensão de exclusividade. A salvação é para todos, e o critério é a vivência do amor, da justiça e da misericórdia.

Neste domingo, iniciamos também a Semana de Oração pelas Vocações Leigas. Que esta liturgia nos inspire a reconhecer que todos os batizados são chamados à missão. A porta está aberta, mas exige que passemos por ela com humildade, serviço e fé.

Que possamos ser comunidade que acolhe, que evangeliza e que caminha com esperança rumo ao Reino. Que cada um de nós se esforce para entrar pela porta estreita, não por medo, mas por amor ao Cristo que nos chama.

Amém.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Quarta-feira da 3ª Semana da Páscoa (celebração em sufrágio da alma do Diác. Ivan Teixeira)

Olá, povo de Deus, paz e bem para vocês também!

A liturgia desta quarta-feira pascal nos convida a olhar para Cristo, Pão da Vida, Aquele que sustenta nossa existência e nos oferece a esperança da vida eterna. É justamente neste contexto de fé e esperança que recordamos com saudade e gratidão a vida e a missão do nosso irmão, o Diácono Ivan Teixeira, que partiu para a Casa do Pai.

Na primeira leitura retirada dos (At 8,1b-8), vemos a comunidade cristã sendo perseguida, espalhada, mas ao mesmo tempo levando consigo a força do Evangelho. Filipe, mesmo em meio à dor e à instabilidade, desce à cidade de Samaria e anuncia com coragem a Boa Nova. O povo escuta, acolhe e se alegra com os sinais de vida que Deus realiza por meio dele.

Esse testemunho de Filipe nos remete diretamente ao ministério vivido pelo Diácono Ivan. Mesmo diante dos desafios da vida e das exigências do ministério, ele nunca deixou de anunciar, de servir e de amar. Com humildade e fé, percorreu seu caminho com Cristo, espalhando o Evangelho com gestos simples e firmes, com palavras que consolavam e orientavam, com presença serena e fiel. Como Filipe, ele foi sinal de alegria para muitos.

O salmo 65 convida toda a terra a aclamar ao Senhor com alegria, reconhecendo os feitos de Deus na história. Também nós hoje queremos louvar a Deus pelo dom da vida do Diácono Ivan, por sua vocação diaconal, por tudo o que Ele realizou através de suas mãos, sua voz e seu coração.

No Evangelho de hoje, retirado do livro de (Jo 6,35-40), Jesus nos consola profundamente ao afirmar que Ele é o Pão da Vida, aquele que veio para que ninguém se perca, mas para que todos ressuscitem no último dia. Essa promessa é luz que atravessa nossa dor. Na fé, acreditamos que o Diácono Ivan não morreu para sempre. Ele foi acolhido por Aquele que ele serviu com tanto amor.

Jesus mesmo nos garante: “Esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo 6,40). Nossa esperança repousa nessa promessa de Cristo.

Portanto, nesta celebração, unimos nosso coração em oração e gratidão. Que o testemunho do Diácono Ivan continue a inspirar o Corpo Diaconal da nossa Arquidiocese, e que seu legado permaneça vivo na memória e na missão de todos nós. Que ele descanse na paz do Senhor, e que nós sigamos firmes, nutridos pelo Pão da Vida, até o dia em que nos reencontraremos em Deus.

Assim seja!

Por Diácono Edson Araújo

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Terça-feira da Semana Santa

Olá, povo de Deus, paz e bem para vocês também!

Nesta Terça-feira Santa, somos convidados a refletir sobre a vocação que Deus nos dá, a fidelidade que Ele espera de nós e a entrega total que Jesus demonstra em sua paixão. As leituras nos conduzem a meditar sobre o chamado de Deus, a traição de Judas e a negação de Pedro, e como tudo isso se conecta à nossa própria caminhada de fé.

Na primeira leitura o profeta Isaías nos apresenta o "Servo do Senhor", chamado desde o ventre materno para ser luz das nações. Essa leitura nos lembra que Deus nos chama para uma missão específica, mesmo antes de nascermos. Somos convidados a refletir: estamos respondendo ao chamado de Deus em nossas vidas? Assim como o Servo do Senhor, somos chamados a ser luz para os outros, levando a salvação até os confins da terra.

Já no salmo, vemos o salmista clamando por proteção e refúgio em Deus, reconhecendo que o Senhor é sua força e esperança desde a juventude. Este salmo nos convida a confiar plenamente em Deus, especialmente nos momentos de dificuldade. Podemos meditar sobre como Deus tem sido nosso apoio ao longo da vida e como podemos anunciar sua justiça e maravilhas com nossa boca e ações.

Por fim, no Evangelho, vemos Jesus profundamente comovido ao anunciar que será traído por um de seus discípulos. Judas, que compartilha da mesa com Jesus, escolhe a traição. Pedro, por outro lado, promete fidelidade, mas acaba negando Jesus três vezes. Essas histórias nos levam a refletir sobre nossa própria fidelidade a Deus. Será que, em algum momento, também traímos ou negamos Jesus com nossas ações, ou omissões? Jesus nos chama a uma entrega total, mesmo diante da dor e da rejeição.

Nesta Semana Santa, somos convidados a examinar nossas consciências e renovar nosso compromisso com Deus. Que possamos ser fiéis ao chamado que Ele nos dá, confiando em sua força e buscando ser luz para os outros. Que a traição de Judas e a negação de Pedro nos sirvam como alertas para permanecermos firmes na fé e na entrega ao Senhor.

Assim seja!


Por Diácono Edson Araújo

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

SETOR MÚSICA LITÚRGICA DA CNBB LANÇA ÁLBUM PARA A QUARESMA EM PARCERIA COM AS EDIÇÕES CNBB


Está disponível nas plataformas de streaming o álbum “A misericórdia no caminho para a Páscoa”. A iniciativa continua uma tradição da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, por meio do Setor Música Litúrgica, de divulgar músicas específicas para a Quaresma, ampliando o repertório já publicado e divulgado desde o Hinário Litúrgico da CNBB.

Entre as novidades do álbum, que também é uma parceria com as Edições CNBB, há cantos de entrada conforme as antífonas do missal, e cantos de comunhão conformes os Evangelhos específicos do Ano C. Há ainda gravações das três fórmulas do Ato Penitencial, conforme a nova tradução do Missal Romano.

O assessor do Setor Música Litúrgica, padre Jair Costa, destaca que a motivação para a criação do álbum se deu a partir da ampliação do repertório, principalmente em relação aos cantos específicos de comunhão.

Ele revela que no novo álbum constam melodias novas para o canto do Ato Penitencial, na primeira fórmula (“eu confesso…”); na segunda fórmula (“tende compaixão de nós…”); e que na terceira fórmula há um dos textos específicos para a Quaresma. “Estas melodias estão de acordo com a nova tradução do Missal”, enfatiza.

E aponta, ainda, que os cantos de comunhão fazem eco dos Evangelhos que, nos domingos, falarão da misericórdia: a figueira sem frutos, o filho pródigo, a mulher perdoada.

“Este álbum, trazendo nos cantos de comunhão o eco da Palavra proclamada, liga de maneira estreita o canto a cada domingo. Isso exigirá dos grupos de animação um cuidado maior ao preparar os cantos com a comunidade que vai participar, conduzindo-a a cantar pelo menos os refrões, para que o evangelho saboreado na mesa da palavra seja ouvido também no refrão do canto, ao se aproximar da mesa da comunhão”, diz padre Jair.

Ouça o álbum 

A misericórdia no caminho da Páscoa – Cantos para o Tempo da Quaresma – Ano C – Álbum de Edições CNBB, Bruno Boss | Spotify

INFORMAÇÃO ORIGINAL

domingo, 8 de dezembro de 2024

Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria - 2º Domingo do Advento


PRIMEIRA LEITURA

Porei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela.

Leitura do Livro do Gênesis 3,9-15.20

9
O Senhor Deus chamou Adão, dizendo:
"Onde estás?"
10
E ele respondeu:
"Ouvi tua voz no jardim,
e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi".
11
Disse-lhe o Senhor Deus:
"E quem te disse que estavas nu?
Então comeste da árvore,
de cujo fruto te proibi comer?"
12
Adão disse:
"A mulher que tu me deste por companheira,
foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi".
13
Disse o Senhor Deus à mulher:
"Por que fizeste isso?"
E a mulher respondeu:
"A serpente enganou-me e eu comi".
14
Então o Senhor Deus disse à serpente:
"Porque fizeste isso, serás maldita
entre todos os animais domésticos
e todos os animais selvagens!
Rastejarás sobre o ventre
e comerás pó todos os dias da tua vida!
15
Porei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela.
Esta te ferirá a cabeça
e tu lhe ferirás o calcanhar".
20
E Adão chamou à sua mulher "Eva",
porque ela é a mãe de todos os viventes.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R. 1a)

R. Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!

1
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, *
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo *
alcançaram-lhe a vitória. R.


2
O Senhor fez conhecer a salvação, *
e às nações, sua justiça;
3a
recordou o seu amor sempre fiel *
3b
pela casa de Israel. R.


3c
Os confins do universo contemplaram *
3d
a salvação do nosso Deus.
4
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, *
alegrai-vos e exultai! R.



SEGUNDA LEITURA

Em Cristo, ele nos escolheu,
antes da fundação do mundo.

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1,3-6.11-12

3
Bendito seja Deus,
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito
em virtude de nossa união com Cristo, no céu.
4
Em Cristo, ele nos escolheu,
antes da fundação do mundo,
para que sejamos santos e irrepreensíveis
sob o seu olhar, no amor.
5
Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos
por intermédio de Jesus Cristo,
conforme a decisão da sua vontade,
6
para o louvor da sua glória
e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado.
11
Nele também nós recebemos a nossa parte.
Segundo o projeto daquele
que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade,
nós fomos predestinados
12
a sermos, para o louvor de sua glória,
os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo.
Palavra do Senhor.

Aclamação ao Evangelho
Cf. Lc 1,28

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Maria, alegra-te, ó cheia de graça, 

    o Senhor é contigo!

EVANGELHO

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38



Naquele tempo,
26
no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
27
a uma virgem, prometida em casamento
a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da Virgem era Maria.
28
O anjo entrou onde ela estava e disse:
"Alegra-te, cheia de graça, 
o Senhor está contigo!"
29
Maria ficou perturbada com estas palavras 
e começou a pensar
qual seria o significado da saudação.
30
O anjo, então, disse-lhe:
"Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
31
Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.
32
Ele será grande, 
será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
33
Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim".
34
Maria perguntou ao anjo:
"Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?"
35
O anjo respondeu:
"O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.
36
Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês
daquela que era considerada estéril,
37
porque para Deus nada é impossível".
38
Maria, então, disse:
"Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!"
E o anjo retirou-se.
Palavra da Salvação.

Olá, povo de Deus, paz e bem para vocês também!

Hoje, celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, uma festa que nos convida a refletir sobre a pureza e a singularidade da Virgem Maria. As leituras de hoje nos oferecem uma profunda compreensão do papel de Maria no plano de salvação de Deus.

Na primeira leitura, do livro do Gênesis (Gn 3,9-15.20), ouvimos o relato da queda de Adão e Eva. Deus pergunta: "Onde estás?" Esta pergunta ressoa através dos tempos, uma chamada à humanidade perdida e afastada de Deus. No entanto, mesmo na desobediência, vemos a promessa divina: da descendência da mulher virá aquele que esmagará a cabeça da serpente. Esta promessa aponta diretamente para Jesus Cristo e, por extensão, para Maria, a nova Eva, que, pelo seu "sim", trouxe ao mundo o Salvador.

O Salmo 97 nos lembra da salvação que Deus opera diante dos olhos de todas as nações: "O Senhor fez conhecer a salvação". Maria, com seu cântico do Magnificat, ecoa essa alegria e gratidão pelo grande feito que Deus realizou através dela. Sua vida é um constante louvor ao Senhor que age poderosamente na humildade de seus servos.

Na segunda leitura, da carta aos Efésios (Ef 1,3-6.11-12), São Paulo nos fala das bênçãos espirituais que recebemos em Cristo. Fomos escolhidos nele, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante de Deus. Maria é o exemplo perfeito dessa santidade. Desde o primeiro instante de sua concepção, ela foi preservada do pecado original, para que pudesse ser a morada digna do Filho de Deus. Ela é o sinal da predileção divina e do poder redentor de Cristo.

Por fim, o Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38) nos apresenta o momento da Anunciação. O Anjo Gabriel vem a Maria e lhe anuncia que ela será a mãe do Salvador. Maria, embora perplexa e humilde, responde com fé e coragem: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra." Este "fiat" de Maria é um ato de total confiança e entrega a Deus, tornando possível a encarnação do Verbo.

Queridos irmãos e irmãs, ao celebrarmos a Imaculada Conceição, somos chamados a imitar a fé, a humildade e a obediência de Maria. Que ela, nossa Mãe Santíssima, nos ajude a responder com generosidade ao chamado de Deus, para que também nós possamos colaborar no seu plano de salvação e proclamar as maravilhas do Senhor em nossas vidas.

Por Diácono Edson Araújo

domingo, 22 de setembro de 2024

25° Domingo do Tempo Comum

No 25° Domingo do Tempo Comum, Jesus diz: "Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos”. Neste domingo, as leituras nos convidam a buscar a sabedoria que vem de Deus para servir com humildade.


O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus ensina a importância de servir e da humildade. Na primeira leitura, o Livro da Sabedoria descreve como os ímpios planejam armadilhas contra o justo. Na segunda leitura, Tiago fala sobre a origem dos conflitos, atribuindo-os às paixões humanas.

Primeira Leitura (Sb 2,12.17-20)
Leitura do Livro da Sabedoria

Os ímpios dizem: Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina. Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. Se, de fato, o justo é 'filho de Deus', Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos. Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro'.

Salmo Responsorial – Sl 53(54),3-6.8 (R. 6b) – Deus é fiel aos oprimidos

O Salmo 53(54) é uma oração de súplica em que o salmista pede a Deus ajuda e proteção contra seus inimigos, expressando confiança de que Deus o salvará.

Refrão (6b): É o Senhor quem sustenta minha vida!

Por vosso nome, salvai-me, Senhor; e dai-me a vossa justiça! Ó meu Deus, atendei minha prece e escutai as palavras que eu digo! R.

Pois contra mim orgulhosos se insurgem, e violentos perseguem-me a vida:* não há lugar para Deus aos seus olhos. Quem me protege e me ampara é meu Deus; * é o Senhor quem sustenta minha vida! R.

Quero ofertar-vos o meu sacrifício* de coração e com muita alegria; quero louvar, ó Senhor, vosso nome, * quero cantar vosso nome que é bom! R.

Segunda Leitura (Tg 3,16-4,3)
Leitura da Carta de São Tiago

Caríssimos: Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más. Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz. De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, justamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós? Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir. E a razão está em que não pedis. Pedis, sim, mas não recebeis, porque pedis mal. Pois só quereis esbanjar o pedido nos vossos prazeres.

Evangelho (Mc 9,30-37)

Naquele tempo: Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: 'O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará'. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: 'O que discutíeis pelo caminho?' Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: 'Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!' Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 'Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou'.

Palavras do Papa

«Se alguém quiser ser o primeiro, há de ser o último de todos e o servo de todos» (v. 35). (...) O valor de uma pessoa já não depende do papel que desempenha, do sucesso que tem (...), mas pelo que se dá. Queres ser o primeiro? Serve. Este é o caminho. (...)

Servir não é uma expressão de cortesia: é fazer como Jesus fez, (...) que veio «não para ser servido, mas para servir» (Mc 10, 45). Assim disse o Senhor. Portanto, se quisermos seguir Jesus, devemos percorrer o caminho que ele mesmo traçou, a via do serviço. (...) 

À medida que os nossos cuidados e disponibilidade para com os outros crescem, tornamo-nos mais livres por dentro, mais semelhantes a Jesus. (...) O menino, no Evangelho, não simboliza a inocência, mas a pequenez (...) Ao acolher aqueles que estão à margem, negligenciados, acolhemos Jesus, porque Ele está ali. (...)

Perguntemo-nos: será que eu, que sigo Jesus, me interesso por aqueles que são mais negligenciados? Ou, como os discípulos daquele dia, procuro gratificação pessoal? (Angelus, 19 de setembro de 2021)

sábado, 10 de agosto de 2024

19° Domingo do Tempo Comum

No 19° Domingo do Tempo Comum, Jesus diz: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente”. Continuando o domingo passado, a busca pela verdadeira nutrição espiritual nos leva a Cristo, o pão da vida, e nos capacita para a jornada da fé.

O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus confirma aos que duvidavam, que Ele é o "pão da vida" que desceu do céu. Na primeira leitura, Elias é sustentado por um anjo com pão e água, continuando sua jornada. Na segunda leitura, Paulo diz para vivermos em amor e bondade, imitando Deus, e não entristecendo o Espírito Santo.

Primeira Leitura (1Rs 19,4-8)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias: Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: 'Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais'. E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: 'Levanta-te e come!' Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: 'Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer'. Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus.

Salmo Responsorial – Sl 33(34),2-9 (R. 9a) – Javé se alia aos pobres

O Salmo 33(34) é um hino de gratidão a Deus, incentivando os fiéis a experimentar a proteção e a libertação que Ele oferece.

Refrão (9a): Provai e vede quão suave é o Senhor!

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! R.

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. R.

Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. R.

O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R.

Segunda Leitura (Ef 4,30-5,2)
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos: Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor.

Evangelho (Jo 6,41-51)

Naquele tempo: Os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: 'Eu sou o pão que desceu do céu'. Eles comentavam: 'Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?' Jesus respondeu: 'Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: 'Todos serão discípulos de Deus.' Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo'.

Palavras do Papa

Jesus continua a pregar ao povo que viu o prodígio da multiplicação dos pães (...). O que significa pão da vida? (...)

Quem tem fome não pede alimentos requintados e caros, pede pão. Quem está desempregado não pede salários enormes, mas o “pão” de um emprego. Jesus revela-se como o pão, ou seja, o essencial, o necessário para a vida de todos os dias (...). Só Ele nutre a nossa alma, só Ele nos perdoa daquele mal que sozinhos não conseguimos superar, (...), só Ele dá a vida para sempre, quando a vida aqui na terra acaba. É o pão essencial da vida. (...).

Jesus sabe que o Pai lhe pede não apenas que dê de comer às pessoas, mas que se ofereça a si mesmo (...). Estas palavras do Senhor despertam em nós a maravilha pelo dom da Eucaristia (...).

Mas no Evangelho, em vez de se admirar, as pessoas escandalizam-se (...). Talvez também nós nos escandalizemos: ficaríamos mais à vontade com um Deus que está no Céu (...). No entanto, Deus tornou-se homem para entrar na realidade do mundo, para entrar na nossa realidade (...).

Comemos juntos pelo menos uma vez por dia; talvez à noite, em família (...). Seria bom, antes de partir o pão, convidar Jesus, pão de vida, pedir-lhe com simplicidade que abençoe o que fizemos e o que não conseguimos fazer. Convidemo-lo para a nossa casa, oremos em estilo “doméstico”. Jesus estará à mesa conosco e nós seremos alimentados por um amor maior. (Angelus, 8 de agosto de 2021)

sexta-feira, 29 de março de 2024

SEMANA SANTA, A SEMANA MAIOR: MERGULHAR NO MISTÉRIO DA MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO



Com o Domingo de Ramos, a Igreja Católica abriu as celebrações centrais da fé cristã, nas quais se revisita a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo pela redenção da humanidade. É por esse motivo que esta semana que antecede a Páscoa é chamada de Semana Santa, a Semana Maior.

Em cada dia, a Liturgia da Igreja Católica apresenta os passos de Jesus até a sua entrega e ressurreição. Também gestos da devoção popular marcam a vivência da Semana Santa.

Dom Carlos José de Oliveira, bispo de Apucarana (PR), salienta que esta semana é “o tempo em que o ministério público de Jesus chega ao ápice, com seu sofrimento, crucificação, morte e ressurreição”. Uma motivação que ele oferece é que “não permitamos que o mundo descrente nos convença de que tudo não passou de uma ilusão ou apenas uma história”.

“Se verdadeiramente percorrermos o caminho do Mistério Pascal, do Domingo de Ramos ao Domingo da Ressurreição, com Cristo e com a Igreja, entenderemos que estes foram os dias mais sofridos de Jesus na terra. […] Como a Virgem Dolorosa, permaneçamos com Jesus no sofrimento e na dor, para juntos tomarmos posse da Vitória da Páscoa!”

Domingo de Ramos
No início da Semana Santa, o Domingo de Ramos e da Paixão marca a entrada de Jesus em Jerusalém para consumar seu mistério pascal. Nessa liturgia que abre a Semana Maior, os ramos são a lembrança da recepção do povo que estendeu as folhagens na entrada da cidade, por onde Jesus passou montado num jumento.

Após esse início da entrada triunfante, a liturgia apresenta a proclamação da Paixão do Senhor, começando com a leitura do livro do profeta Isaias (Is 50, 4-7), com o terceiro cântico do Servo. Essa leitura é chave de leitura para o Evangelho sobre a Paixão (Mc 14, 1-15, 47).

Segunda-feira Santa
Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João (Jo 12, 1-11). Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. Maria de Betânia unge os pés de Jesus com perfume de nardo puro e Jesus anuncia que sua hora havia chegado. Na primeira leitura, é oferecido o primeiro canto do servo do Senhor: “Olha o meu servo, sobre quem pus o meu Espírito”.

Terça-feira Santa
A mensagem central deste dia passa pela Última Ceia. No Evangelho, há uma antecipação da Quinta-feira Santa. Jesus anuncia a traição de Judas e as fraquezas de Pedro. “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo”. A primeira leitura é o segundo canto do servo do Senhor, no qual descreve-se a missão de Jesus. Deus o destinou a ser “luz das nações, para que a salvação alcance até os confins da terra “.

Quarta-feira Santa
Em muitas paróquias, especialmente no interior do país, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” na Quarta-feira Santa. Os homens saem de uma igreja ou local determinado com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre proclama o célebre “Sermão das Sete Palavras”, fazendo uma reflexão, que chama os fiéis à conversão e à penitência.

Quinta-feira Santa
Neste dia, são duas grandes marcas: a dos Santos óleos e a do Lava Pés. A primeira ocorre na Missa do Crisma, que reúne todo o clero diocesano com o bispo, recordando a unidade da Igreja e o compromisso de servir a Jesus Cristo. Na celebração, três óleos são abençoados: o do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos.

Já o lava-pés, um ritual litúrgico que recorda o gesto de Jesus antes da última ceia, ocorre na celebração da Quinta-feira Santa que recorda a instituição da Eucaristia. O rito do lava-pés não é uma encenação dentro da Missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou o padre lava os pés de algumas pessoas da comunidade, imitando Jesus, como compromisso de estar a serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação.

É na celebração da Missa da Ceia do Senhor, na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, que a Igreja dá início ao Tríduo Pascal. Oferecendo ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregando aos apóstolos para que os tomassem, Jesus institui a Eucaristia. Essa ação de graças designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de Pão e Vinho. A Liturgia oferece as leituras de Êxodo 12, 1-8.11-14, I Coríntios 11, 23-26 e o Evangelho segundo São João 13, 1-15.

Sexta-feira Santa
A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, é contemplado o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade. Neste dia, não há celebração eucarística. A Liturgia da Palavra oferece a leitura de Isaías 52, o Salmo 30 (31), Hebreus 4 e o Evangelho de João 18, 1 – 19, 42.

Neste dia, a Via-sacra ganha relevo, assim como o gesto no decorrer da Quaresma, como forma de meditar o caminho doloroso que Jesus percorreu até a crucifixão e morte na cruz. A Igreja propõe a meditação para ajudar a rezar e a mergulhar na doação e na misericórdia de Jesus. Em muitas paróquias e comunidades, são realizadas encenações da Paixão, da Morte e da Ressurreição de Jesus Cristo por meio da meditação das 14 estações da Via-Crucis.

Sábado Santo
O Sábado Santo não é um dia vazio, em que “nada acontece”. Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa.

É neste dia que a Igreja celebra a Vigília Pascal. A celebração acontece no sábado à noite. É uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa.

A celebração inicia com a bênção do fogo, realizada fora da Igreja, com a bênção do fogo novo. Em seguida, o Círio Pascal é apresentado ao sacerdote. Com um estilete, o padre faz nele uma cruz, dizendo palavras sobre a eternidade de Cristo. Assim, ele expressa, com gestos e palavras, toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo – homens, coisas e tempo – estão sob Sua potestade.

Em procissão, a comunidade segue com o Círio à frente e as luzes apagadas. O diácono toma o Círio e o ergue, por algum tempo, proclamando: “Eis a luz de Cristo!”. Todos respondem: “Demos graças a Deus!”. Os fiéis acendem suas velas no fogo do Círio Pascal e entram na igreja. O Círio, que representa o Cristo Ressuscitado, a coluna de fogo e de luz que nos guia pelas trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança em procissão.

Proclamação da Páscoa – O povo permanece em pé com as velas acesas. O presidente da celebração incensa o Círio Pascal. Em seguida, a Páscoa é proclamada. Esse hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, a alegria do Céu, da Terra, da Igreja, da assembleia dos cristãos. Essa alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas. Terminada a proclamação, apagam-se as velas.

Liturgia da Palavra – Nesta noite, a comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra. As leituras da vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: “E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes (aos discípulos de Emaús) o que dele se achava dito em todas as Escrituras” (Lc 24, 27).

Domingo da Ressurreição
É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu “Peseach”, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos “Cristo vive” não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança.

sábado, 10 de fevereiro de 2024

6º Domingo do Tempo Comum

 


No 6° Domingo do Tempo Comum Jesus cura um leproso, e sua fama cresce tanto que o leva a ficar fora das cidades. Neste domingo, vemos como Deus busca purificar a humanidade, oferecendo cura e inclusão. Vivemos uma fé de inclusão? Ou estamos nos isolando em uma "pureza" que nos afasta dos outros? O que vamos aprender nessa semana?

No Evangelho, Jesus cura um leproso e o envia aos sacerdotes. Na primeira leitura, vemos como era a lei dos leprosos na época. Na segunda leitura, Pedro nos diz para viver para a glória de Deus, e buscar agradar a todos.

Primeira Leitura (Lv 13,1-2.44-46) (ou à escolha 2Rs 5,9-14)

Leitura do Livro do Levítico

O Senhor falou a Moisés e Aarão, dizendo: "Quando alguém tiver na pele do seu corpo alguma inflamação, erupção ou mancha branca, com aparência do mal da lepra, será levado ao sacerdote Aarão, ou a um dos seus filhos sacerdotes. Se o homem estiver leproso é impuro, e como tal o sacerdote o deve declarar. O homem atingido por este mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: 'Impuro! Impuro!' Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento".

Salmo responsorial Sl 31(32),1-2.5.11 (R. 7) – A conversão é fonte de alegria

O salmo 31(32) é um hino de arrependimento e gratidão, onde o salmista celebra o perdão de Deus após confessar seus pecados.

Refrão (7): Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.

Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor † não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! R.

Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: "Eu irei confessar meu pecado!" E perdoastes, Senhor, minha falta. R.

Regozijai-vos, ó justos, em Deus, † e no Senhor exultai de alegria! * Corações retos, cantai jubilosos! R.

Segunda Leitura (1Cor 10,31-11,1)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos: Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a igreja de Deus. Fazei como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.

Evangelho (Mc 1,40-45)

Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres tens o poder de curar-me". Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero: fica curado!" No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!" Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

Palavras do Papa

Muitas vezes penso que é, não quero dizer impossível, mas muito difícil fazer o bem sem sujar as mãos. E Jesus sujou-se com a sua proximidade. Mas depois, foi além, dizendo ao homem libertado da doença: ‘Vai ter com os sacerdotes e faz aquilo que se deve fazer quando um leproso é curado’. Aquele que estava excluído da vida social, Jesus incluiu-o: incluiu-o na Igreja, incluiu-o na sociedade… ‘Vai para que todas as coisas sejam como devem ser’. Jesus nunca marginaliza, nunca! Jesus marginalizou-se a si mesmo para incluir os marginalizados, para nos incluir a nós, pecadores, marginalizados, na sua vida (Santa Marta, 26 de junho de 2015)

C A D NATAL

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