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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Padre Crésio Rodrigues: Tribunais Eclesiásticos mais próximos do povo




O padre Crésio destacou a criação de Tribunais Eclesiásticos locais em todo o país, como o Tribunal Eclesiástico de Uruaçu (Goiás), fundado em 2019.



Por Vatican News

Durante as celebrações dos 150 anos de ensino de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, o padre Crésio Rodrigues partilhou uma panorâmica sobre a evolução e descentralização da justiça eclesial no Brasil. A comitiva brasileira, composta por cerca de vinte e três alunos e três professores oriundos de Goiânia, participa num congresso de uma semana que reflete sobre o papel atual do direito na Igreja.

A reforma e a descentralização dos Tribunais Eclesiásticos

Inspirado pelas diretrizes do Papa Francisco, que preconiza maior proximidade e celeridade na resolução de litígios e problemas eclesiais, o sistema de justiça da Igreja tem sofrido alterações significativas.

O Padre Crésio destaca a criação de tribunais eclesiásticos locais, como o Tribunal Eclesiástico de Uruaçu (Goiás), fundado em 2019. Anteriormente, as dioceses do interior recorriam a instâncias centralizadas, como Brasília, o gerava maiores demoras processuais. Com a nova estrutura, processos como os de nulidade matrimonial tornaram-se mais céleres, exigindo apenas uma sentença executiva em vez das duas obrigatoriedades anteriores.

O significado e a relevância do Direito Canônico

Questionado sobre a essência da disciplina, o sacerdote define o Direito Canônico como o ordenamento legal da Igreja, comparando-o ao mundo civil que tem as suas normas para a preservação da paz, para devolver a justiça, a quem se sinta lesado, no interior da Igreja há uma organização de justiça que assegura a vivência das normas, a harmonia da comunidade religiosa.

As normas aplicam-se equitativamente a leigos, consagrados, sacerdotes e bispos. Padre Crésio recorda que a própria doutrina bíblica, nomeadamente nas cartas do Apóstolo Paulo aos Coríntios, já apelava para que as contendas no seio da comunidade fossem resolvidas internamente e não remetidas para a esfera civil.

Formação de canonistas e atividade pastoral em Goiás

Face à escassez histórica de pessoas qualificados em Direito Canónico no país, foi criado o Instituto Superior de Direito Canônico em Goiânia. Desde 2019, o Instituto tem capacitado novas turmas de canonistas que já prestam serviço em vários tribunais diocesanos do Brasil.

Na conversa, padre Crésio recordou ainda que acumula uma intensa atividade multifacetada: é pároco na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Novo Destino (Goiás); atua como juiz em tribunais eclesiásticos e vigário judicial na Diocese de Barra do Garças; leciona no Instituto Superior de Direito Canônico em Goiânia.

A Voz na radiodifusão e o trabalho pastoral

Para além da vertente acadêmica e jurídica, o sacerdote mantém uma ligação forte aos meios de comunicação social. Atualmente, conduz na Rádio Rita FM (87.9) os programas diários "Reza Comigo", transmitido às 06h, e "Oração pelas Famílias", às 15h. Nestes espaços, tem desenvolvido recentemente ciclos de reflexão dedicados ao perdão, sublinhando a sua indispensabilidade para a cura emocional e espiritual de cada indivíduo.


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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Conselho Permanente da CNBB inicia 120ª reunião com reflexões sobre conjunturas social e eclesial e desafios da Igreja no Brasil

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou, nesta terça-feira, 20 de outubro, a 120ª reunião do Conselho Permanente, na sede da entidade, em Brasília (DF). O encontro reúne bispos presidentes dos regionais e das comissões da Conferência até quinta-feira, 22, para refletir sobre temas relacionados à missão evangelizadora da Igreja, à realidade social e política do país e às atividades pastorais. 

A programação teve início com a saudação do presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, aos participantes. Em sua reflexão de abertura, o arcebispo destacou os desafios enfrentados pela sociedade e pela Igreja diante da polarização, da disseminação de informações falsas e do enfraquecimento do compromisso comunitário. 

O presidente da CNBB também ressaltou a importância da participação dos cidadãos na vida social e política, destacando a necessidade de informações confiáveis, espaços de diálogo e condições que favoreçam o exercício da cidadania. 

Cardeal Jaime Spengler. Foto: Luiz Lopes Jr.

O cardeal chamou a atenção para a realidade das pessoas em situação de pobreza, dos povos indígenas e daqueles que enfrentam dificuldades de acesso à educação de qualidade e a oportunidades de um futuro digno. Para ele, a atenção a essas realidades deve orientar os pensamentos, sentimentos e ações dos cristãos. 

O Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, também dirigiu uma saudação aos participantes, transmitindo uma mensagem de proximidade e comunhão com a Igreja no país. 

Em sua manifestação, destacou a importância do discernimento pastoral e da escuta do Espírito Santo para reconhecer as necessidades do povo e responder a elas com sabedoria, coragem e caridade. 

Panorama do episcopado brasileiro

Durante a reunião, o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, apresentou dados atualizados sobre o episcopado brasileiro. 

De acordo com as informações compartilhadas, o Brasil conta atualmente com 498 bispos, dos quais 325 são diocesanos, coadjutores e auxiliares, e 173 são eméritos. Dom Ricardo informou ainda que nove arquidioceses e dioceses estão com suas sedes vacantes. 

Análise de Conjuntura Social aborda cenário eleitoral brasileiro

Um dos destaques do primeiro dia foi a apresentação da Análise de Conjuntura Social, conduzida por dom Francisco Lima Soares, com reflexões sobre os resultados do primeiro turno das eleições de 2026 e os desafios políticos, econômicos e institucionais do Brasil. 

Foto: Paulo Augusto Cruz

O material foi elaborado pelo Grupo de Análise de Conjuntura Padre Thierry Linard e oferecido aos bispos como subsídio para a reflexão. O documento não representa a opinião institucional da CNBB. Seu objetivo é contribuir para a compreensão da realidade social brasileira, de modo que a ação evangelizadora considere as grandes questões da atualidade. 

A apresentação foi organizada em cinco dimensões consideradas fundamentais para compreender o momento vivido pelo país. 

A primeira abordou a disputa pela hegemonia internacional e seus reflexos na América Latina, especialmente diante da ascensão da China e das estratégias de influência dos Estados Unidos na região. A reflexão destacou questões relacionadas à soberania dos países latino-americanos e à posição do Brasil no cenário internacional. 

A segunda dimensão analisou os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais. Entre os fatores discutidos para compreender o cenário eleitoral estiveram a influência das cidades médias e pequenas, a organização política construída desde as eleições municipais de 2024, as estratégias de comunicação com os eleitores e o desejo de mudança manifestado por parte da população. 

Outro ponto abordado foi a situação do Supremo Tribunal Federal (STF). A análise apresentou questões relacionadas à conduta de ministros, aos mecanismos de responsabilização, às divergências internas e aos desafios institucionais da Corte. A reflexão destacou a importância de conciliar a independência do Poder Judiciário com a transparência e a responsabilidade institucional. 

Na dimensão econômica, foram apresentados indicadores de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), redução do desemprego e aumento dos rendimentos reais. Ao mesmo tempo, o estudo apontou desafios como a informalidade, a baixa produtividade e a distância entre os indicadores econômicos e a percepção da população sobre suas condições de vida. 

Por fim, a apresentação destacou sinais de esperança e perspectivas para o país, ressaltando que a construção de uma sociedade mais justa não depende exclusivamente dos resultados eleitorais, mas também da participação cidadã, da solidariedade e do fortalecimento das comunidades. 

A reflexão apontou, ainda, a necessidade de fortalecer a consciência crítica, o diálogo, a defesa da verdade e o acompanhamento das populações mais vulneráveis, a partir do compromisso de “construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social”. 

Análise de Conjuntura Eclesial

Dom Joel Portella. Crédito: Luiz Lopes. Jr.

A implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032 foi tema de uma reflexão conduzida por dom Joel Portella, com o tema “Planejar a missão e discernir os caminhos: chances e desafios para a implementação das indicações das DGAE 2026-2032”, oferecida pelo Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ). 

Durante a apresentação, dom Joel destacou fatores que favorecem a implementação das Diretrizes: a legitimidade do documento, seu conteúdo, a conexão com a realidade e a abrangência das orientações. Por outro lado, identificou seis dimensões de dificuldades: específicas, locais, atuais, de origem, eclesiológicas e sinodais. 

Entre os principais desafios apontados estão a superação de uma pastoral de conservação, o clericalismo, a ausência de transparência, a cultura do silêncio e a necessidade de ampliar a participação de mulheres, jovens e pessoas com deficiência na vida eclesial. 

O bispo também chamou a atenção para os impactos da individualização, da fragmentação e da polarização na sociedade e na Igreja, além das dificuldades de conciliar a autonomia das realidades locais com as orientações comuns da CNBB. 

Na dimensão eclesiológica, dom Joel destacou a importância de fortalecer uma Igreja fundamentada no diálogo, no relacionamento e na comunhão, ressaltando o testemunho como elemento essencial para a evangelização no contexto atual. 

Por fim, apontou que a implementação das DGAE exige mais do que planejamentos e documentos. O processo demanda mudanças de mentalidade, processos e estruturas, além do fortalecimento da sinodalidade, da participação e do discernimento comunitário na missão evangelizadora da Igreja no Brasil. 

Pauta do Conselho Permanente

Foto: Paulo Augusto Cruz

A 120ª reunião do Conselho Permanente segue até quinta-feira, 22 de outubro, com debates e encaminhamentos relacionados à atuação da Conferência e aos desafios da evangelização no Brasil. 

Entre os assuntos previstos estão a acolhida dos estatutos da Cáritas Brasileira e da Sociedade Brasileira de Canonistas, além da apresentação de uma pesquisa nacional da Pastoral Carcerária sobre os impactos do encarceramento na vida dos familiares das pessoas privadas de liberdade. 

A programação contempla ainda reflexões sobre o Congresso Eucarístico, a Pesquisa Nacional da Juventude, as comemorações dos 75 anos da CNBB e os informes e comunicados dos regionais.

Por Larissa Carvalho | Fotos: Paulo Augusto Cruz e Luiz Lopes Jr.

Com informações da CNBB 

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Linha do tempo: o que os bispos do Brasil disseram sobre política e eleições nos últimos anos?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é a instituição permanente que reúne os bispos da Igreja Católica no País e assim promover a vida da Igreja e responder aos desafios de cada época, colocando-se à serviço da edificação de uma sociedade justa e fraterna. Ao longo dos anos, a Conferência tem publicado orientações e reflexões sobre as eleições e a participação dos cristãos na vida pública.

Em diferentes processos eleitorais, a Conferência tem chamado a atenção para temas como democracia, cidadania, bem comum, dignidade humana, participação política e responsabilidade no exercício do voto.

Abaixo, confira alguns desses pronunciamentos para recordar que a Igreja não apoia partidos nem candidatos e que a participação na vida pública também faz parte da responsabilidade cristã.

 

2018 – “O bem do país está acima de ideologias e interesses particulares”

56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil –

Nas eleições de 2018, a CNBB divulgou uma mensagem de compromisso e esperança. Os bispos chamaram a atenção para a crise democrática, a polarização, a intolerância, a violência e a disseminação de notícias falsas. No pronunciamento, defenderam eleições realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos e lembraram que o voto não encerra a participação cidadã.

Leia na íntegra aqui.

 

2020 – Mensagem por ocasião das Eleições Municipais

Na ocasião os bispos chamaram atenção para a compra e a venda de votos: práticas que “constituem crimes eleitorais que atentam contra a honra do eleitor e a cidadania”.

Vender ou comprar votos significa transformar um direito de cidadania em objeto de troca. Para a Igreja, participar da vida política também exige responsabilidade, consciência e compromisso com o bem comum.

Leia a mensagem na íntegra.

 

2022 – Condenação ao uso da religião como ferramenta de campanha eleitoral

A nota da Presidência da CNBB por ocasião do 2º turno das Eleições de 2022, lamentou a exploração da fé e da religião para conseguir votos. Naquele pleito, a Conferência também promoveu orientações para a checagem de informações e alertou para a circulação de conteúdos falsos durante o processo eleitoral.

“Ratificamos que a CNBB condena, veementemente, o uso da religião por todo e qualquer candidato como ferramenta de sua campanha eleitoral. Convocamos todos os cidadãos e cidadãs, na liberdade de sua consciência e compromisso com o bem comum, a fazerem deste momento oportunidade de reflexão e proposição de ações que foquem na dignidade da pessoa humana e na busca por um país mais justo, fraterno e solidário”, escreveram os bispos na ocasião.

Leia na íntegra a nota.

 

2022 – Acompanhar os eleitos e reconciliar

“O exercício da cidadania não se esgota com o fim do processo eleitoral”, recordaram os bispos da Presidência da CNBB após a conclusão do processo eleitoral de 2022. 

Na mensagem, a orientação foi acompanhar, exigir e fiscalizar a atuação dos eleitos. Também houve um chamado à reconciliação, depois de um processo eleitoral marcado por forte polarização.

“Todos possam caminhar unidos para a construção da política melhor, aquela que está a serviço do bem comum, conforme define o nosso amado Papa Francisco. São os votos da CNBB. É o que suplicamos em preces para o nosso país.”

Confira na íntegra. 

 

2024 – A corrupção compromete os caminhos da democracia

Às vésperas das eleições municipais de 2024, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Jaime Spengler, ofereceu no portal da CNBB uma série de orientações sobre pontos importantes para a realidade dos municípios brasileiros.

Dom Jaime chamou atenção para a corrupção:

“E não podemos esquecer que o governo justo, deve-se superar toda forma de corrupção. Não só no período eleitoral, mas em todo o percurso de governo. É necessário, da parte do povo, acompanhar, vigiar e analisar criticamente os atos dos escolhidos para o serviço público. A corrupção, seja de que proporção for, está intimamente ligada ao autoritarismo, à ganância de quem detém o poder e à falta de inteligência nos mecanismos de controle. Ela destrói valores, prejudica a representatividade e compromete os caminhos da democracia”, afirmou o presidente da CNBB.

Leia a matéria completa aqui.

 

2026 – A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos

A Mensagem da CNBB por ocasião das Eleições 2026 foi divulgada pelo Conselho Permanente, em junho. O texto retoma temas como dignidade humana, bem comum, justiça social, democracia, verdade, participação cidadã, respeito às instituições, combate à corrupção e à desinformação.

“As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade”, escreveram os bispos.

Leia a mensagem na íntegra.


Com informações da CNBB


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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Coleta Nacional para o 19º Congresso Eucarístico Nacional será realizada nos dias 5 e 6 de setembro

 

A Igreja no Brasil se prepara para a realização do 19º Congresso Eucarístico Nacional (19º CEN), na arquidiocese de Goiânia, entre os dias 3 e 7 de setembro de 2027. Como parte desse caminho de preparação e em espírito de comunhão e corresponsabilidade, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove uma Coleta Nacional em todas as dioceses do país, nos dias 5 e 6 de setembro, durante o 23º Domingo do Tempo Comum.

A iniciativa foi deliberada pelo Conselho Permanente da CNBB, em reunião realizada em 4 de março de 2026, na sede da Conferência, em Brasília. A coleta busca envolver todo o povo de Deus na preparação do Congresso, possibilitando que as comunidades participem concretamente dos frutos espirituais e pastorais que o evento pretende oferecer à Igreja no Brasil.

A Presidência da CNBB encaminhou aos arcebispos e bispos do país um pedido para que a coleta seja incentivada nas dioceses, com o envolvimento de presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos. A proposta é que esse gesto seja vivido como uma expressão concreta de comunhão eclesial e corresponsabilidade na preparação do Congresso.

“A CNBB convida as comunidades de todo o país a participarem desse gesto de comunhão, contribuindo para a realização do Congresso e para que esse momento de encontro em torno da Eucaristia produza frutos para a vida e a missão da Igreja no Brasil”.

Um caminho de preparação para o Congresso

Com o tema “Hóstia viva, no mundo, para a glória do Pai”, o 19º Congresso Eucarístico Nacional será um momento de renovação espiritual, aprofundamento da fé e fortalecimento da unidade eclesial. A programação pretende favorecer a redescoberta da beleza do mistério eucarístico e de sua relação com a vida das comunidades e com a missão evangelizadora da Igreja no Brasil.

Segundo a mensagem encaminhada pela Presidência da CNBB aos bispos, o caminho de preparação para o Congresso, à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, constitui também uma oportunidade para revisar os métodos de anúncio da Boa-Nova, renovar os processos de iniciação à vida cristã e fortalecer, nas comunidades, o sentido de pertença eclesial.

A Eucaristia, apresentada como mistério de comunhão, participação e missão, inspira a construção de comunidades vivas, missionárias, sinodais e acolhedoras, capazes de testemunhar, com renovado ardor, a presença de Cristo no mundo.

Destinação dos recursos

O resultado da Coleta Nacional realizada em cada circunscrição eclesiástica deverá ser encaminhado para a conta da arquidiocese de Goiânia, responsável por receber os recursos destinados à preparação do 19º Congresso Eucarístico Nacional.

Para a contribuição, foram divulgados os seguintes dados bancários:

Banco: 033 – Santander
Agência: 4531
Conta corrente: 13002279-3
Favorecido: Arquidiocese de Goiânia

Fonte da informação

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CNBB e Secretaria-Geral da Presidência da República assinam protocolo de cooperação pelo direito à moradia


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Secretaria-Geral da Presidência da República assinaram um Protocolo de Intenções voltado à articulação e ao fortalecimento de políticas públicas relacionadas ao direito humano à moradia. O acordo estabelece uma cooperação institucional para aproximar pastorais e organismos da Igreja Católica do poder público e favorecer iniciativas em resposta às realidades enfrentadas nos territórios. 

A assinatura contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A parceria prevê a promoção de reuniões e processos formativos, a divulgação de informações e materiais técnicos sobre políticas e programas habitacionais, a identificação de boas práticas e a construção de ações para acompanhar situações de conflitos fundiários urbanos e rurais vivenciadas ou acompanhadas pela Igreja. 

Pelo protocolo, a Secretaria-Geral deverá oferecer apoio institucional e disponibilizar recursos técnicos, metodológicos e estatísticos, além de contribuir na articulação com outros parceiros. Uma comissão coordenada conjuntamente pelas duas instituições será responsável por promover e acompanhar a implementação das ações previstas. 

À CNBB caberá incentivar a participação das pastorais nos processos formativos, fortalecer a articulação entre pastorais e organismos e contribuir para ampliar o conhecimento da sociedade sobre as políticas públicas de habitação. A Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB terá papel no apoio às iniciativas e na construção de uma agenda de encontros entre as pastorais e o Governo Federal. 

“Moradia digna é direito” 

A assessora da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB, Alessandra Miranda, destacou que a iniciativa vai além da formalização de uma parceria entre as instituições. 

“A assinatura deste Protocolo de Intenções representa mais do que a formalização de uma parceria institucional. Ela expressa a disposição de construir pontes, aproximar políticas públicas dos territórios e somar esforços diante de uma realidade que interpela profundamente a sociedade brasileira: o direito de todas as pessoas a uma moradia digna”, afirmou. 

Segundo Alessandra, a questão da moradia está diretamente relacionada à defesa da dignidade humana e envolve aspectos como família, comunidade, proteção, pertencimento e direito à cidade e ao território. Ela ressaltou ainda princípios da Doutrina Social da Igreja, como o bem comum, a solidariedade e a participação, como referências para a atuação da Igreja diante das condições concretas de vida da população. 

A assessora também relacionou a parceria ao processo desenvolvido pela 6ª Semana Social Brasileira, marcado pela escuta das comunidades, das organizações populares e das diferentes realidades territoriais. Para ela, a participação popular é fundamental na construção de respostas para problemas que atingem pessoas nas periferias, ocupações, comunidades, no campo e nas cidades, especialmente aquelas que enfrentam conflitos fundiários e dificuldades de acesso à moradia. 

Alessandra destacou como um dos aspectos relevantes do protocolo a possibilidade de transformar a escuta realizada nos territórios em iniciativas concretas. “Aqui está uma dimensão que valorizamos muito: a capacidade de transformar a escuta dos territórios em incidência, diálogo e políticas públicas”, disse. 

Nesse processo, a CNBB contribuirá especialmente por meio de sua presença nos territórios e da atuação de suas pastorais e organismos. Segundo a assessora, essa capilaridade permite conhecer de perto “as dores, as lutas, mas também a enorme capacidade de organização e esperança” das comunidades. 

Alessandra Miranda também ressalta a expectativa de que a assinatura produza resultados concretos nas comunidades: “Que esta assinatura seja, portanto, menos um ponto de chegada e muito mais um ponto de partida”. E reforçou: “Moradia digna não é favor. Moradia digna é direito”.

Por Larissa Carvalho

Fonte da informação

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