terça-feira, 2 de junho de 2026

Quarta-feira da 9ª Semana do Tempo Comum, Memória de São Carlos Lwanga e companheiros mártires

A liturgia de hoje nos coloca diante de duas forças que atravessam a vida cristã: a coragem da fé e a esperança na ressurreição.

Na primeira leitura, Paulo recorda a Timóteo o dom recebido: “reaviva o dom de Deus que está em ti”. Não é apenas um conselho espiritual; é um chamado urgente. A fé não se mantém acesa sozinha. Precisa ser alimentada, cuidada, protegida. Paulo fala isso enquanto vive a experiência da prisão e da perseguição e, mesmo assim, afirma: “sei em quem coloquei a minha confiança”.

No Evangelho, Jesus enfrenta os saduceus, que tentam ridicularizar a fé na ressurreição. Ele responde com firmeza: Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. A ressurreição não é uma ideia abstrata; é a certeza de que a vida tem um sentido que ultrapassa a morte, que o amor de Deus é mais forte do que qualquer fim.

Hoje celebramos São Carlos Lwanga e seus companheiros, jovens mártires africanos que preferiram morrer a renunciar a Cristo. Eles são testemunhas vivas do que Paulo e Jesus anunciam: uma fé que não se dobra ao medo e uma esperança que atravessa a morte.

Peçamos ao Senhor a graça de uma fé corajosa, firme e luminosa, capaz de testemunhar, como os mártires, que Deus é Deus de vivos e que vale a pena entregar-lhe a vida inteira.

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