segunda-feira, 6 de julho de 2026

Terça-feira da 14ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)

A liturgia de hoje nos coloca diante de um contraste profundo: enquanto Oseias denuncia a tentação de fabricar ídolos e confiar em obras humanas que não salvam, o Evangelho mostra Jesus libertando um homem mudo e oprimido pelo mal. De um lado, a esterilidade das falsas seguranças; do outro, a fecundidade da misericórdia de Deus que devolve a palavra, a vida e a dignidade. 

Oseias lembra que tudo o que é construído longe de Deus acaba virando vento: sem raiz, sem futuro. Já Jesus revela que o coração de Deus se comove diante das multidões cansadas e perdidas, e por isso envia trabalhadores para a messe. A pergunta que fica para nós é simples e direta: em quem estamos colocando nossa confiança? Em estruturas que não podem salvar ou no Senhor que vê nossa necessidade e se aproxima? 

Hoje somos chamados a deixar cair os ídolos silenciosos que carregamos e permitir que Cristo nos devolva a voz, a voz da fé, da esperança e do testemunho, para que também nós sejamos enviados como sinais vivos da compaixão de Deus no mundo.

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