Eliseu, ao ver Elias ser levado ao céu, rasga as vestes e pede por uma dupla porção do espírito do mestre. Ele não quer prestígio, quer fidelidade; não quer glória, quer continuar a obra de Deus. E esse desejo profundo se confirma quando ele toma o manto de Elias e, diante do Jordão, repete o gesto do profeta, confiando que o Senhor permanece atuante.
No Evangelho, Jesus nos alerta contra a tentação de praticar a justiça para sermos vistos. A esmola, a oração e o jejum só têm valor quando brotam de um coração que se coloca diante do Pai em verdade. O segredo não é esconder-se por esconder, mas permitir que Deus seja o centro, e não o nosso ego. Assim como Eliseu recebeu o espírito de Elias porque o buscou com sinceridade, também nós recebemos a graça de Deus quando deixamos de lado a necessidade de reconhecimento e entramos no quarto interior da alma, onde o Pai nos espera.
Que hoje aprendamos a viver uma fé discreta, profunda e fecunda, que não precisa de holofotes, porque encontra sua força no olhar amoroso de Deus que vê no segredo.
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