quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sexta-feira da 6ª Semana da Páscoa

A liturgia desta sexta-feira nos coloca diante de um movimento muito humano e, ao mesmo tempo, profundamente divino: o caminho que passa pela dor, mas não termina nela. 

Em Atos, vemos Paulo enfrentando oposição e medo, até ouvir do Senhor: “Não tenhas medo… eu estou contigo”. No Evangelho, Jesus prepara os discípulos para a experiência da perda, dizendo que eles vão chorar enquanto o mundo se alegra, mas essa tristeza se transformará em alegria. Não é uma troca mágica, é uma passagem: a dor não é negada, mas atravessada com confiança.

A imagem que Jesus usa, a da mulher em trabalho de parto, é perfeita. A dor é real, intensa, inevitável, mas ela carrega dentro de si uma promessa. Assim também é a vida cristã: muitas vezes somos tentados a pensar que a fé deveria nos poupar do sofrimento, quando na verdade ela nos dá sentido e direção para atravessá-lo. A alegria que nasce depois não é superficial; é uma alegria madura, que sabe de onde veio e por isso permanece.

E o salmo nos lembra que Deus é “o grande Rei de toda a terra”. Não um rei distante, mas Aquele que sustenta, acompanha e transforma. A alegria cristã não é fruto de circunstâncias favoráveis, mas da certeza de que Deus está presente em tudo, inclusive no que não entendemos.

Hoje, a Palavra nos convida a confiar no processo. A dor não é o fim. A tristeza não é a última palavra. Quem permanece com Cristo experimenta essa transformação silenciosa e profunda: aquilo que parecia derrota se torna vida nova. Que tenhamos coragem de permanecer, mesmo quando tudo parece escuro, porque é justamente aí que Deus prepara a alegria que ninguém poderá tirar.

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