sábado, 13 de junho de 2026

Um outro olhar sobre o Livro Vinde & Vede: sementes de espiritualidade do Diác. Manoel Carlos

"A Intimidade com Jesus no caminho do discipulado" 

"O Evangelho segundo São João narra um dos encontros mais belos e fundantes do discipulado cristão. Dois discípulos de João Batista, ao verem Jesus passar, escutam o testemunho do profeta que aponta: Eis o Cordeiro de Deus! (Jo 1,36). Movidos por essa revelação, eles seguem Jesus. O Mestre, percebendo que o acompanham, volta-se para eles e pergunta-lhes: Que procurais? E eles, com o coração ardente e curioso, respondem: Mestre, onde moras? (Jo 1,38)."

"Onde mora o Senhor? Essa pergunta atravessa os séculos e continua ecoando no coração de todo discípulo: O desejo de conhecer Jesus, de estar com Ele, nasce de um impulso interior que só o encontro verdadeiro pode saciar. Conhecer, na lógica do Evangelho, não é um ato puramente intelectual, mas uma experiência de convivência e de amor. Conhecer requer relacionamento, interação, proximidade e empatia. Exige sentir com o Mestre, caminhar ao seu lado, ouvir sua voz, observar seus gestos e aprender com o seu modo de viver." 
(Trecho do Livro - VINDE & VEDE: Sementes de espiritualidade do Diác. Manoel Carlos)

O autor parte do episódio de João 1,35-39. Os discípulos de João Batista que, ao ouvir "Eis o Cordeiro de Deus", passam a seguir Jesus, e diante da pergunta "Que procurais?", respondem "Mestre, onde moras?" para propor uma reflexão sobre o que significa, de fato, conhecer Jesus.

A ideia central é que esse "onde moras?" não é uma pergunta sobre endereço, mas sobre intimidade. Os discípulos não querem apenas informações sobre Jesus; querem habitar com Ele, compartilhar seu cotidiano. O autor usa isso para dizer que essa mesma pergunta continua viva no coração de quem busca a fé hoje: o desejo de conhecer Jesus nasce de um impulso interior que só é satisfeito por um encontro real, não por teorias.

O ponto mais forte do texto é a distinção entre conhecimento intelectual e conhecimento relacional. Para o Diác. Manoel Carlos, "conhecer" no sentido bíblico/evangélico não é acumular informações sobre Jesus (doutrina, história, teologia), mas viver uma experiência de convivência, proximidade e amor, caminhar ao lado dele, ouvir sua voz, observar seus gestos, deixar-se moldar pelo seu "modo de viver".

Em síntese, o autor está convidando o leitor a entender o discipulado não como adesão a um conjunto de ideias, mas como relacionamento vivo e cotidiano com Cristo, e provavelmente, ao longo do livro, vai desenvolver essa lógica de "sementes" como pequenos passos práticos para cultivar essa intimidade no dia a dia.

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