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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Memorial da ALRN promove debate sobre influência do clero no parlamento potiguar

A trajetória da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) se entrelaça, desde o início, com a presença marcante de religiosos na política potiguar. Para resgatar essa história, o Memorial do Legislativo Potiguar promove, na quarta-feira (22), a 2ª Roda de Conversa do Memorial, com o tema “O Clero e a Construção do Parlamento Estadual”. A discussão está marcada para as 15h.

Segundo dados do Memorial, 91 padres já exerceram mandatos na ALRN desde a sua fundação, sendo o padre José Dantas Cortez o mais recente a exercer o cargo. A iniciativa busca valorizar esse legado, evidenciando a contribuição do clero na consolidação da vida pública e democrática do Rio Grande do Norte.

“A história política potiguar tem no clero uma de suas bases mais sólidas. De Brito Guerra aos dias atuais, a presença dos religiosos foi decisiva para a formação de um Parlamento comprometido com os valores humanos e sociais”, destacou o coordenador do Memorial, Aluísio Lacerda.

O evento reunirá pesquisadores, jornalistas e representantes do clero para discutir a importância da atuação de padres na formação política e social do Estado. A programação começa com a entronização da imagem de Nossa Senhora da Apresentação, doada pelo deputado Vivaldo Costa (PV). Em seguida, às 16h, ocorrerá a roda de conversa com o padre João Medeiros, o diretor-geral da ALRN, Augusto Carlos Viveiros, o jornalista Vicente Serejo e o professor Kléber Bezerra, sob mediação do jornalista e coordenador do Memorial, Aluísio Lacerda.

Às 17h, será lançado o livro “Padre Francisco de Britto Guerra: um Senador do Império”, de José Melquíades, obra que retrata a vida e o legado do primeiro presidente da Assembleia Legislativa, o padre Brito Guerra, que presidiu o Parlamento em 1834. O evento será encerrado com uma apresentação do Coral da Assembleia e um coquetel.

Fonte da informação

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sábado, 29 de março de 2025

Igreja Católica na Alemanha perde mais de 320 mil membros


A Igreja Católica na Alemanha perdeu 321.611 membros no ano passado. Este é o resultado das estatísticas apresentadas pela Conferência Episcopal Alemã (DBK) em Bonn na quinta-feira. De acordo com isso, a Igreja tem atualmente cerca de 19,8 milhões de membros – e esse número caiu recentemente abaixo da marca de 20 milhões.

De acordo com os dados, os católicos na Alemanha representam 23,7% da população total. Em 2023, 402.694 pessoas deram as costas à Igreja. As estatísticas de 2022 registraram o maior número de desligamentos até o momento. Naquela época, mais de 520.000 católicos abandonaram sua Igreja.

A reportagem é publicada por Katholisch, 27-03-2025.

Diante dos dados atuais, o presidente da Conferência Episcopal Alemã (DBK), dom Georg Bätzing, bispo de Limburg, pediu no site de sua diocese que não se ignorem os números. "As boas novas não diminuíram — mas devem ser levadas às pessoas de uma forma diferente e credível. Portanto, são necessários novos caminhos, passos corajosos e, acima de tudo, a firme vontade de se orientar para a realidade". As pessoas ainda têm grandes expectativas em relação à Igreja, especialmente nas áreas de educação, criação, caridade e responsabilidade social. Essas expectativas devem orientar nossas ações à medida que os recursos se tornam mais escassos. "É importante identificar campos futuros que estejam próximos da vida real das pessoas – especialmente dos jovens e suas famílias".

Em 2024, 1.839 pessoas se filiaram à Igreja Católica – um ligeiro aumento em comparação a 2023, com 1.559 inscrições. Além disso, segundo as estatísticas, 4.743 pessoas foram readmitidas, em comparação com 4.127 em 2023. Na Igreja Católica houve 116.222 batismos (2023: 131.245). O número de casamentos na Igreja foi de 22.504, em comparação com 27.565 no ano anterior. Um pouco mais de crianças receberam a Primeira Comunhão: 152.280 (2023: 151.835). Um total de 105.041 jovens foram confirmados em todo o país (2023: 105.942). O número de sepultamentos foi de 212.970 (2023: 226.179). Houve outro ligeiro aumento na frequência aos cultos religiosos, que foi de 6,6% (2023: 6,2%). Devido a medidas estruturais nas dioceses, o número de paróquias diminuiu para 9.291 (2023: 9.418). Além disso, 29 padres foram ordenados em todo o país.

Fonte da informação

sexta-feira, 28 de março de 2025

A Missão, um gerador de esperança para todo batizado

Padre Modino - Amazônia

A missão na Amazônia é fonte de esperança, nesse território e nas pessoas que o habitam encontramos sinais de esperança que nos levam a entender que nos tornarmos testemunhas da mensagem de Jesus Cristo hoje vale a pena.

Por Padre Modino – Amazônia

Caminhamos quando a esperança se torna o motor que nos leva a seguir adiante. Isso porque “a esperança não engana”, uma afirmação que o apóstolo Paulo faz na Carta aos Romanos, e que está presente nas primeiras palavras da Bula de Proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025. Nós podemos afirmá-lo porque são muitos os sinais que Deus coloca em nossa vida cotidiana que nos levam a enxergar sua presença como Aquele que gera esperança.

Padre Modino com fiéis da Amazônia

A missão fonte de esperança

Se tem algo que gera esperança, isso é a missão, pois é na missão que a Igreja anuncia a Boa Nova, possibilitando que as pessoas possam se encontrar com Aquele que é fonte de esperança para toda a humanidade: o Deus que se encarna em Jesus Cristo, Ele é a nossa esperança. Mas também o missionário descobre sinais de esperança na prática missionária, naqueles com quem partilha a vida e nas situações com que se depara em sua missão, que é um gerador de esperança para todo batizado.

A missão na Amazônia é fonte de esperança, nesse território e nas pessoas que o habitam encontramos sinais de esperança que nos levam a entender que nos tornarmos testemunhas da mensagem de Jesus Cristo hoje vale a pena, pois sua proposta continua gerando vida plena na existência de pessoas concretas, que encontram nessa proposta um motivo para plenificar suas vidas e para disfrutar com o que eles são, com o que eles vivem, com o que eles experimentam em seu cotidiano.

Padre Modino com um indígena

Sentir que nada falta

Em uma sociedade onde muitas pessoas perdem a esperança de viver diante de qualquer imprevisto que lhes leva a ficar sem uma pequena parte do que eles têm, é um sinal de esperança que em uma comunidade indígena no meio da floresta, muito distante de lugares onde muitos consideram se encontra o necessário para ser feliz, alguém que, seguindo os parâmetros ocidentais, seria considerado pobre, inclusive paupérrimo, ele diga abertamente, convencido do que ele vive: “aqui temos de tudo”.

São palavras que nos lembram o pensamento de Santo Agostinho: “é rico quem pouco necessita”. A falta daquilo que dizemos necessitar gera desesperança na vida de muitas pessoas, que não se conformam com aquilo que tem, gerando um sentimento de ter sempre mais, de pensar que necessitamos mais para sermos ricos. Aprender a disfrutar com aquilo que cada um tem deveria ser nossa esperança, e isso algo que vamos descobrindo na missão na Amazônia.

O barco que o leva às comunidades

Partilhar como princípio vital 

Um sentimento que leva a partilhar tudo o que eles têm, seguindo a atitude da viúva do Evangelho que dá tudo o que ela tinha para viver. Um exemplo disso aconteceu numa das comunidades mais distantes em que a Igreja católica se faz presente na Amazônia, quando uma mãe partilhou a janta da família com os missionários que chegaram na comunidade e que não tinham podido avisar dessa chegada. Sem pensar, a mãe de família ofereceu tudo o que ela tinha preparado para sua família jantar naquele dia.

Essas atitudes geram esperança na medida em que vamos descobrindo que existem pessoas dispostas a assumir o Evangelho na prática, colocando o que eles têm, seja muito ou seja pouco, a dispor dos outros. Encontrar essas pessoas no trabalho missionário é motivo para agradecer a Deus por ter nos enviado, mas também por nos ajudar a entender que na missão todos somos evangelizados na medida em que vamos descobrindo a presença de Deus no meio de nós.

Celebração nas comunidades

Escutar para compreender

Ser missionário na Amazônia é partilhar a vida, dividir o caminho com os outros, se fazer presente na vida das pessoas para escutar e assim compreender seu sofrimento, as também reconhecer que na cotidianidade Deus aparece de muitos modos. Gastar o tempo e gastar a vida, sem olhar o relógio, sem medir o esforço que muitas vezes representa chegar até as comunidades mais distantes, surcando as águas durante horas, durante dias.

A missão, seguindo a proposta do Sínodo para a Amazônia, tem que estar marcada pela presença, tem que ser muito mais do que uma visita rápida. O que marca a vida das pessoas é o encontro gratuito, “perder o tempo” com elas, além de qualquer atividade regrada. É nesses momentos que são partilhadas as esperanças, os sonhos, as alegrias, os desafios, os sofrimentos, tudo iluminado por Aquele que perpassa o tempo e a vida de cada um e cada uma de nós.

Rio Amazonas

Ir até aqueles que para muitos não existem

A missão na Amazônia, especialmente nas comunidades mais distantes, nos leva até aqueles que para muitos não existem ou são vistos com prejuízo, com um olhar que não responde à realidade. Somos desafiados a chegar até eles e nos introduzir em um modo de vida que nem sempre corresponde com nossos padrões, com nosso modo de entender a realidade. No final das contas, a esperança vai além de um conceito, é algo que vai se tecendo com os outros, pois é algo que se alimenta com aqueles que também sonham com a gente.

Uma esperança que vai ligada à misericórdia, que aparece quando transitamos entre os pequenos, quando nós nos fazemos pequenos. Nos sentirmos pequenos, necessitados do amor de Deus, nos leva a entender o sentido da misericórdia como caminho de esperança. Sinais disso encontramos na missão, quando essa missão nos levar a fazer opção pelos últimos, por aqueles que sempre ficaram na beira da história. Não podemos esquecer que o Jubileu era tempo de trazer de volta ao caminho àqueles que as circunstâncias da vida tinham colocado às margens.

Uma esperança que transcende nossa vida

A esperança brota de dentro de cada um e cada uma de nós, e se torna verdadeira quando ela transcende nossa vida, quando não fica presa na gente, quando estamos dispostos a sair de nós e testemunhar àquele que fundamenta nossa vida, que movimenta nossa existência, que nos leva a viver em movimento, como peregrinos da esperança. Essa esperança movimenta a missão, pois só movidos pela esperança estamos dispostos ir além e superar os desafios que a missão nos coloca em frente.

Uma esperança que sobretudo descobrimos nas pessoas, em rostos concretos. São muitos esses rostos, sempre diferentes, mas sempre intrigantes, que nos levam a nos questionarmos até que ponto conseguimos que através da nossa vida Deus possa se fazer presente na deles. Eles nos levam a nos perguntarmos sobre os passos a serem dados para levar Deus até eles, mas também a necessidade de abrir os olhos, os ouvidos, o coração, para perceber que Deus já está nessas pessoas, nesses espaços, nessas realidades.

A missão nos leva a sair de nós, a percorrer um caminho, não só exterior, mas também interior. Missão é se deslocar até as pessoas, até espaços que geram esperança em nós. Não tenhamos medo de dar esses passos, experimentemos a vida missionária, vamos descobrir nela aquilo que não pode faltar se queremos vivenciar aquilo que nos dá sentido em todo momento: a esperança.

Fonte da informação

domingo, 16 de março de 2025

Papa aprova caminho de acompanhamento do Sínodo

📷 Sessão do Sínodo de 2024 - foto de arquivo

Francisco estabeleceu o início de um caminho que levará a uma Assembleia Eclesial daqui três anos, consolidando o que foi realizado até agora, sem convocar um novo Sínodo. Foi anunciado o Jubileu das equipes sinodais e dos organismos de participação para outubro próximo. Cardeal Grech: concretizar o intercâmbio entre as Igrejas locais e na Igreja como um todo

Por Isabella Piro – Vatican News

Não se trata de um novo Sínodo, mas de uma Assembleia eclesial que será realizada no Vaticano em outubro de 2028 e será precedida por um caminho de acompanhamento. Foi o anúncio dado pelo Cardeal Mario Grech, secretário-geral da Secretaria Geral do Sínodo, em uma carta enviada a todos os bispos e eparcas, bem como a todos os patriarcas e arcebispos-mor das Igrejas Católicas Orientais.

Implementação do Documento Final do Sínodo de 2024

O acompanhamento mencionado foi aprovado pelo Papa no último dia 11 de março e se refere à fase de implementação do Sínodo concluído em 2024, após um percurso de três anos, que se concentrou no tema “Por uma Igreja sinodal. Comunhão, participação, missão”. Como o Pontífice especificou logo em seguida, de fato, o Documento final da 16ª Assembleia Geral “faz parte do Magistério ordinário do Sucessor de Pedro” e, como tal, deve ser aceito. Isso implica, explicou o cardeal, para “as Igrejas locais e os grupos de Igrejas”, o compromisso de “implementar” as indicações do próprio Documento, por meio de processos de “discernimento e decisão”.

Realizar o intercâmbio entre as Igrejas e na Igreja

A fase de implementação - especifica o Cardeal Grech - não deve ser entendida como “uma simples aplicação de diretrizes vindas de cima”, mas sim como “um processo de recepção” do Documento final de uma forma que seja “adaptado às culturas locais e às necessidades das comunidades”, mantendo sempre o objetivo de “tornar concreto” o intercâmbio e o diálogo “entre as Igrejas e na Igreja como um todo”.

Envolver sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos

De “importância fundamental” para esse processo de implementação – continua - é o envolvimento renovado de todas as pessoas que deram sua contribuição durante o Sínodo, para que a “escuta de todas as Igrejas” e o discernimento de seus pastores possam dar frutos. Portanto, os instrumentos básicos serão as “equipes sinodais formadas por presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, leigos e leigas, acompanhados pelo seu bispo”. Por conseguinte, essas equipes - recomenda o Secretário Geral - devem ser “valorizadas” e, se necessário, “renovadas, reativadas e adequadamente integradas”.

Os Grupos de trabalho e a Comissão de Direito Canônico

Todo o processo - sublinha o Secretário Geral - constitui “o quadro” no qual se devem situar também “os resultados dos trabalhos dos Grupos de Estudo e as contribuições da Comissão de Direito Canônico”. Deve-se lembrar que os Grupos de Estudo, em número de dez, foram instituídos pelo Papa Francisco em março de 2024, com a tarefa de examinar questões que surgiram durante a primeira sessão da 16ª Assembleia Sinodal, realizada em 2023. A Comissão de Direito Canônico, por outro lado - como indicado no Instrumentum laboris da segunda sessão da Assembleia, operativa desde 2023 - foi criada “do acordo com o Dicastério para os Textos Legislativos, a serviço do Sínodo”.

De 24 a 26 de outubro, o Jubileu das equipes sinodais

Em seguida, o Cardeal Grech indicou as etapas em que o caminho de acompanhamento da fase de implementação do Sínodo será dividido: para começar, neste mês de março, o anúncio do caminho; em seguida, em maio, será realizada a publicação de um Documento que indicará detalhes da realização do mesmo. Enquanto os caminhos de implementação continuarão nas Igrejas locais e em seus agrupamentos, no próximo mês de outubro, de 24 a 26, será convocado o “Jubileu das equipes sinodais e dos organismos de participação”. Trata-se de “um encontro importante”, explica o secretário-geral, que inscreve “o compromisso com uma Igreja cada vez mais sinodal no horizonte da esperança que não engana”, celebrado com o Ano Santo atualmente em curso.

Em três anos, uma Assembleia Eclesial

Posteriormente, entre o primeiro e o segundo semestre de 2027, serão realizadas Assembleias de avaliação nas dioceses, eparquias, Conferências Episcopais nacionais e internacionais, Estruturas Hierárquicas Orientais e outros agrupamentos de Igrejas. O primeiro e o segundo semestre de 2028, por outro lado, serão designados para as Assembleias Continentais de Avaliação e para a publicação do Instrumentum laboris da Assembleia Eclesial de outubro de 2028.

Convite para rezar pelo Papa

A carta do Cardeal Grech termina com um convite para rezar pela saúde do Papa Francisco, que está hospitalizado desde 14 de fevereiro no Hospital “Gemelli”, em Roma.

INFORMAÇÃO GERAL

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Doutrina Social da Igreja: bússola que orienta a vida em comunidade

O que é Doutrina Social da Igreja e como ela impacta nossas vidas?

Escrito por Laís Silva

A Doutrina Social da Igreja Católica é um conjunto de ensinamentos que guia os católicos na aplicação dos princípios cristãos à vida social, econômica e política, com objetivo de promover uma sociedade mais justa e humana, baseada nos princípios da dignidade da pessoa humana, bem comum, solidariedade e subsidiariedade.

Ela funciona como uma bússola ética e moral que orienta os fiéis na rotina do dia a dia e os direciona para o caminho da salvação, não se preocupando apenas com o lado espiritual da vida de cada um, mas também com as necessidades materiais e sociais de toda a humanidade.

Dom Wilson Angotti, bispo da Diocese de Taubaté, escreveu um artigo sobre a Doutrina Social da Igreja, em 2023, para o portal de notícias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no qual ele destaca:

“A Doutrina Social da Igreja (DSI) não se caracteriza como ideologia, mas como teologia moral, ou seja, como reflexão de fé sobre o comportamento do homem em sociedade. Não é um sistema ideológico ou pragmático com objetivo de orientar as relações econômicas, políticas e sociais, mas sim o resultado de uma reflexão atenta sobre as complexas realidades da existência humana, na sociedade e no contexto internacional, à luz da fé e da Tradição eclesial”.

Entenda seus principais princípios:

Dignidade da Pessoa Humana: Todo ser humano é criado à imagem de Deus e possui um valor intrínseco. Não podemos deixar de nos preocupar com a dignidade e o valor de cada um.

Bem Comum: A sociedade deve garantir que todas as pessoas tenham acesso aos recursos necessários para uma vida digna. Todo indivíduo possui direitos, e é preciso lutar pelos vulneráveis e garantir que todos tenham uma vida digna.

Solidariedade: As pessoas devem ajudar umas às outras, especialmente as mais vulneráveis. Não podemos fechar os olhos aos nossos irmãos. Jesus nos ensinou a acolher e ser solidário com todas as pessoas, sem distinção.

Subsidiariedade: As questões enfrentadas em sociedade devem tentar ser resolvidas no nível mais próximo. Caso não seja possível, os níveis devem subir, como, por exemplo, o primeiro nível é o individual, depois o familiar, o comunitário, municipal, estadual até chegar ao nacional.

Por que a Igreja visa dar sua opinião em assuntos atuais e problemas da sociedade?

A Igreja tem a preocupação de seguir o Evangelho, observando e trabalhando para que todo indivíduo tenha seus direitos e dignidade garantidos.

O Papa Francisco, em seu discurso ao corpo diplomático de 7 de janeiro de 2019, destacou que a Igreja expressa sua opinião sobre assuntos globais porque sua missão espiritual inclui a preocupação com toda a humanidade, incluindo suas necessidades materiais e sociais.

Ele deixou claro que a Santa Sé não busca interferir na vida dos Estados, mas sim observar os problemas que afetam a humanidade para servir ao bem de todos e promover sociedades pacíficas e reconciliadas. Assim, a Igreja sente-se no dever de intervir na sociedade através de sua doutrina para iluminar diversas questões sociais.

Por este motivo, vemos o posicionamento da Igreja em diversos assuntos, como direito à vida, direito à educação, direito à saúde, condições dignas de trabalho, políticas públicas que favoreçam o bem comum, entre outros assuntos pertinentes para a sociedade.

INFORMAÇÃO ORIGINAL

quinta-feira, 21 de março de 2024

Campanha da Fraternidade é tema de audiência pública

A Campanha da Fraternidade deste ano, que trabalha a “amizade social”, é tema de uma audiência pública que será realizada nesta sexta-feira, 22, às 9 horas, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A audiência, que acontecerá no auditório Deputado Cortez Pereira, é uma proposição do Deputado Estadual Ubaldo Fernandes.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

AO CELEBRAR A CONVERSÃO DE SÃO PAULO, IGREJA CONVIDA A SER TESTEMUNHAS DO EVANGELHO



A Igreja celebra nesta terça-feira, 25 de janeiro, a Festa da Conversão de São Paulo. Aquele que perseguia os cristãos tornou-se, pela graça de Deus, o Apóstolo dos Gentios, sinal de missionariedade para a Igreja. Ao celebrar esta data na liturgia, o pedido é que cada cristão siga seus exemplos e seja, “no mundo, testemunhas do Evangelho”.

“Ó Deus, que instruístes o mundo inteiro pela pregação do apóstolo são Paulo, dai-nos, ao celebrar hoje a sua conversão, caminhar para vós seguindo seus exemplos e ser, no mundo, testemunhas do Evangelho”, lê-se na oração do dia.

O Evangelho também apresenta um trecho com o mandato missionário feito por Jesus. De Marcos 16, 15-18, o envio feito pelo Senhor:

 

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!
16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.
17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes:
expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;
18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal
não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes,
eles ficarão curados”.

 

História e conversão de São Paulo

A Igreja reserva uma data específica para celebrar a conversão de São Paulo, cuja solenidade litúrgica ocorre junto com São Pedro, em 29 de junho (no domingo seguinte, aqui no Brasil). Nesta data, também é celebrada a fundação da cidade de São Paulo (confira trechos da reflexão do cardeal Odilo Scherer abaixo).

Saulo, seu nome original, nasceu no ano 10 na cidade de Tarso, na Cilícia, atual Turquia. À época era um polo de desenvolvimento financeiro e comercial, um populoso centro de cultura e diversões mundanas, pouco comum nas províncias romanas do Oriente. Seu pai Eliasar era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim, e, também, um homem forte, instruído, tecelão, comerciante e legionário do imperador Augusto. Pelo mérito de seus serviços, recebeu o título de Cidadão Romano, que por tradição era legado aos filhos. Sua mãe uma dona de casa muito ocupada com a formação e educação do filho. Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto.

Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel, onde recebia séria educação religiosa fundamentada na doutrina dos fariseus, pois seus pais o queriam um grande Rabi, no futuro. Parece que era mesmo esse o anseio daquele jovem baixo, magro, de nariz aquilino, feições morenas de olhos negros, vivos e expressivos. Saulo já nessa idade se destacava pela oratória fluente e cativante marcada pela voz forte e agradável, ganhando as atenções dos colegas e não passando despercebido ao exigente professor Gamaliel.

Saulo era totalmente contrário ao cristianismo, combatia-o ferozmente, por isso tinha muitos adversários. Foi com ele que Estêvão travou acirrado debate no templo judeu, chamado Sinédrio. Ele tanto clamou contra Estevão que este acabou apedrejado e morto, iniciando-se então uma incansável perseguição aos cristãos, com Saulo à frente com total apoio dos sacerdotes do Sinédrio.

Um dia, às portas da cidade de Damasco, uma luz, descrita nas Sagradas Escrituras como “mais forte e mais brilhante que a luz do Sol”, desceu dos céus, assustando o cavalo e lançando ao chão Saulo , ao mesmo tempo em que ouviu a voz de Jesus pedindo para que parasse de persegui-Lo e aos seus e, ao contrário, se juntasse aos apóstolos que pregavam as revelações de Sua vinda à Terra. Os acompanhantes que também tudo ouviram, mas não viram quem falava, quando a luz desapareceu ajudaram Saulo a levantar pois não conseguia mais enxergar.

Saulo foi levado pela mão até a cidade de Damasco, onde recebeu outra “visita” de Jesus que lhe disse que nessa cidade deveria ficar alguns dias pois receberia uma revelação importante. A experiência o transformou profundamente e ele permaneceu em Damasco por três dias sem enxergar, e à seu pedido também sem comer e sem beber. Depois Saulo teve uma visão com Ananias, um velho e respeitado cristão da cidade, na qual ele o curava. Enquanto no mesmo instante Ananias tinha a mesma visão em sua casa. Compreendendo sua missão, o velho cristão foi ao seu encontro colocando as mãos sobre sua cabeça fez Saulo voltar a enxergar, curando-o. A conversão se deu no mesmo instante, pois ele pediu para ser Batizado por Ananias.

De Damasco saiu a pregar a Palavra de Deus, já com o nome de Paulo, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo. Sua conversão chamou a atenção de vários círculos de cidadãos importantes e Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões.

Perseguido incansavelmente, foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma. Suas relíquias se encontram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Itália. O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira “Teologia do Novo Testamento”. Também é o patrono das Congregações Paulinas que continuam a sua obra de apóstolo, levando a mensagem do Cristianismo a todas as partes do mundo, através dos meios de comunicação.

 

Padroeiro da cidade e da arquidiocese de São Paulo (SP)

O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, recordou em artigo publicado há alguns dias a data celebrada hoje. “Nós nos alegramos por ter nele um exemplo que inspira nossa ação eclesial e evangelizadora nesta metrópole”, afirmou referindo-se ao Santo Apóstolo cuja conversão é comemorada pela Igreja. Neste dia, é celebrada também a fundação da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554. “A data está relacionada com a celebração da primeira missa festiva na missão ‘São Paulo Apóstolo’, dos Jesuítas, justamente na festa litúrgica da Conversão de São Paulo”, contou dom Odilo.

“É importante lembrar que nossa ‘cidade imensa’ nasceu de uma missa e do anúncio do Evangelho ‘entre as nações’. Anúncio da Palavra de Deus, Liturgia e promoção humana, nas mais diversas formas, estiveram unidos desde o princípio da Igreja em São Paulo. Isso mantém toda a sua atualidade ainda hoje”, ressaltou o arcebispo.

Em seu artigo – São Paulo e a verdadeira Igreja – o cardeal reflete sobre os escritos de são Paulo sobre a Igreja e a evolução que se seguiu especialmente na Doutrina sobre a Santíssima Trindade. Dom Odilo busca “afirmar a verdade sobre a Igreja e seus fundamentos irrenunciáveis” a partir da atuação apostólica do padroeiro da arquidiocese.

São Paulo tinha clara compreensão de que a Igreja era a comunidade das pessoas, que haviam aceitado o Evangelho e aderido à vida nova, em conformidade com o Espírito Santo. Por isso, ele bate com frequência nessa tecla: quem é membro da Igreja deve acolher com alegria o dom da fé, recebido de Deus, viver em conformidade com o Evangelho e ser testemunha fiel de Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, viver sintonizado com o Espírito Santo, fazendo frutificar os dons recebidos do mesmo Espírito Santo.

Com informações de Católico Orante 

Com imagem de Cathopic

Fonte - CNBB 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Diácono Francisco Nelson Gomes convida o corpo diaconal para Festa do Padroeiro

A Paróquia de São Bento Abade que abrange os municipios de Serra de São Bento e Monte das Gameleiras está em festa.
Começou no ultimo dia 09 e vai até o próximo dia 20, quando será feita a celebração de encerramento, a Festa de São Sebastião, Padroeiro da cidade de Monte das Gameleiras, pertencente a Paróquia de São Bento Abade. Diariamente acontece a caminhada penitêncial sempre as 5h da manhã, já ao meio dia é recitado o Oficio de Nossa Senhora, e a partir das 19h começa o novenário em honra ao padroeiro, finalizando com a Santa Missa.

O Diácono Francisco Nelson Gomes, juntamente com o Pároco o Padre Otto Guerra Vieira convida todos a prestigiarem a festa de São Sebastião.

Ouça o convite do Diácono Francisco Nelson Gomes:

sábado, 18 de dezembro de 2021

A SANTA SÉ RESPONDE ÀS DÚVIDAS DOS BISPOS SOBRE A CELEBRAÇÃO DA MISSA ANTIGA


Uma carta do Prefeito da Congregação para o Culto Divino às Conferências episcopais acompanha a publicação das respostas aos quesitos recebidos das Igrejas locais e que dizem respeito à aplicação do Motu proprio "Traditionis custodes", que entrou em vigor em julho passado.

Onze "dubia", questões que entram no mérito da aplicação do Motu proprio Traditionis custodes com o qual o Papa Francisco, em julho de 2021, promulgou novas normas relativas para o uso dos livros litúrgicos que antecedem a reforma desejada pelo Concílio Vaticano II. E um número igual de respostas corroboradas por notas explicativas. Os "dubia" mais frequentes apresentados pelos bispos e as "responsa" do dicastério, aprovados pelo Papa, que especificam alguns pontos do Motu proprio, foram publicados hoje no site da Congregação para o Culto Divino. Eles são acompanhados por uma carta do Prefeito, o arcebispo Arthur Roche, que ao dirigir-se aos presidentes das Conferências episcopais explica a direção tomada: "Toda norma prescrita tem sempre o único objetivo de salvaguardar o dom da comunhão eclesial caminhando juntos, com convicção de mente e coração, na linha indicada pelo Santo Padre".

As igrejas paroquiais

A primeira pergunta diz respeito à possibilidade de celebrar com o rito pré-conciliar em uma igreja paroquial se não houver possibilidade de encontrar uma igreja, oratório ou capela para o grupo de fiéis que usam o Missal de 1962. O Motu proprio excluía isto, para enfatizar que a Missa com o rito anterior é uma concessão limitada e não faz parte da vida ordinária da comunidade paroquial. A resposta é afirmativa, mas somente se for constatada a impossibilidade de utilizar outra igreja e sem inserir a celebração no horário das Missas paroquiais, evitando também a concomitância com as atividades pastorais da paróquia. Estas indicações, explica a resposta, não pretendem marginalizar os fiéis vinculados ao rito anterior, mas lembrar-lhes "que se trata de uma concessão para o seu bem" e não "uma oportunidade para promover o rito anterior" que já não está em vigor.

Os sacramentos no rito antigo

O segundo "dubium" diz respeito à possibilidade de celebrar não somente a Eucaristia (com o Missale Romanum de 1962, objeto da concessão), mas também os outros sacramentos previstos pelo Rituale Romanum (a última editio typica é de 1952) e pelo Pontificale Romanum precedente à reforma litúrgica. Em primeiro lugar, recordamos que o Rituale Romanum abrange os sacramentos do batismo, penitência, matrimônio, unção dos enfermos e sacramentais, como as exéquias. O Pontificale Romanum, por sua vez, diz respeito aos sacramentos presididos pelo bispo, ou seja, a confirmação e as ordenações. A resposta é negativa: a autoridade da Santa Sé, de fato, considera que, para avançar na direção indicada por Francisco, a possibilidade de utilizar livros litúrgicos revogados não deve ser concedida e que os fiéis devem ser acompanhados "para uma compreensão plena do valor da forma ritual" resultante da reforma litúrgica. No entanto, há algumas distinções importantes. O "responsum" especifica que só será possível utilizar o Ritual anterior em "paróquias pessoais canonicamente erigidas", ou seja, exclusivamente em paróquias já instituídas pelo bispo e dedicadas aos fiéis ligados ao rito antigo. Nem mesmo nessas paróquias, entretanto, será permitido utilizar o Pontificale para a crisma e ordenações. O motivo desta proibição, com relação à crisma, é explicado pelo fato de que a própria fórmula do sacramento da confirmação foi alterada por São Paulo VI e, portanto, não é considerado apropriado utilizar a fórmula abolida, uma vez que ela sofreu mudanças substanciais.

A concelebração

Outra questão diz respeito à possibilidade de continuar usando o antigo Missal para aqueles sacerdotes que não reconhecem a validade e legitimidade da concelebração, recusando-se a concelebrar em particular a Missa crismal com o bispo na Quinta-feira Santa. A resposta é negativa, porém, antes de revogar a concessão, pede-se ao bispo que "estabeleça uma discussão fraterna com o presbítero, para assegurar que esta atitude não exclua a validade e a legitimidade da reforma litúrgica", do Concílio Vaticano II e do Magistério dos Pontífices. O bispo, antes de revogar a concessão, oferecerá ao sacerdote o tempo necessário para um "confronto sincero", convidando-o a viver a concelebração.

As leituras na tradução autorizada

À pergunta se nas Missas do rito antigo é possível usar o texto completo da Bíblia escolhendo de lá as partes indicadas no Missal, a Santa Sé responde que sim. O antigo Missal continha não só o rito, mas também as Leituras do dia, enquanto que depois da reforma o Missal com as rubricas e orações foi separado do Lecionário com os textos da Escritura. Como o Motu Proprio do Papa Francisco prescreve que as Leituras - em latim no Missal antigo - devem ser sempre proclamadas nas línguas de cada país, está autorizado a usar a Bíblia na tradução singularmente aprovada pelas Conferências episcopais para uso litúrgico. Por outro lado, não é autorizada a publicação dos Lecionários nos idiomas locais com o ciclo de Leituras previsto pelo rito antigo.

O "sim" da Santa Sé para autorizar os sacerdotes

Uma quinta pergunta diz respeito à consulta da Santa Sé por parte do bispo antes de responder afirmativamente ao pedido de um sacerdote ordenado depois de 16 de julho de 2021 que pretende celebrar no rito antigo. A resposta explica que em tais casos as concessões devem ser autorizadas pela Santa Sé. O esclarecimento foi necessário porque a versão italiana do Motu proprio do Papa Francisco declarou que o bispo, antes de conceder a autorização, "consultará a Sé Apostólica". No texto latino do documento, que é o oficial de referência, está claramente indicado que antes de qualquer concessão para novos sacerdotes, o bispo deve ser autorizado por Roma. A Congregação para o Culto Divino encoraja todos os formadores dos seminários a acompanhar os futuros diáconos e sacerdotes na compreensão e vivência da riqueza da reforma litúrgica.

Tempo, território e autorizações

À pergunta se o bispo pode conceder permissão para usar o antigo Missal por um período de tempo específico, de modo a reservar a possibilidade de verificação, a Santa Sé responde afirmativamente. A Santa Sé também responde afirmativamente à pergunta se a concessão está ligada apenas ao território de sua diocese. No "responsum" para outro "dubium" é especificado que no caso de ausência ou impossibilidade do sacerdote autorizado, a pessoa que o substitui também deve ter autorização formal para usar o antigo Missal. A autorização também é necessária para diáconos e ministros instituídos que participam da celebração da Missa pré-conciliar.

Não às dúplices celebrações

A décima e décima primeira questões dizem respeito à possibilidade de "binação". No primeiro caso, um pároco ou capelão que já celebrou para seus fiéis no novo rito nos dias de semana não está autorizado a celebrar novamente no rito antigo, seja em grupo ou privadamente. A dupla celebração nos dias de semana só é permitida por razões pastorais, que não estão presentes neste caso, já que os fiéis já tiveram a oportunidade de participar da Eucaristia celebrada de acordo com o Missal resultante da reforma pós-conciliar. Por fim, à pergunta se um sacerdote autorizado a usar o antigo Missal que já celebrou de acordo com este rito para um grupo de fiéis pode celebrar uma segunda Missa com o mesmo rito para outro grupo, a resposta é não. De fato, não há "causa justa" ou "necessidade pastoral", dado que os fiéis têm a possibilidade de participar da Eucaristia na forma ritual atual.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Como se manter fiel ao sacramento do matrimônio mesmo após o divórcio

"Os efeitos do sacramento perduram além da separação e ainda dão origem a uma vocação para o amor", explica um sacerdote

📷Kaspars Grinvalds | Shutterstock
Por Mathilde de Robien

Por mais paradoxal que pareça, Maria e Francisco, ambos divorciados, desejam permanecer fiéis ao sacramento do matrimônio. Um desejo que se impôs a eles como um choque elétrico. Uma vontade que rondava os seus corações e que se revelou através das palavras de um sacerdote.

Maria tem 62 anos e dois filhos. Ela foi casada por cerca de dez anos, antes de se divorciar, aos 36 anos. O casamento dela começou a passar por momentos difíceis quando os filhos nasceram. “Meu marido não estava pronto para assumir sua responsabilidade como pai. Estávamos passando de crise em crise, tentávamos trabalhar um pouco sobre nós, mas ele se recusava a questionar a si mesmo. Houve até violência física da parte dele. A partir desse momento, a linha vermelha foi ultrapassada e pedi o divórcio”.

Francisco, 60 anos, é divorciado civilmente há 20 anos e pai de três filhas. Ele e sua ex-esposa investiram muito em seus respectivos empregos. Eles colocaram Deus de lado, confiando em suas próprias forças. E, aos poucos, “seus caminhos de vida tornaram-se caminhos de solidão”.

“No casamento, vocês não são dois, mas três”

Essas situações dolorosas e os divórcios resultantes viram vidas de cabeça para baixo. Maria diz que estava à beira do suicídio e só sobreviveu por seus dois filhos, então com seis e três anos. Permaneceu, portanto, um questionamento imenso quanto ao sentido da vida, do casamento e da provação que está passando. “O que eu fiz errado? Onde falhamos? Encontrar respostas para tudo isto foi para mim uma questão de sobrevivência, e foi procurando responder e ver um sentido que me aproximei de Deus e à convicção de que Cristo salva ”, explica ela.

Ao ler o livro Começar uma vida nova? Carta aberta a uma divorciada, do padre Michel Martin-Prével, uma frase abriu outro horizonte para ela: “O padre escreveu: no casamento, vocês não são dois, mas três. Essas palavras me oprimiram. Eu não estava sozinha! Percebi que Deus está sempre presente e que posso contar com ele. Eu, que não me via continuar sozinha, sem recursos e com dois filhos, senti uma grande paz interior, uma confiança na fidelidade do Senhor que estará sempre ao meu lado”. Por sua vez, Francisco também confidencia: “Cristo estava lá desde o início, mas eu não sabia. Eu só descobri isso através da provação da separação ”.

O padre Michel Martin-Prével, especifica à Aleteia que o casamento envolve efetivamente três pessoas: Deus, o homem e a mulher. “A fidelidade é primeiro ao Senhor, depois ao outro… Depois da separação, a graça ativa do sacramento do matrimônio permanece, justamente por sua indissolubilidade”.

” Você é casado “

Quando a esposa de Francisco pediu a separação, foi um colapso. Uma vez que o divórcio ocorreu, ele se questionou sobre que significado dar a esta “vida após” o casamento. Um dia, um padre disse-lhe: “Você é casado”. “Essa frase, que pode parecer inócua, refletia exatamente a realidade que carregava no fundo do meu coração”, lembra ele. “Permitiu-me encontrar um sentido para a minha vida. Fui chamado a um caminho de fidelidade, de perdão, de esperança. Mesmo depois do divórcio, o sacramento do matrimônio tem poder de vida e salvação ”.

O amor é possível na separação

“Na separação, ser fiel também é uma forma muito real, embora paradoxal, de viver o amor”, comenta Pe. Michel Martin-Prével. Isso é o que Francisco testemunha hoje. “Algo da graça do sacramento do matrimônio ainda está passando entre nós. Ela nos edifica, apesar de tudo. Mesmo que minha esposa não me aceite mais como marido, busco o bem dela”, confessa. “O sacramento do matrimônio continua a transformar meu coração e a me chamar ao amor, de uma forma diferente da que vivemos em nossa convivência”.

Isso acontece “porque o vínculo conjugal permanece além da separação, não por uma lei da Igreja, mas segundo a lei natural do amor. A graça sacramental do matrimônio carrega este amor em sua fraqueza e em sua pobreza”, sublinha Pe. Michel Martin-Prével . “Os efeitos do sacramento perduram além da separação e ainda dão origem a uma vocação para o amor. Companheiros da eternidade ou quase, eles são dados um ao outro para carregar um ao outro, permanecendo responsáveis ​​pela alma do outro ”.

“Estes testemunhos de fidelidade conjugal são testemunhos de como Deus é fiel ao homem apesar das suas recusas e como Jesus é fiel ao seu Pai apesar do abandono da sua família”, observa o padre Michel Martin-Prével. Eles comprovam as palavras de Cristo: “O que Deus uniu ao homem não deve separar” ( Mt 19,6 ).

Pais juntos

Na encíclica Amoris Laetitia, o Papa Francisco tem palavras muito fortes sobre filhos de pais divorciados: “Que não sejam os filhos que suportam o peso desta separação, que não sejam usados ​​como reféns do outro cônjuge, que cresçam ouvindo a mãe dizer coisas boas do pai, embora não estejam juntos, e que o pai fale bem da mãe ”.

Francisco, o nosso personagem, ficou profundamente comovido com estas palavras de sua ex-esposa: “Nossas filhas têm sorte de ter você como pai”.

Enfim, que todos os pais separados assumam juntos e com o mesmo entusiasmo a educação dos filhos. Porque “os pais divorciados são sempre dotados da graça da educação e da santificação dos filhos”, especifica o padre Michel Martin-Prével.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Diácono Bezerra comenta o Projeto Espalhando Esperança da Pastoral da Juventude

Dc. José Bezerra
Arquidiocese de Natal
O comentário do diácono José Bezerra de hoje é, na verdade, um desafio aos jovens engajados nas pastorais da Igreja, aqui no Brasil. A Pastoral da Juventude está lançando o Projeto "Espalhando Esperança" que é, na verdade, um empolgante desafio aos jovens que querem fazer uma experiência diferente: atuar em uma das 125 Unidades da Fazenda da Esperança, espalhadas pelo Brasil, América e outros continentes. É um desafio empolgante por se tratar de uma experiência nova, no seio da Pastoral da Juventude. Nessa experiência, os jovens poderão viver, na prática, os apelos de Jesus na Parábola do Juízo Final, conforme pode-se ver em Mt. 25,35-40).


Clique aqui e ouça o comentário em PODCAST

domingo, 21 de novembro de 2021

Festa da Padroeira de Natal teve encerramento neste domingo


Com reportagem de Luiza Gualberto, Daniella Câmara, Manoel Ataíde, Maria Beatriz e Jeferson Rocha, equipe do Setor de Comunicação da Arquidiocese de Natal, a qual tem a frente a Jornalista Cacilda Medeiros.

Documentário sobre os 420 anos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, antiga Catedral de Natal



quarta-feira, 17 de novembro de 2021

sábado, 13 de novembro de 2021

ARQUIDIOCESE DE NATAL CELEBRA FESTA DA PADROEIRA

De 11 a 21 de novembro a Paróquia da Catedral de Natal realiza a festa de Nossa Senhora da Apresentação


A Paróquia da Catedral realiza a Festa da Padroeira da Arquidiocese de Natal, Nossa Senhora da Apresentação de 11 a 21/11. Diariamente é celebrado o novenário começando as 19h, após o término da celebração o devoto terá a sua disposição a Feirinha de Nossa Senhora, quermesse que já entrou no gosto do fiel devoto da Mãe de Deus. A festa é realizada anualmente no estacionamento da Catedral Metropolitana de Natal, que fica no centro da capital potiguar. Este evento tem sido realizado ao longo de mais de dois séculos, sempre levando o amor de Deus ao devoto através do novenário em honra a sua Mãe, a Virgem Maria. Todos os fiéis são convidados a participar.

Click neste LINK e baixe a programação da festa

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Arquidiocese promove campanha para revitalizar Catedral Metropolitana

📷 Divulgação
A Catedral Metropolitana de Natal, inaugurada em 21 de novembro de 1988, vai passar por um processo de revitalização, tendo em vista a melhoria no espaço da Igreja. O projeto, de responsabilidade do arquiteto, Nelson Araújo, está orçado em mais de R$ 2 milhões de reais e prevê a revitalização da parte de trás da Igreja, com a recuperação de vitrais que já integraram a estética da Catedral, bem como, revitalização do presbitério e laterais, com a inserção de novos elementos litúrgicos. A Igreja é tombada pela Fundação José Augusto, do Governo do Rio Grande do Norte e todo o projeto vai ser desenvolvido mediante aprovação do órgão.

Para arrecadar recursos que serão destinados às obras, a Catedral de Natal vai lançar uma ação entre amigos, intitulada “Amigos da Catedral”. A iniciativa vai acontecer de 11 de novembro de 2021 a 21 de novembro de 2022, com o sorteio de um carro 0Km e outros prêmios. Os que desejarem contribuir, podem adquirir o bilhete, no valor de R$ 10 reais, na secretaria da Paróquia da Catedral ou com os agentes das pastorais. Segundo o pároco, o padre Valdir Cândido, o objetivo da revitalização é cuidar da melhor forma possível da Igreja Catedral.

Os bilhetes para participar do sorteio podem ser adquiridos na secretaria da paróquia da Catedral, no valor de dez reais. Para mais informações, ligue para o (84) 3201-4559.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

DIÁCONO IMPLANTA SEMANA MUNICIPAL DO CATÓLICO EM LAJES/RN

Lei que implanta a Semana Municipal do Católico é sancionada pelo prefeito da cidade de Lajes/RN


Por Diácono Josélio Lopes
Colaboração Diácono Edson Araújo

                        

Dc. Josélio Lopes
Arquidiocese de Natal

A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Lajes, representada pelo Diácono Permanente Josélio Lopes, membro do Conselho Municipal de Educação (CME), sugeriu em reunião do conselho a criação da Semana do Católico, sendo a mesma celebrada durante o período festivo da Festa da Padroeira da Cidade, no qual daria o igual direito aos católicos da cidade de promover eventos nesta semana específica, e que será celebrada todos os anos sempre na primeira semana de dezembro, tendo o dia (8) data em que se celebra a Imaculada Conceição de Maria, como dia estabelecido em lei municipal para a comemoração do catolicismo em toda a região geográfica da cidade.

Na mesma lei também foi criada uma comissão que terá a responsabilidade de organizar anualmente a Semana Municipal do Catolicismo em Lajes, onde o Pároco ou representante indicado por ele será o presidente desta comissão. Os Evangélicos já tinham uma Lei para realizar uma semana evangélica, e que foi incluída no calendário escolar municipal, agora os Católicos passam a ter também o seu período próprio para as suas celebrações.

A sugestão foi levada a Câmara Municipal, tendo como propositora da lei a Vereadora Irene Martins, que em seção ordinária conseguiu aprovar em primeira votação com a participação de todos os vereadores presentes, a referida lei, e em seguida foi levada para a sanção do Prefeito Felipe Meneses, que prontamente a sancionou.

A seguir você pode conferir o teor da Lei Municipal nº 884/2021, sancionada em 25 de novembro do corrente ano. A partir de então os munícipes da cidade de Lajes terão A Semana Anual dos Evangélicos e a Semana Anual dos Católicos.


Segue o Diário Oficial dos Municípios do RN





domingo, 7 de novembro de 2021

CCM E COMISSÃO PARA A ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA DA CNBB OFERECEM CURSO SOBRE ‘CATEQUESE MISSIONÁRIA’

 


O Centro Cultural Missionário (CCM) em parceria com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai ofertar de 8 a 12 de novembro, o curso ‘Catequese Missionária’. A formação pretende ampliar a compreensão da temática, colocando em evidência sua relação fundamental com os diversos âmbitos da vida pastoral.

A proposta é promover uma visão a respeito da Catequese como experiência querigmática e mistagógica, a serviço da Iniciação à Vida Cristã e das Comunidades Eclesiais Missionárias, cuja fonte é a Escritura e cujo fruto é a Missão.

Podem participar catequistas, lideranças das diversas pastorais e movimentos interessados em aprofundar a Palavra de Deus, participantes dos Conselhos Missionários, seminaristas, consagrados, ministros ordenados, religiosos (as), membros de institutos e novas comunidades.

A formação acontecerá de forma online, com assessoria do assessor da comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Jânison de Sá Santos; das irmãs Sueli da Cruz Pereira e Maria Aparecida Barbosa e da leiga Mariana Aparecida Venâncio.

As inscrições são pagas e podem ser feitas no aqui site do CCM /Outras informações: ccm.missionarios@gmail.com ou pelo telefone: 61 9337-2021.

Temas a serem trabalhados

1 – A Comunidade Eclesial Missionária, sujeito da catequese
        Catequese comunitária
        O catequista e sua formação
        Paróquias e pequenas comunidades, lugares de catequese
        Comunidade e cultura digital

2 – Anúncio querigmático hoje: desafios e perspectivas para a missão
        O anúncio querigmático no Novo Testamento
    O anúncio querigmático nos primeiros séculos da Igreja como paradigma para a missão da Igreja em saída
        O anuncio querigmático nos documentos atuais
        Desafios e perspectivas para a realização do anúncio querigmático

3 – A Catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã
        Natureza, fundamento e método da inspiração catecumenal
        A relação entre o querigma e a Catequese a serviço da IVC
   A Catequese a serviço da IVC como processo evangelizador e missionário

4 – Bíblia, Catequese e Missão
       As fontes da missão e do anúncio a partir do Novo Testamento
      A relação entre Bíblia e Catequese a partir dos documentos da Igreja
       Inspirações bíblicas para uma Catequese Missionária

C A D NATAL

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