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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Dom Inácio Saúre exorta seminaristas à humildade e ao serviço dos outros

O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, exortou os seminaristas do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum a viverem a humildade, a fidelidade a Cristo e o espírito de serviço, como fundamentos da vocação sacerdotal. O apelo foi lançado no último sábado (31/10), durante a celebração de encerramento do ano formativo de 2026, ocasião em que os seminaristas agradeceram aos formadores e a todos os que os acompanham no seu percurso de formação.

Por Cremildo Alexandre - Nampula, Moçambique


Na homilia, Dom Inácio Saúre destacou o testemunho do apóstolo Paulo, que, mesmo na prisão, manteve a alegria e a firmeza no anúncio do Evangelho, sublinhando que a verdadeira alegria cristã consiste em pertencer a Cristo em todas as circunstâncias, tanto na vida como na morte.

O prelado alertou para os perigos da vaidade, da arrogância e da busca de estatuto social, considerando que a falta de humildade compromete a paz nas famílias, nas instituições religiosas e na sociedade. Dom Inácio Saúre criticou igualmente a extravagância na aquisição de bens de luxo, num contexto em que muitos moçambicanos enfrentam a pobreza e a falta de condições dignas de vida.

Por seu turno, na mensagem apresentada durante a cerimónia, os seminaristas agradeceram aos formadores e a todas as pessoas que os acompanham ao longo do processo formativo, reconhecendo o contributo destes no seu crescimento humano, espiritual e vocacional.

Encerramento do Ano formativo no Propedêutico Mater Apostolorum 
(Cremildo Alexandre - Radio/TV Encontro Moçambique)

Os seminaristas afirmaram ainda que, durante a formação, aprenderam que a vida comunitária exige compreensão, paciência, coragem e capacidade de perdoar, valores que consideram essenciais para a convivência fraterna e para o exercício da futura missão sacerdotal.

O encerramento do ano formativo de 2026, no Seminário Propedêutico Mater Apostolorum, em Nampula, constituiu assim um momento de gratidão, reflexão e renovação do compromisso dos seminaristas com a sua caminhada vocacional.

Com informações de Vatican News

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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

O mundo das telecomunicações numa aldeia global


“A comunicação permeia as dimensões essenciais da Igreja, chamada a anunciar a todos a Boa Nova da salvação. Por isso, ela assume as oportunidades oferecidas pelos instrumentos da comunicação social como percursos dados providencialmente por Deus nos dias de hoje para aumentar a comunicação e tornar o anúncio mais incisivo". (São João Paulo II)

Por Jackson Erpen - Cidade do Vaticano


Em um mundo marcado por profundas transformações tecnológicas, em que as distâncias se encurtam e as relações humanas são cada vez mais mediadas pelo ambiente digital, a Igreja é chamada a discernir os sinais dos tempos e reconhecer nas novas formas de comunicação oportunidades para anunciar o Evangelho. Desde o Concílio Vaticano II, o Magistério da Igreja tem refletido sobre os desafios e as possibilidades oferecidos pelos meios de comunicação social, compreendendo-os não apenas como instrumentos de informação, mas também como espaços de evangelização, diálogo e construção da comunhão. Nesse percurso, São João Paulo II destacou o mundo das comunicações como o novo areópago da missão evangelizadora, antecipando questões que hoje ganham ainda maior relevância com o avanço da Inteligência Artificial e a consolidação de uma nova cultura digital.

Este é o tema inspira a reflexão do sacerdote gaúcho Pe Gerson Schmidt* para esta semana, institulada "O mundo das telecomunicações numa aldeia global": "A Carta apostólica do Sumo Pontífice São João Paulo II, “o rápido desenvolvimento”, dirigida aos responsáveis pelas comunicações sociais, fala do complexo mundo das telecomunicações. O Papa Polonês João Paulo II, que na sua juventude foi ator de teatro, diz no número 06: “A comunicação permeia as dimensões essenciais da Igreja, chamada a anunciar a todos a Boa Nova da salvação. Por isso, ela assume as oportunidades oferecidas pelos instrumentos da comunicação social como percursos dados providencialmente por Deus nos dias de hoje para aumentar a comunicação e tornar o anúncio mais incisivo[1].

A tecnologia, portanto, não é diabólica, mas providência divina, diz a Igreja. Palavras textuais do Papa nessa sua carta apostólica: “Os mass media permitem manifestar o caráter universal do Povo de Deus, favorecendo um intercâmbio mais intenso e imediato entre as Igrejas locais, alimentando o conhecimento recíproco e a colaboração. Damos graças a Deus pela presença destes poderosos meios que, se forem usados pelos cristãos com o gênio da fé e na docilidade à luz do Espírito Santo, podem contribuir para facilitar a difusão do Evangelho e para tornar mais eficazes os vínculos de comunhão entre as comunidades eclesiais”.

Aqui o Papa está dizendo que as novas descobertas dos Mass Media são docilidade do Espírito Santo, ou seja, frutos da providência divina para a Evangelização e, por isso, temos motivos para dar graças ao bom Deus por esses inventos maravilhosos. Ai de nós se não os utilizarmos. Como dizia já São Paulo VI, na Evangelii Nunciandi, seremos culpados – “culpáveis” é o termo utilizado por São Paulo VI - se não utilizamos esses meios poderosos da Tecnologia. A pergunta que poderíamos fazer, dentro da utilização hoje da Inteligência Artificial para a Evangelização.... Não seriamos igualmente culpáveis se não utilizarmos com critérios essa ferramenta inovadora para a pastoral, a evangelização e a construção do Reino de Deus?

O Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais na instrução pastoral Aetatis Novae sobre as Comunicações Sociais no vigésimo aniversário de Communio et progressio, propõe na introdução assim, sob o título “UMA REVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES”. Diz assim em uma das afirmativas: “Ao aproximarmo-nos de uma nova época, dá-se uma considerável expansão nas comunicações, que influencia profundamente as culturas de todo o mundo. As revoluções tecnológicas representam apenas um aspecto deste fenômeno. Não existe lugar onde não seja sentido o impacto dos mass media no comportamento religioso e moral, nos sistemas políticos e sociais, e na educação. Ninguém ignora, por exemplo, o papel das comunicações sociais, que as fronteiras geográficas e políticas não conseguiram controlar, nas mudanças fundamentais que se verificaram no decurso de 1989 e 1990, cujo alcance histórico o Papa sublinhou – Conforme o documento de João Paulo II, Centesimus annus[2].

No documento Redemptoris Missio, João Paulo II[3] , afirmou que o primeiro areópago dos tempos modernos é o mundo das comunicações, que está a unificar a humanidade, transformando-a — como se costuma dizer — na "aldeia global". Já apontamos aqui que a “aldeia global” é o conceito cunhado pelo sociólogo canadense Herbert Marshall McLuhan para explicar a ideia de que o avanço tecnológico tende a encurtar distâncias, recriando no planeta a situação social que ocorre em uma aldeia. Pelos meios eletrônicos, as pessoas se reconectam em um mundo globalizado. Segundo McLuhan, as mídias de massa, fruto da evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação, interligaram o mundo, estreitando suas relações econômicas, políticas e sociais. Também a Carta Apostólica do Sumo Pontífice São João Paulo II, “O RÁPIDO DESENVOLVIMENTO”, utiliza esse termo da aldeia global. A Igreja sempre afirma que não estamos mais numa época de mudança, mas numa mudança “epocal”, ou seja, numa mudança de época. Não se trata mais de numa era de mudança, mas mudança de era. Há uma novo paradigma, ditado pelo mundo digital, numa cibercultura, orquestrado pela Inteligência Artificial.

Os meios de comunicação social alcançam tamanha importância que são para muitos o principal instrumento de informação e formação, de guia e inspiração dos comportamentos individuais, familiares e sociais. A mais de vinte e cinco anos depois da promulgação do Decreto do Concilio Vaticano II sobre as comunicações sociais Inter mirifica, e dois decênios após a Instrução pastoral Communio et progressio, o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais desejou refletir sobre as consequências pastorais desta nova situação. Fá-lo no espírito da conclusão de Communio et progressio: «O Povo de Deus caminha na história... Olha com confiança... para o futuro e para as promessas que uma idade espacial de comunicações lhe pode oferecer»."

Pe. Gerson Schmidt* – Jornalista, mestre em comunicação, sacerdote, pároco e munícipe da Barra do Ribeiro (RS) responsável último por sete comunidades locais católicas do município.
____________________________

[1] Cf. João Paulo II, Exort. Apost. pós-sinodal Christifideles laici (30 de Dezembro de 1988), 18, 24: AAS 81 (1989), 421-435; cf. Pont. Cons. para as Comunicações Sociais, Inst. past. Aetatis novae (22 de Fevereiro de 1992), 10: AAS (1992), 454-455.
[2] João Paulo II, Centesimus annus(nn. 12-23, AAS, LXIIII (1991), pp. 807-821.
[3] n. 37, AAS, LXXXIII (1991), p.285.

Com informações de Vatican News

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sábado, 31 de outubro de 2026

No "espírito de Assis", hinduístas e cristãos podem juntos trilhar caminhos de paz

O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso enviou uma mensagem para a festa do Deepavali na qual convida hinduístas e cristãos a encontrarem "uma nova inspiração no 40º aniversário do encontro de Assis". Que o "espírito de Assis" nos ajude a viver a "fraternidade em nosso dia a dia, nos comprometendo ativamente no diálogo inter-religioso, lado a lado com pessoas de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade para trabalhar pela paz no mundo".

Por Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso divulgou, nesta sexta-feira (30/10), a mensagem para a festa hinduísta do Deepavali, festa das luzes, celebrada este ano em 8 de novembro, intitulada "Hinduístas e cristãos: construir juntos caminhos de paz no 'espírito de Assis'".

"Que Deus, fonte de todo o bem, abençoe vocês, suas famílias, seus entes queridos e suas comunidades com alegria, paz e prosperidade em abundância"! Com estas palavras inicia o texto do dicastério vaticano assinado pelo prefeito do organismo, cardeal George Jacob Koovakad, e pelo secretário monsenhor Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage.

A mensagem recorda que "há quarenta anos, em 27 de outubro de 1986, representantes das religiões do mundo reuniram-se em Assis, a convite de São João Paulo II, para rezar pela paz".

Hinduístas e cristãos, trilhar juntos caminhos de paz

"Assis, local de nascimento e sepultamento de São Francisco, aclamado como um 'homem de paz', tornou-se palco de um encontro histórico, no qual pessoas de diferentes tradições religiosas se uniram em oração, convencidas de que as religiões e a solidariedade inter-religiosa podem contribuir para enfrentar as crises globais e promover a paz", ressalta a mensagem, lembrando que "São João Paulo II chamou este fenômeno de o 'espírito de Assis', que inspirou várias iniciativas de paz em todo o mundo ao longo dos anos".

“Diante dos muitos desafios que a humanidade enfrenta hoje, particularmente aqueles decorrentes de guerras, conflitos e do uso da religião para fins políticos, a comemoração do encontro de Assis de 1986 nos dá a oportunidade de refletir com vocês sobre como hinduístas e cristãos podem juntos trilhar caminhos de paz, inspirando-se no 'espírito de Assis'.”

"Uma maneira é nos reunir em oração com um compromisso espiritual compartilhado pela paz, cada um segundo sua própria tradição religiosa, respeitando a do outro." De acordo com a mensagem do dicastério vaticano, "a oração autêntica transcende as diferenças e desarma corações, mentes e vidas, transformando-nos em homens e mulheres compassivos e pacíficos".


Reconhecer a face de Deus nos outros

"Outra forma é cultivar o espírito de fraternidade universal encarnado por São Francisco, que tratava a todos como "omnes fratres", todos irmãos", destaca a mensagem.

“A fraternidade nos torna capazes de reconhecer a face de Deus nos outros e ser solidários com eles, especialmente com os pobres e vulneráveis. Quanto mais a fraternidade florescer entre nós, mais a paz criará raízes no mundo.”

O texto recorda que "o diálogo inter-religioso está no cerne do 'espírito de Assis', pelo seu profundo potencial para promover a causa da paz mundial. Hoje, esse diálogo é uma necessidade vital". O Papa Leão XIV nos lembra que ele desempenha "um papel decisivo, pois no centro dos grandes caminhos espirituais encontra-se uma mensagem de paz".


Viver o espírito de fraternidade na vida cotidiana

A mensagem do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso lembra que "o 'espírito de Assis' é, em sua essência, um compromisso com a paz. O encontro de Assis uniu pessoas de diferentes tradições religiosas e mostrou ao mundo que as religiões autênticas, por sua própria natureza, promovem a paz e rejeitam todas as formas de violência".

O texto se conclui, convidando hinduístas e cristãos a encontrarem "uma nova inspiração no 40º aniversário do encontro de Assis. Que possamos garantir que o espírito de Assis permeie cada vez mais nossa vida, rezando pela paz, vivendo o espírito de fraternidade em nosso dia a dia e nos comprometendo ativamente no diálogo inter-religioso, lado a lado com pessoas de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade para trabalhar pela paz no mundo".

Com informações de Vatican News


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sábado, 17 de outubro de 2026

Dossiê Fides 2026: aumenta o número de batizados e sacerdotes

 

Por ocasião do 100° Dia Mundial das Missões, que se celebra neste domingo, 18 de outubro, sobre o tema “Um em Cristo, unidos na missão", foi publicado o relatório sobre as estatísticas da Igreja Católica, por obra da agência de notícias Fides. O documento, realizado por Luca Mainoldi, reúne e analisa dados do último "Anuário Estatístico da Igreja". Os católicos no mundo são 16.690.000, mais que em 2023, que representa 17,8% da população mundial.


Por Vatican News

O número de católicos no mundo volta a aumentar, como também o número de sacerdotes, mesmo se levemente. No entanto, diminui o número de religiosas e seminaristas maiores, enquanto se reforça a contribuição de missionários leigos e catequistas. Eis alguns dados que emergem do dossiê sobre as estatísticas da Igreja Católica, redigido pela agência de notícias Fides, por ocasião do 100º Dia Mundial das Missões, que se celebra neste domingo, 18 de outubro 2026, sobre o tema "Um em Cristo, unidos na missão". Para além dos dados globais, emergem diferentes situações nos cinco continentes: a África registrou o maior aumento do número de batizados. Este é o único continente onde estão em aumento seja o número de religiosas seja o de seminaristas maiores.

Incremento em todos os continentes

O dossiê, editado por Luca Mainoldi, reúne e analisa os dados do último "Anuário Estatístico da Igreja", publicado este ano, e oferece um panorama da presença católica, estruturas pastorais e atividades educacionais, de saúde e assistência social.

Os dados sobre a população e os batizados referem-se a 30 de junho de 2024 e os demais dados, a 31 de dezembro do mesmo ano. As variações indicam uma comparação com a pesquisa anterior, referente a 2023.

Em 30 de junho de 2024, o censo populacional no Anuário registrou 7.995.573.000 habitantes. Os católicos eram 1.422.144.000, um aumento de 16.690.000, em comparação com o ano anterior. Sua porcentagem na população mundial permanece em 17,8%.

O aumento do número de católicos batizados diz respeito a todos os continentes. O crescimento mais significativo foi registrado na África, com 7.580.000 católicos a mais, seguido pela América (+6.992.000), Ásia (+968.000), Europa (+911.000) e Oceania (+239.000). O aumento evidente na pesquisa anterior, portanto, foi confirmado na Europa.

A América continua sendo o continente com o maior número de católicos: 678.869.000 ou 64% de sua população. A África tem 288.312.000 católicos batizados, número superior ao da Europa, onde são 287.240.000. A seguir, vem a Ásia com 156.166.000 católicos e a Oceania com 11.557.000. A porcentagem de católicos na população de cada continente é de 19,9% na África, 39,7% na Europa, 3,3% na Ásia e 25,9% na Oceania.

Sacerdotes em leve retomada, com diferenças nos continentes

Pela primeira vez, em cinco anos, segundo o Dossiê, o número total de sacerdotes está novamente em aumento: 407.421, 425 a mais que no levantamento anterior. O saldo positivo resulta dos aumentos na África (+1.676), Ásia (+1.065) e Américas (+199), que compensa as diminuições na Europa (-2.483) e Oceania (-32). Assim, as Américas passaram de um declínio no ano anterior para um incremento.

O número de sacerdotes diocesanos atingiu 279.238 (+496), enquanto o de sacerdotes religiosos diminuiu para 128.183 (-71). Apesar do leve aumento geral do clero, o número médio de católicos por sacerdote também aumentou para 3.491, mais 38 fiéis que no levantamento anterior. Esta proporção aumentou nas Américas, Europa e Oceania, enquanto diminuiu na África e Ásia.

Os bispos são 5.525 bispos, um aumento de 95 unidades: 4.365 diocesanos e 1.160 religiosos. O crescimento do número de diáconos permanentes também continua atingindo 52.102 (+669), graças, sobretudo, aos aumentos na América (+424) e na Europa (+236).

Religiosas e seminaristas em declínio global

No mundo, as religiosas são 580.131, uma diminuição de 9.292 em comparação ao ano anterior. A África é o único continente que registra um aumento (+2.190). As diminuições dizem respeito à Europa (-6.473), América (-4.432), Ásia (-320) e Oceania (-257). Os religiosos não sacerdotes são 48.511 (-237): em aumento na África e Ásia, mas em diminuição em outros continentes.

O número de seminaristas maiores, tanto diocesanos quanto religiosos, também diminuiu: de 106.495, na pesquisa anterior, passou para 103.604, uma diminuição de 2.891. O aumento diz respeito apenas à África (+786), onde os seminaristas maiores são 35.710. A diminuição mais significativa registra-se na Ásia (-2.733), seguida pela Europa (-701), América (-227) e Oceania (-16). O número de seminaristas menores diminuiu para 94.041 (-980). Neste caso, houve aumento na África (+132) e na Oceania (+20), enquanto houve diminuição na Europa (-872), na Ásia (-182) e na América (-78).

Em aumento a contribuição de missionários leigos e catequistas

O Dossiê registra um aumento do número de missionários leigos que chegou a 463.079, um aumento de 18.473 em relação ao ano anterior. O crescimento concentrou-se principalmente na América (+20.492); houve aumentos também na África e Oceania, enquanto o número diminuiu na Ásia e na Europa.

O número de catequistas atingiu 2.889.336 (+22.370). Os aumentos mais significativos deram-se na América (+16.515) e Ásia (+13.616), seguidos pela Oceania (+48). No entanto, houve diminuições na Europa (-7.603) e, em medida menor, na África (-206).

As circunscrições eclesiásticas no mundo são 3.047, seis a mais que no levantamento anterior. As estações missionárias chegam a um total de 111.602, das quais 4.187 com um padre residente, enquanto 107.415 sem padres. Em comparação ao ano anterior, o primeiro aumentou (+987) e o segundo diminuiu (-12.162).

Rede de educação, saúde e assistência

No âmbito da educação, as instituições e organizações da Igreja Católica sustentam 75.448 jardins de infância, frequentadas por 7.480.373 alunos; 103.666 escolas primárias, com 36.314.935 alunos e 51.810 escolas secundárias, com 20.340.808 alunos. Além disso, 2.685.027 alunos frequentam escolas secundárias e 4.091.087 as instituições universitárias afiliadas à Igreja Católica. Em comparação ao levantamento anterior, o número de jardins de infância aumentou, mas, o número de alunos matriculados diminuiu; no entanto, aumentaram o número de escolas primárias e de alunos do ensino primário. O número de alunos do ensino secundário diminuiu. A África concentra o maior número de alunos católicos do ensino primário, com 21.292.853 matriculados.

As instituições de saúde, caridade e assistência social são cerca de 101.110 e incluem 5.397 hospitais, 13.646 dispensários, 468 leprosários, 16.263 casas para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência; 8.138 orfanatos, 10.352 creches, 10.624 consultórios matrimoniais, 3.194 centros de educação ou reabilitação social e outras 33.028 instituições. A África conta o maior número de hospitais e dispensários, enquanto a Europa tem a maioria dos lares para idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência. Trata-se de uma rede que apoiam as estruturas pastorais, com uma presença diária nas áreas de educação, cuidados e assistência.

Com informação de Vatican News

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Prelazia do Marajó começa caminho para ter diáconos permanentes

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, S.D.V., ordena diácono transitório em Breves. | Crédito: Facebook Prelazia do Marajó.

Por Nathália Queiroz

A Prelazia do Marajó (PA) começou no domingo (2) um caminho de discernimento vocacional para ter diáconos permanentes. A iniciativa, anunciada pelo bispo, dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, S.D.V., em carta aberta, prevê a seleção de candidatos ainda neste ano e o início das atividades da Escola Diaconal no primeiro semestre de 2028.

“Quando cheguei em julho de 2024, para iniciar o meu serviço como bispo da Prelazia do Marajó, não encontrei nenhum diácono permanente”, escreveu dom Ionilton na carta.

O bispo disse que ao perceber essa ausência, começou a conversar sobre o tema com o clero. No Conselho Pastoral da Prelazia de 2025, foi feito um estudo sobre a vocação ao diaconato.

A primeira proposta era divulgar uma carta aberta nas celebrações das dez paróquias da prelazia em dezembro de 2025.

“Um número de padres me pediu para esperar mais um pouco, afirmando que antes de ser divulgada a carta, eles precisariam preparar as pessoas para este caminho vocacional”, escreveu dom Ionilton.

Segundo o bispo, o pedido foi acolhido e formou uma comissão para aprofundar o estudo e avaliar a possibilidade de a prelazia criar uma Escola Diaconal.

“No Conselho de Pastoral da Prelazia de julho de 2026, a comissão apresentou o resultado de seu trabalho e, no final, foi aprovado por maioria dos participantes que se deveria dar início a este caminho em vista de ter diáconos permanentes na Prelazia do Marajó”, escreveu dom Ionilton na carta.

Quem pode se apresentar

A carta convida homens solteiros com mais de 25 anos e homens casados com mais de 35 anos a discernir a vocação ao diaconato permanente.

Segundo dom Ionilton, os solteiros devem estar dispostos a abraçar “o celibato por causa do Reino”. Os casados devem ter recebido o sacramento do matrimônio há pelo menos cinco anos, não podem viver em segunda união e precisam apresentar a autorização da mulher por escrito.

O interessado deve procurar o pároco da paróquia da qual participa. O padre fará a apresentação do candidato à Pastoral Vocacional da prelazia.

Segundo a carta, para ser diácono permanente, o homem deve sentir-se chamado por Deus, pedir à prelazia para ser aceito, receber a aprovação da circunscrição, fazer a formação necessária na Escola Diaconal e aceitar exercer o ministério nas dimensões da caridade, da Palavra e da liturgia.

Os pedidos serão recebidos de agosto a novembro deste ano. Em dezembro, deverão ser avaliados pela Pastoral Vocacional da prelazia.

O projeto da Escola Diaconal deverá ser apresentado em janeiro de 2027. O período propedêutico, etapa inicial de preparação e discernimento, está previsto para ocorrer de março a dezembro do mesmo ano.

O início das atividades da Escola Diaconal está previsto para o primeiro semestre de 2028. A carta diz que a formação seguirá as orientações do documento 96 da CNBB, Diretrizes para o Diaconado Permanente da Igreja no Brasil.

O que é o diaconato permanente

A palavra diácono vem do grego diákonos e significa servidor ou ministro. A missão do diácono está ligada ao serviço da caridade, da Palavra e da liturgia.

A tradição da Igreja relaciona a origem do ministério à escolha de sete homens para o serviço da comunidade cristã, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos (At 6,1-6).

Com o passar dos séculos, o diaconato permanente deixou de ser exercido como ministério estável na Igreja latina, e o diaconato passou a ser principalmente uma etapa anterior à ordenação sacerdotal.

Segundo o número 1.571 do Catecismo da Igreja Católica, o Concílio Vaticano II restabeleceu o diaconato “como grau próprio e permanente da hierarquia”. Em 1967, o papa são Paulo VI estabeleceu normas para a restauração desse ministério na Igreja latina por meio da carta apostólica Sacrum diaconatus ordinem.

“Este diaconado permanente, que pode ser conferido a homens casados, constitui um enriquecimento importante para a missão da Igreja”, continua o numeral 1571.

Os diáconos podem administrar o batismo, distribuir a comunhão, proclamar o Evangelho e pregar, assistir e abençoar matrimônios, presidir celebrações da Palavra e funerais e dedicar-se a serviços de caridade. Eles não podem celebrar missa, ouvir confissões nem administrar a unção dos enfermos.

Na abertura da carta, dom Ionilton cita o número 92 da exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia, publicada pelo papa Francisco em 2020.

“São necessários sacerdotes, mas isto não exclui que ordinariamente os diáconos permanentes — deveriam ser muitos mais na Amazônia —, as religiosas e os próprios leigos assumam responsabilidades importantes em ordem ao crescimento das comunidades”, escreveu Francisco na exortação.

Segundo a secretaria da Prelazia do Marajó, a circunscrição não tem atualmente nenhum diácono permanente. Seus 25 padres acompanham cerca de 600 comunidades eclesiais, distribuídas por dez paróquias em nove municípios, numa realidade amazônica marcada por grandes distâncias e dificuldades de acesso.


Fonte da informação

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terça-feira, 28 de julho de 2026

Atos de vandalismo no Santuário de Medjugorje

 


Estátuas de Nossa Senhora em Medjugorje foram vandalizadas e manchadas com tinta na Colina das Aparições (Podbrdo) e na Cruz Azul. Os atos de profanação ocorreram de madrugada, por volta das 4 horas, com frases ofensivas pichadas nos locais. Também foi ateado fogo no altar externo da Igreja de São Tiago. No início da tarde a polícia prendeu um suspeito, sem revelar detalhes.


Por Vatican News


O Santuário mariano de Medjugorje foi vandalizado durante a madrugada de segunda para terça-feira. Um homem não identificado escreveu mensagens ofensivas na estátua de Nossa Senhora venerada por milhares de fiéis e em outros locais, incluindo a frase em inglês "Devil in a skirt" (Diabo de saia). Meia hora mais tarde, um incêndio foi constatado no altar externo da igreja de São Tiago. Câmeras de vigilância registraram o momento em que um homem não identificado derramou um líquido, presumivelmente gasolina, no altar externo e o incendiou.

No início da tarde desta terça-feira, a polícia da Bósnia-Herzegovina informou ter prendido um homem suspeito da profanação na área de Ljubuški. Sua identidade e nacionalidade não foram reveladas. Uma investigação está em andamento, sob a supervisão de um promotor da promotoria regional, segundo o comunicado, que classificou o incêndio como "criminoso".

Já o escritório paroquial divulgou uma nota informando que "o santuário permanece aberto a todos os peregrinos. O programa de orações continua normalmente, e todas as áreas foram rapidamente limpas e preparadas para que possam se tornar novamente um lugar de oração e encontro com o Senhor, pela intercessão da Rainha da Paz".

Em particular, todos os fiéis são "convidados a responder a este acontecimento da maneira como Nossa Senhora nos ensinou há mais de quarenta anos em Medjugorje: com a oração, o jejum e o perdão. Rezemos pela conversão dos corações daqueles que cometeram este ato, para que o Senhor os toque com a Sua graça e os guie no caminho da bondade. Rezemos também pela paz nos corações de todos. Nossa Senhora nos chama constantemente a sermos portadores da paz. Que este acontecimento nos encoraje a levar ainda mais a sério o seu chamado: não responder ao mal com o mal, mas testemunhar com as nossas vidas o amor, o perdão e a esperança".

O incidente ocorreu poucos dias antes do "Mladifest" (1 a 6 de agosto), um encontro internacional de oração que reúne anualmente mais de 50 mil jovens de todo o mundo em Medjugorje.

Em setembro de 2024, o Vaticano havia anunciado uma decisão do Dicastério para a Doutrina da Fé reconhecendo o santuário, sem, contudo, comentar as supostas mensagens da Virgem Maria aos fiéis, regularmente comunicadas pelas seis pessoas que afirmam tê-la visto ali em 1981 e que são conhecidas como os "videntes".

A decisão do Vaticano deu "luz verde à devoção e à experiência espiritual" dos fiéis em Medjugorje, um pequeno vilarejo que se tornou um local de peregrinação desde a aparição de 1981.


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Ferrán Torres: “Graças a Deus, Ele sempre me dá forças para continuar"


Neste último domingo (19/07), a Seleção Espanhola venceu da Seleção Argentina por 1 a 0 com gol marcado pelo atacante espanhol Ferrán Torres, garantindo assim o título.


Por Poliana Ferreira - Cidade do Vaticano

Durante a Copa do Mundo da FIFA, Ferrán Torres, jogador do Barcelona e da Seleção Espanhola, nunca escondeu sua fé católica para o mundo. Em uma de suas entrevistas durante o torneio, ele disse: “Tenho uma cruz e uma imagem da Virgem Maria. No fim das contas, acho que ter uma fé tão forte me dá muito apoio. É algo muito importante para mim.”

Gol de Ferrán (2026 Getty Images)

Também ontem, ao ser entrevistado após o título conquistado graças ao seu gol, Torres ressaltou que Deus foi de suma importância para aquele jogo. Ele comentou: “Bom, no final, é um grande alívio. Creio que fui uma pessoa muito criticada ao longo do mundial, mas, como disse antes, o destino está escrito. Graças a Deus, Ele sempre me dá forças para seguir em frente, e no final, como sempre digo, Deus concede as coisas àqueles que mais as merecem.”

Comemoração do gol

Ferrán dedicou a vitória aos 47 milhões de espanhóis. Ele disse: “O gol é a coisa menos importante. Neste momento, tudo o que quero é pegar aquele troféu e apertá-lo com toda a força, porque acredito que ele representa o sonho dos 47 milhões de pessoas que representamos em campo hoje, porque acho que mercemos e demos tudo de nós.”

Pessoas celebrando a vitória da Copa

Com informações do Vatican News

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terça-feira, 7 de julho de 2026

Bispos dos EUA 'convidam de volta' membros da FSSPX depois de excomunhões de líderes

Por Kate Quiñones

Um número crescente de bispos está instruindo os fiéis a evitar os sacramentos ilícitos celebrados pela Fraternidade São Pio X (FSSPX), depois de os bispos do grupo tradicionalista terem sido punidos com a excomunhão na semana passada.

A Santa Sé disse em 2 de julho que seis bispos envolvidos nas consagrações episcopais não autorizadas da FSSPX em 1º de julho incorreram em excomunhão automática. Apesar dos repetidos avisos, os bispos da FSSPX consagraram quatro novos bispos sem mandato pontifício — um ato de flagrante desobediência à autoridade do papa que acarreta excomunhão automática para os seis bispos envolvidos.

A FSSPX é uma fraternidade de sacerdotes conhecida por celebrar a missa tradicional em latim e por sua oposição às reformas do Concílio Vaticano II.

Vários bispos católicos com comunidades da FSSPX em suas regiões estão proibindo explicitamente os católicos de frequentar os cultos da FSSPX e incentivam os frequentadores assíduos ou os padres da FSSPX a buscar orientação espiritual e voltar à Igreja Católica.

Convidados a voltar para 'casa'

O arcebispo de St. Paul e Minneapolis, EUA, Bernard Hebda, exortou as famílias da FSSPX em sua comunidade a permanecer na Igreja Católica.

“Nos dez anos em que lidero esta Igreja local, conheci muitas pessoas sinceras que frequentam regularmente ou ocasionalmente as capelas da FSSPX no território da nossa arquidiocese”, disse Hebda. “Fiquei impressionado com a força das suas famílias e com o seu compromisso com os valores católicos tradicionais”.

“Espero que eles não sigam os bispos mencionados acima, separando-se do sucessor de Pedro, o papa Leão XIV, e da Igreja que ele humildemente lidera”, disse o arcebispo. “Ao longo dos séculos, nossa Igreja Católica sempre ecoou o ensinamento de santo Ambrósio: Ubi Petrus ibi ecclesia (Onde está Pedro, aí está a Igreja)”.

“Neste momento difícil, somos abençoados de que a mesma liturgia eucarística tradicional, tão amada por aqueles que já participaram das celebrações da FSSPX, continue sendo celebrada em seis locais da arquidiocese”, disse Hebda. “Tenho certeza de que aqueles que preferem a missa tradicional em latim encontrarão aqui um lugar acolhedor”.

O bispo de Ogdensburg, Nova York, Terry LaValley, disse que, à luz do "cisma formal", a desobediência "prejudica gravemente a unidade da Igreja pela qual Cristo rezou tão fervorosamente na noite anterior à Sua morte".

LaValley disse num comunicado que os católicos estão “proibidos” de participar dos sacramentos da FSSPX, com a única exceção sendo “quando houver perigo de morte”. Ele disse que o cisma “não se trata simplesmente da celebração da missa”.

“A FSSPX repudia e denuncia os ensinamentos do Concílio Vaticano II, em particular o ecumenismo, a liberdade religiosa, a colegialidade dos bispos com o papa e a compreensão e o relacionamento da Igreja com o judaísmo”, disse LaValley.

LaValley instruiu os fiéis a evitar qualquer participação na FSSPX e exortou os sacerdotes da FSSPX a permanecerem na Igreja.

Do mesmo modo, o bispo de Bridgeport, Connecticut, Frank Caggiano, convidou todos aqueles que anteriormente frequentavam a FSSPX a voltarem “para casa”.

“A Santa Sé deixou claro que o clero da sociedade deve agora ser considerado cismático”, disse Caggiano num comunicado. “Isso significa que, a partir de hoje, os sacramentos que eles celebram são ilícitos e, o mais importante para os fiéis, as confissões que ouvem e os matrimônios que presidem são considerados inválidos pela Igreja”.

“Sei que essas palavras são difíceis de ouvir, especialmente para aqueles entre nós que frequentam, seja regularmente ou ocasionalmente, as liturgias celebradas pelos sacerdotes da sociedade”, disse Caggiano. “Ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer algumas dessas famílias. Fiquei comovido com o amor delas pela beleza da sagrada liturgia, com a devoção à nossa tradição católica e com a seriedade com que buscam educar os filhos na fé”.

“Meus sentimentos estão com eles neste momento doloroso, e quero que saibam que continuam sendo parte integrante da nossa família diocesana”, disse o arcebispo.

“Desejo também oferecer uma palavra de tranquilidade. Essa excomunhão não recai sobre aqueles que simplesmente participaram dessas liturgias por um sincero desejo de adorar e que nunca tiveram a intenção de rejeitar a autoridade do Santo Padre ou a doutrina da Igreja”, disse Caggiano. “O que a Igreja pede agora é simples: conhecendo a situação atual, os fiéis da Igreja Católica não podem mais participar das liturgias da fraternidade, pois fazer isso conscientemente seria participar de uma separação do sucessor de Pedro”.

Caggiano disse que o vetus ordo, também conhecido como missa tradicional em latim, ainda é celebrado em sua diocese em várias paróquias.

Ele disse que a diocese também acolhe qualquer sacerdote da FSSPX que deseje voltar à plena comunhão “de braços abertos e com muita ternura”.

O bispo de Kansas City-St. Joseph, Missouri, James Johnson, disse que vai "preparar orientações para auxiliar nosso clero, fiéis leigos e, especialmente, qualquer fiel leigo que tenha participado dos cultos locais da FSSPX na igreja de São Vicente de Paulo em Kansas City".

“Embora seja imprescindível não abandonar os esforços futuros rumo à plena comunhão e rezar fervorosamente por ela, aqueles que desejam manter a comunhão com a Igreja Católica, como a recepção válida dos sacramentos do matrimônio e da penitência (confissão), não encontrarão mais essa possibilidade dentro da FSSPX”, disse Johnston na declaração.

“Neste momento, desejo assegurar aos membros da FSSPX nesta diocese a minha preocupação pastoral como um pastor com o desejo de ajudá-los neste momento de crise”, disse Johnston.

O cisma 'feriu' o corpo de Cristo

O bispo de Syracuse, Nova York, Douglas Lucia, disse que o anúncio "proíbe os católicos romanos em plena comunhão de participar e receber os sacramentos de bispos e padres associados à Fraternidade São Pio X".

“[A] adesão formal ao cisma é uma grave ofensa contra Deus e acarreta a pena de excomunhão decretada pela lei da Igreja”, escreveu Lucia em 2 de julho.

“Lamento profundamente a ferida infligida ao Corpo de Cristo, à Igreja, e seu impacto no bem espiritual dos fiéis”, disse o bispo. “Embora a ação de hoje se refira a um evento específico, alerto que tais feridas ocorrem na Igreja, quando a dor e as preocupações das pessoas são ignoradas e o chamado universal à santidade é subjugado a interesses pessoais”.

“Lamento que a comunhão e a confiança construídas em meus sete anos como bispo aqui em Syracuse estejam agora tão ameaçadas, mas não pode haver harmonia onde a discórdia foi semeada”, disse Lucia.

O bispo de Madison, Wisconsin, Donald Hying, instruiu os católicos a "se abster de assistir à missa em qualquer capela da FSSPX".

“Os fiéis católicos devem assistir à missa numa igreja católica com um padre católico, onde possam receber sacramentos lícitos e válidos”, disse Hying.

“Por muitos anos, a Igreja manteve diálogo com a liderança da FSSPX na esperança de que o grupo retornasse à plena comunhão com a Igreja Católica”, disse o bispo. “A sua contínua rejeição da autoridade papal e a decisão de praticar atos flagrantemente cismáticos prejudicaram essas discussões e feriram o caminho para a unidade”.

O arcebispo de Kansas City, Kansas, Shawn McKnight, chamou as consagrações dos bispos de "uma fonte de profunda tristeza para toda a Igreja, porque fere a unidade visível que Cristo deseja para o seu Corpo". Ele disse que o papa Francisco e o papa Bento XVI deram vários passos em direção à comunhão e à aceitação da FSSPX.

“A fidelidade à tradição sagrada nunca se opõe à fidelidade ao sucessor de Pedro”, disse McKnight em sua carta. “Aliás, ambas são dons confiados por Cristo à sua Igreja e servem juntas para salvaguardar o depósito da fé e promover a salvação das almas”.

“A tradição viva da Igreja é preservada mantendo-se próxima ao sucessor de Pedro, aderindo à fé apostólica transmitida ao longo dos séculos e salvaguardada na comunhão da Igreja”, disse McKnight.

Fonte da informação

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Documentário sobre o Sagrado Coração de Jesus chega aos cinemas brasileiros

Cena do docudrama francês "Sagrado Coração – Seu Reino Não Terá Fim" , longa-metragem inspirado nas revelações de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque. @Kolbe Arte (©Kolbe Arte)

Com mais de 1 milhão de espectadores em todo o mundo, "Sagrado Coração – Seu Reino Não Terá Fim" estreia no Brasil em agosto, celebrando os 350 anos das revelações a Santa Margarida Maria Alacoque.


Por Pe. Rodrigo Rios – Vatican News*


A devoção que marcou a história da Igreja Católica e continua a transformar corações ganha as telas do Brasil. O documentário francês "Sagrado Coração – Seu Reino Não Terá Fim" tem estreia prevista para agosto de 2026 nos cinemas do país. A produção traz uma história de amor, misericórdia e esperança, inspirada no culto ao Sagrado Coração de Jesus.

O filme tem atraído multidões ao redor do globo, tendo ultrapassado a marca de 1 milhão de espectadores em todo o mundo. Apenas na França, seu país de origem, o documentário já levou mais de 500 mil pessoas às salas de cinema.


Uma jornada de fé e história

Inspirado nas revelações de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, ocorridas na França há 350 anos, o longa-metragem mostra como essa devoção atravessou os séculos e permanece viva no coração da Igreja. A obra convida o público a uma emocionante jornada pela história, pela espiritualidade e pela atualidade desta devoção.

Com 95 minutos de duração, a produção se destaca por combinar reconstruções dramáticas, imagens históricas, testemunhos e reflexões. O intuito é apresentar a origem e a expansão da devoção, levando o espectador a mergulhar no mistério do Coração de Cristo e a redescobrir a atualidade de sua mensagem de amor pessoal e incondicional. O docudrama é dirigido por Sabrina Gunnell e Steven J. Gunnell, com produção da Krea Film-Makers Production.

Cartaz do filme (©Kolbe Arte)

Evangelização por meio do cinema no Brasil

No Brasil, a obra chegará ao circuito nacional por meio da Kolbe Arte, distribuidora especializada em filmes católicos e conteúdos inspirados em valores cristãos. A chegada do filme coincide com um momento especial para a promotora, que em 2026 celebra 16 anos de atuação na construção de um cinema que busca transformar o público.

Além das exibições convencionais, há a possibilidade de o filme ser exibido dentro das realidades eclesiais e institucionais do país. Paróquias, movimentos, comunidades, grupos de oração e escolas de todo o Brasil, podem solicitar sessões exclusivas do filme em suas cidades. Conforme divulgação da produtora, a proposta é transformar a ida ao cinema em uma verdadeira experiência de evangelização, formação e encontro comunitário.

Informações Técnicas e Contato

Para as comunidades e fiéis interessados em se mobilizar para o lançamento, a equipe responsável oferece suporte para a organização das sessões.


Mais informações também podem ser obtidas com a equipe da Kolbe Arte pelo WhatsApp: (11) 95297-5501.

Ficha técnica

Título: “Sagrado Coração – Seu Reino Não Terá Fim”
Ano de produção: 2024
País de origem: França
Gênero:
Documentário
Duração:
95 minutos
Direção:
Sabrina Gunnell e Steven J. Gunnell
Roteiro: Sabrina Gunnell e Steven J. Gunnell
Produção: Krea Film-Makers Production
Distribuição original:
Saje Distribution
Distribuição no Brasil:
Kolbe Arte
Data de estreia no Brasil: Agosto de 2026
Versão: Dublado em português
Formato:
4K
Som: Dolby Digital 5.1
Classificação indicativa: Em definição

Elenco

 

- Grégory Dutoit
- Julie Budria
- Abbé Louis Bardon
- Marcel Charlon

Participações

 

- Clémentine Beauvais
- Pe. Joël Guibert
- Pe. Étienne Kern
- Maximilien Ambroselli
- Pe. Olivier Barnay
- Pe. Edouard Marot
- Vinz Le Mariachi
- Zoé Müller
- Alicia Beauvisage
- Louis Bouffard
- Arnaud Bouthéon
- Pe. Matthieu Raffray
- Pe. François Potez
- Pe. Martin Pradère
- Rodrigue Tandu
- Jean-Marc Laniesse
- Sylvie Laniesse
- Madre Marie-Jean
- Irmã Laetitia Trémolet de Villiers

*Com informações da Assessoria de Imprensa Kolbe Arte

Fonte da informação
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