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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Fraternidade e moradia – onde moras? (Diác. Francisco Teixeira)


Ao se aproximar o Tempo Quaresmal, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, propõe a CAMPANHA DA FRATERNIDADE. Neste ano de 2026, o tema é “Fraternidade e Moradia”, e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A Igreja, no Brasil, nos convida a refletir sobre a importância da moradia digna como expressão concreta de fraternidade e justiça social. Inspirada no exemplo de Jesus, que escolheu habitar entre nós, a Igreja quer nos interpelar a olhar com atenção para as condições de vida de nossos irmãos e irmãs, especialmente daqueles que vivem em situações de vulnerabilidade habitacional, cuja maioria está nas periferias de nossas cidades e dispersas na zona rural de nossos municípios. Quase não lembramos que as famílias campesinas são constantemente alijadas das políticas públicas básicas!

Essa é a segunda vez que a CNBB propõe como tema para o Tempo Quaresmal, a moradia. A Campanha da Fraternidade de 1993 teve como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Onde moras?”. O objetivo central foi afirmar o direito à terra e à moradia como condição básica para a vida plena, valorizando a dignidade do indivíduo, o papel da família como espaço de acolhida e defesa da vida, a fraternidade como exercício de solidariedade e a cidadania como direito de viver em ambientes saudáveis e dignos.

Desde a Rerum Novarum (Leão XIII) até as encíclicas recentes, como a Laudato Si' (Papa Francisco), os papas têm enfatizado a necessidade de combater a falta de moradia e a especulação imobiliária. O Papa Francisco, com muita frequência, nos recordava a doutrina de que a propriedade privada tem uma "hipoteca social" e a necessidade de "teto, terra e trabalho" para todos.

O tema da moradia foi urgente ontem e assim continua hoje. MORADIA: uma situação que se agrava. Basta dar uma olhada nas cidades e notar o contraste que existe entre uma minoria que DOMINA e desfruta dos bens e a maioria que é explorada e marginalizada. São milhares de favelas, de menores abandonados, de pessoas vivendo sem água e sem esgoto, sem saúde e educação, segurança e paz, ou as mínimas condições de vida. A grande maioria mora distante do trabalho, o que aumenta o desgaste físico e diminui a renda familiar.

A escolha do tema proposto reflete a preocupação da Igreja no Brasil, por meio da CNBB, em promover uma sociedade mais justa e solidária, onde todos tenham acesso a uma moradia que proporcione segurança, dignidade e bem-estar. É um chamado à ação concreta em favor dos que não têm um lar adequado, incentivando políticas públicas iniciativas comunitárias que garantam esse direito fundamental. São João Paulo II, ao divulgar sua mensagem de abertura da Campanha da Fraternidade de 1993, pontificou: Cumpre-nos defender o direito, que todos têm, de viver, de possuir o necessário para desenvolver uma existência digna, de trabalhar e descansar, de formar um lar, de passar serenamente o tempo da doença ou da velhice, mas sobretudo de conhecer e de amar a Deus.

Quando alguns dos discípulos encontram a Jesus pela primeira vez, eles perguntam espontaneamente: “Mestre, onde moras?” E o Senhor lhes responde: “Vinde e vede” (Jo 1,37-38). Nós também, que fomos chamados “familiares de Deus” (Ef 2,19), Lhe perguntamos: Aonde vives Senhor? Aonde estás, para que nós possamos estar junto de Ti, e viver na condição de filhos de Deus, criados à Tua Imagem e semelhança? A Igreja – e com ela os seus Pastores – assume a grave responsabilidade de responder, em nome de Deus, vinde e vede! Ela tem o dever inalienável de exigir o respeito da pessoa humana, que tem origem nos direitos derivados da sua dignidade de criatura.

Cristo, o Deus feito Homem, veio à terra nos redimir, sem se afastar minimamente das condições de vida que qualquer pessoa se submete neste mundo. O ser humano tem necessidade desse lugar, que não é apenas físico, mas também afetivo, integrador e educativo. A moradia é direito pessoal e familiar. E também importante fator de estabilidade social”.

Já que você chegou até aqui, que tal ficar melhor informado sobre o que acontece na Igreja Católica. É fácil, basta seguir o CANAL DA CAD NATAL no WhatsApp. Aqui, é prá quem tem Fé!

sábado, 28 de setembro de 2024

Um sonho de Ser!

Por Diác. Francisco Teixeira

Um sonho! Que sonho? O de Ser. Ser gente. Ser Serviço no mister de Ser Humano; de Ser filho; de Ser irmão; de Ser esposo; de Ser pai; de Ser trabalhador na Vinha do Senhor da Vida. Ser Igreja. Ser educador e Ser Serviço da Justiça. Ser Direito. Deixar-se inundar e sangrar pelo desejo de encontrar e tornar crível o Direito: de quem busca e o reclama; dos famintos e sedentos por Justiça. Ser parte nas lutas para a construção de um mundo mais justo, mais fraterno, mais solidário e de paz.

Sonho alimentado mesmo nas dificuldades. Ora, parecia tão distante! Quase não tocado pelas pontas de meus dedos. Que luta! Sonho que pavimentou meu caminhar. Tornou-se exequível quando pessoas amigas e generosas me ofereceram as suas mãos, no prolongamento das minhas, a fim de que eu pudesse apalpar e pegar no meu sonho.

Tudo começou quando naquele sábado de 1968, com o meu Pai, estive na Missa dos agricultores em Jardim do Seridó (RN). Neste mesmo dia, na mesma Igreja, tomamos parte na fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jardim do Seridó, sob a orientação do Mons. Ernesto. Em tenra idade, fui alçado para Ser parte do sonho de meu pai e de tantos rurais, que clamavam por vida e por dignidade humana, pois eram sem terra, sem trabalho, sem moradia, sem escola, saúde,.... Sonho de libertação!

No ano seguinte, fomos do sítio para a cidade, com minha Mãe, para estudar. Tempos também difíceis. Lá, experimentamos até fome e outras limitações. Atenta e cuidadosa para com cada um de seus filhos, estava sempre de pé a nossa Mãe, na busca, sem trégua, de oportunidades de trabalho e renda para, com meu o Pai, suprirem as necessidades básicas indispensáveis à realização do sonho de todos. Mulher forte, destemida, corajosa, lutadora, de muita fé, esperança e caridade. Foram tantas as vezes que presenciamos nossa mãe acudindo outras pessoas e famílias, partilhando do pouco que tínhamos para com quem tinha menos ainda.

Assim, neste contexto de lutas e conquistas, o meu sonho foi tornando-se possível. Nessa trajetória tive que tomar parte do múnus pastoral de Mons. Ernesto e Dom Heitor, de Dom Matias e Dom Jaime, como um pobre e indigno Cirineu, cuja oportunidade me legou saber que gosto tem o sangue da Cruz libertadora do Cristo Jesus. A essas pessoas-Igreja rendo-lhes minhas homenagens e contínuo e profundo agradecimento. Como Cirineu, tomaram em suas mãos o meu sonho, sonho plasmado no coração e no Ser do meu Pai e da minha Mãe. Meus pais, para garantirem vida digna para nós, os seus filhos, gemeram a dor dos injustiçados e dos excluídos. Porém, nunca perderam a esperança de que poderíamos vencer, conservando a nossa dignidade humana.

Hoje, o sonho faz-se realidade. Um novo horizonte abre-se à minha frente. Oportunidades descortinam-se. Quero continuar sonhando. Esforçar-me-ei para Ser Serviço para os de poucas chances, os desprovidos de justiça e que, no silêncio de seus anonimatos, são pisoteados nos seus sonhos e desejos, enfim, na sua dignidade humana. E levar adiante o sonho de Ser gente, ser humano...

À minha família, esposa, filhos e netos, minha gratidão pelo apoio e compreensão nas quedas, e que também abraçaram o sofrimento quando fui chamado a fazer o santo caminho da “via crucis”. Aos amigos de trabalho e sonhos, minha homenagem sincera e reconhecimento. À Igreja Católica, minha terna, filial e profunda gratidão, a quem renovo o compromisso de sempre Servi-La, amá-La, promovê-La e defendê-La até o final de meus dias.

É tempo de reafirmar a força da esperança que habita em meu coração e que me motiva nessa longa e difícil travessia - e que nunca foi fácil – cuja trajetória sempre esteve ancorada nos valores que decorrem do Evangelho, e que são transfigurados no testemunho que se expressa na transparência e no compromisso permanente com a verdade, com a eficiência e eficácia das ações empreendidas onde tenho servido.

Pelo exemplo, espero suscitar nos meus filhos e filhas - e nos que teimam em sonhar - ânimo, coragem e ousadia para que levem adiante, no porvir, este legado de vida, de fé, de esperança e de Serviço à caridade, verdadeiro legado transmitido por meus pais e pastores de outrora. Tudo pela Vida, e Vida em abundância, alicerçada nos valores humanos e nos da fé católica.

Deixemo-nos amar pela Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja, que é também Mãe e mestra. Que a Igreja nunca desista de buscar continuamente o dom da santidade, que a faz perita em humanidade, cuja virtude o tempo presente tanto reclama de todos nós. Vale a pena devotar amor à Igreja de Cristo!



Diácono Francisco das Chagas Teixeira de Araújo
Coordenador do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC)
Arquidiocese de Natal

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Um convite ao diálogo respeitoso e fecundo

Por Diácono Teixeira

Na sexta-feira passada (16/8) iniciou a campanha eleitoral no rádio e na televisão, nas ruas e nas praças, e em todos os ambientes, como uma oportunidade dada ao cidadão para debater as reais necessidades que afligem a maioria dos eleitores de cada cidade dos 5.565 municípios brasileiros. Trata-se de um convite ao diálogo respeitoso e fecundo, e de uma chance única dada a cada um de nós, cidadãos, num ciclo de quatro anos, para fazermos uma avaliação da gestão dos atuais mandatários e traçar novos caminhos que favoreçam melhorias qualificadas condizentes com as reais necessidades da maioria dos residentes urbanos e rurais de cada município do Brasil. Por essa razão, somos chamados a atuar e agir com muita responsabilidade.

Iremos escolher, nestas eleições, os novos representantes do poder legislativo e do executivo municipal. E daquele(a)s que se colocam à disposição para assumir um mandato de quatro anos como “Servidor(a) da Cidadania”, espera-se que sejam mulheres e homens capazes e dignos de tão grave responsabilidade, que estejam atentos e assumam como suas “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem” (LG,1). 

Dessa forma, cada agente político testemunha que a atividade política se constitui um eloquente gesto de caridade que se transfigura no amor político que pode criar pontes entre os demais candidatos, que à luz de esperança, compromisso, encarnação e profecia nas realidades sociais, políticas e econômicas dos municípios, poderão operar transformações e mudanças estruturais que favoreçam o Bem Comum e a Dignidade Humana de cada munícipe. Sob este horizonte, o Papa Francisco desde 2019 tem insistido em algumas frentes importantes para a compreensão sociopolítica e transformadora da realidade onde vivemos, reforçando o “convite ao diálogo sobre a forma como estamos construindo o futuro das novas gerações e do planeta, e sobre a necessidade de investir nos talentos e capacidades de cada pessoa, de todos sem distinção, porque as mudanças precisam de um caminho educativo para fazer amadurecer uma nova solidariedade universal e uma sociedade mais acolhedora” (Cidade Nova, jul-2024,p.32).

Dos candidatos confia-se que tenham vocação política, ou seja, qualificação, aptidão e disposição para atuar e viver o “múnus político” embebecido nos valores e virtudes humanas, que se espera ornar a vida e a atuação de cada administrador(a) e servidor(a) públicos no tempo presente. E quais são as virtudes e valores que devem adornar o agir desses postulantes aos encargos públicos em disputa? Se o eleitor refletir bem, com toda certeza, há de escolher quem pratique a humildade, a honestidade, a prontidão, a prudência, a coerência de vida, o respeito às diferenças e à diversidade, o amor e cuidado para com o próximo e os bens da criação. 

Claro que não se encerra apenas nessas, mas, sobretudo, na capacidade e convicção pessoal de que é portador(a) desses predicados para não mais pensar e agir somente segundo os seus interesses pessoais ou de seu grupo, mas para realizar efetivamente os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. Ocupar-se-ão em pensar e agir por amor aos excluídos da economia e da política, dos alijados de oportunidades, dos invisíveis, dos marginalizados e cancelados do convício social. E de cada eleitor(a) que acompanha o atual contexto político e social do Brasil, espera-se que compreenda que os dias destinados à realização das eleições representam um dos raros momentos em que todos se igualam, pois não há diferença de raça, sexo, condição financeira, classe ou grupo social, já que existe igualdade de valor no voto dado por cada cidadão. E diante da liberdade e da igualdade no exercício da soberania popular, é fundamental que o voto seja consciente, pois esse é um fator preponderante para que se alcance um resultado satisfatório no pleito.

Também cabe aqui um alerta aos fiéis católicos leigos e leigas, sejam candidato(a)s ou não, que é obrigação que temos – e que decorre do santo Batismo - de impregnar as realidades sociais, econômica e política dos valores que emanam da Palavra de Deus. Sem a nossa participação consciente e ativa “o Evangelho não pode penetrar radicalmente na mentalidade, no costume e na atividade de um povo” (Vaticano II, 1.163, p. 423). Então, fitando o olhar nas ações de Jesus Cristo, diria que se quisermos, a partir de agora, mudar o rumo da nossa história, devemos perder o medo de nos envolvermos de maneira ativa no processo eleitoral visando garantir que sejam eleitos os melhores candidatos para o parlamento e o executivo municipais, porque passivamente todos já estamos envolvidos. Coragem!

O Papa Francisco nos admoesta: “Faz-se necessário e urgente reencantar a política em nossos lugares”. Esse é um convite que o Papa nos faz que se transmuda num desafio lançado a cada cristão católico para que assumamos juntos o compromisso educativo, no processo eleitoral, para que, na reciprocidade dos dons e dos carismas, demos “nova alma à política como tarefa que brota da nossa vocação humana e cristã que nos interpela a viver em sociedade, para cuidarmos reciprocamente das pessoas e da nossa casa comum” (Cidade Nova, jul-2024, p.32-33). Lembremo-nos que o voto sempre gera consequências sobre o bem viver de toda a população.






Diác. Francisco Teixeira,

Assessor Jurídico da Arquidiocese de Natal

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

É tempo propício à consertação

Por Diac. Francisco Teixeira

Iniciado o segundo semestre do ano em curso, somos impelidos à participação ativa em todas as etapas das eleições municipais. Por suas regras escolheremos os gestores públicos e os membros do parlamento municipais que cuidarão, nos próximos quatro anos, dos interesses públicos da população que vive na realidade concreta dos municípios e cidades brasileiras. Por essa razão, somos convocados para agir com muita responsabilidade, já que, individualmente, somos corresponsáveis pela destinação e gestão do Bem Comum e da Coisa Pública que são confiados por cada eleitor(a) ao velamento dos prefeitos e vereadores. 

Então, cabe a cada cidadã e cidadão eleitores fazer as melhores escolhas entre os candidatos que se nos apresentam como dignatários de tão relevante Serviço à cidadania, que é ser Servidor Público. Desse “Empregado da Cidadania” espera-se maior compromisso com as causas e necessidades que mais demandam atenção, cuidado e implementação em favor da população; especialmente da maioria, que são os mais pobres e carentes de políticas públicas básicas, que tanto precisam, como saúde, educação, moradia, trabalho e renda, entre outras. 

Então, a campanha eleitoral que já nos envolve deve ser compreendida como oportunidade para se conhecer quais são os propósitos e planos de ação que cada candidato e os partidos políticos trazem como alternativa de solução para os problemas graves gerados pela inação do Estado e de muitos governantes. Sob esse prisma, o processo eleitoral, ora em curso, se constitui, sem dúvida alguma, um tempo precioso, propício à concertação daquilo que não condiz com a dignidade humana e com a destinação dos bens contidos no depósito do Bem Comum.

O Povo brasileiro – e é a sua maioria - que precisa da prestação dos serviços públicos oferecidos pelo Estado, portanto, e no caso em debate, pelos gestores municipais, clama por administradores públicos com formação e competências condizentes com as responsabilidades do encargo que lhes são confiados.

Neste mês de agosto, o Papa Francisco propõe como intenção de oração aos membros do Apostolado da Oração: “rezemos para que os líderes políticos estejam a serviço de seu povo, trabalhando pelo desenvolvimento humano integral, trabalhando pelo bem comum, cuidando dos que perderam seu emprego e dando prioridade aos mais pobres”. E ao explicar o seu desejo, afirma: “falo da POLÍTICA com maiúsculas, não da politicagem. Falo da política que escuta a realidade, que está a serviço dos pobres, não da que está escondida em grandes edifícios com longos corredores.

Falo da política que se preocupa com os desempregados e sabe muito bem como pode ser triste um domingo quando a segunda-feira é um dia a mais sem poder ir trabalhar. Se a vemos assim, a política é muito mais nobre do que aparenta. E ainda recorda aos cristãos, especialmente os leigos que “todos são chamados a participar da vida política, para poder construir uma sociedade mais justa e solidária. “Um indivíduo pode ajudar a uma pessoa necessitada, porém, quando se une a outros para gerar processos sociais de fraternidade e de justiça para todos, entra no campo da mais ampla caridade, a caridade política” (Fratelli Tutti). Não é demais recordar aos cristãos, e aos católicos em especial, que no dizer do papa São Paulo VI, “a atividade política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”.

De fato, a ação de Cristo – e, por consequência – a de seus seguidores, incide na transformação do ser humano na sua realidade concreta, tornando-o sal e luz em uma sociedade que necessita, a cada dia, ser construída e reconstruída à luz da justiça, da verdade e da solidariedade. Eis, pois, o desafio decorrente da Fé que professamos e dos valores que irrompem da Palavra de Deus que nos comunica o verdadeiro caminho que leva à libertação e à salvação da pessoa humana com todos os bens da criação.






Diácono Francisco das Chagas Teixeira de Araújo

Assessor Jurídico da Arquidiocese de Natal

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