No Evangelho, Jesus leva essa lógica ao extremo: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Não se trata de um ideal ingênuo, mas de um caminho concreto para quebrar o ciclo da violência e da vingança. Amar quem nos ama é natural; amar quem nos fere é divino. É assim que nos tornamos filhos do Pai, que faz nascer o sol sobre bons e maus.
Hoje, a Palavra nos convida a duas atitudes: reconhecer nossas próprias injustiças e acolher a misericórdia que Deus nos oferece, e, ao mesmo tempo, deixar que essa misericórdia transborde para os outros, inclusive para aqueles que nos custam mais amar. Só assim o mundo muda: quando alguém decide interromper o mal com o bem, a ofensa com o perdão, a dureza com a compaixão. Que o Senhor nos dê esse coração semelhante ao Seu.
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