quarta-feira, 23 de setembro de 2026

MALDITA É A FIGUEIRA ESTÉRIL (Diác. Gabriel Batista)

Montfort (2010, p.59) que “Jesus Cristo amaldiçoou a figueira estéril” e também “condenou o servo inútil, que não tinha feito render o seu talento”, lembrou ainda que nós “devemos viver, trabalhar e morrer para este Homem-Deus [...] por esta razão o Espírito Santo nos compara a “árvores plantadas ao longo das águas da graça [...] “aos ramos de uma videira de que Jesus Cristo é a cepa” [...] “a um rebanho de que Jesus Cristo é o pastor, e que se deve multiplicar e dar leite” [...] “a uma terra boa onde Jesus Cristo é o agricultor.

Nos lembra o Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X (1912), que insere o n. 59 “para tratar dos demônios como anjos caídos por orgulho, ou seja, o mal não tem origem substancial, nasce da liberdade criada”, por isso nós temos a liberdade de ser figueira estéril ou um servo inútil, no final sempre será entre nós e Deus, que nos “ama pessoalmente e incondicionalmente”, afirmou Dom Osvino Both, no retiro dos diáconos do OMB, em Brasília.

Por pura preguiça não servir ao Senhor, por si só já é estar afastado d’Ele, ou como disse Santo Agostinho em Confissões “a preguiça deseja uma espécie de repouso: mas que descanso seguro existe além do Senhor?”, talvez assim, servindo ao Senhor, o nosso coração não fique inquieto enquanto n’Ele não repousar. Parece claro que Jesus espera receber algum fruto de nosso servir, “eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Cf. Js 24, 15, ou como nos diz o evangelista Lucas “servir ao Senhor em justiça e santidade todos os dias de nossa vida”, e ele diz claramente que este servir é “todos os dias de nossa vida”. Cf. Lc 1, 74s.

A luz de Montfort (2010, p.59 e 60), é necessário um perfeito entendimento do ser servo e ser escravo. O primeiro a pessoa serve por algum tempo a base de salário, modalidade bem comum em nossos tempos, o segundo depende inteiramente doutra, por toda uma vida, e há três tipos de escravidão elencados por este santo mariano, as escravidões: natural, forçada e voluntária. Diz o santo que a primeira todos somos, uma vez que a Sagrada Escritura diz que “ao Senhor pertence a terra e tudo o que ela encerra”, a segunda é a dos demônios e dos condenados, e a terceira pertence a categoria dos justos e dos santos.

Sales (2024, p. 24) nos recorda que “as almas generosas vivem no mundo sem impregnar-se de seu espírito”, pois no mundo teremos aflição nos lembra o Mestre, devemos amar e servir, como o fizeram os grandes santos, consumiram-se tal qual uma vela por toda a vida.

Também Montfort (2010, p.59 e 64), nos ensina o modo deste servir de modo santo ao afirmar que “[...] é pois da mais alta importância, para alcançar a perfeição – que se consegue pela união a Jesus Cristo – nos esvaziarmos daquilo que em nós há de mau, ou seja ‘sermos santos com Deus é santo’. O santo mariano ainda nos aponta que “devemos ser de Jesus Cristo e servi-lo [...] por efeito de um grande amor, se entregam e se dão ao seu serviço na qualidade de escravos, só pela honra de lhe pertencer.

Reforça ainda este conceito Ávila (2024, p. 38), esta grande doutora da Igreja, “ah! Senhor meu! Aqui a única esperança é a vossa ajuda, sem a qual nada se pode fazer”. Também um filósofo, advogado e político Marco Túlio Cícero (106–43 a.C.), ficou muito conhecido como um dos maiores advogados e oradores da Roma Antiga, famoso por sua eloquência e defesa enérgica em tribunais que encantavam as pessoas, ele também atuou intensamente nos altos cargos da República Romana, alcançou o posto de cônsul em 63 a.C. e era um defensor das instituições republicanas durante a crise que antecedeu o Império, trabalhou a filosofia das virtudes, tão necessárias em nossos tempos, em sua célebre frase “sejamos pobres em riquezas, mas ricos em ouro de honra”, Cicero (2021, p. 13). e não pode haver honra maior do que servir ao Senhor Deus Todo-Poderoso.

 

REFEÊNCIAS

ANGEOLOGIA/DEMONOLOGIA. Angeologia conciliar. Pós graduação em Angeologia e Demonologia. Locus Mariologicus/ Faculdade São João Paulo II (FAJOPA)

AGOSTINHO, Santo. Confissões. Tradução de Frederico Ozanam Pessoa de Barros. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2017. 

ÁVILA, Tereza de. Castelo interior ou moradas. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2024. 

CÍCERO, Marco Túlio. Para saber envelhecer e a amizade. Jandira, SP: Principis, 2021.

FRANCISCO, de Sales, Santo. Filoteia: introdução a vida devota. Petrópolis: Vozes, 2024.

MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. São Paulo: Paulus, 2010.

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