segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Terça-feira da 22ª Semana do Tempo Comum

A liturgia desta terça-feira nos coloca diante de um movimento muito bonito: Deus que se revela, o ser humano que aprende a discernir, e Cristo que liberta. Paulo recorda aos coríntios que o Espírito investiga “as profundezas de Deus” e nos permite compreender aquilo que, por nós mesmos, jamais alcançaríamos. É uma afirmação ousada: não estamos abandonados às nossas próprias forças; há um Espírito que ilumina, que afina o olhar, que nos dá “o modo de pensar de Cristo”.

O salmo reforça essa confiança ao apresentar um Deus cheio de ternura, que sustenta quem vacila e levanta quem caiu. Não é um Deus distante, mas alguém que acompanha cada passo, que se inclina para a fragilidade humana com paciência e misericórdia.

No Evangelho, essa presença se torna concreta: Jesus ensina com autoridade e expulsa o mal que aprisiona. A cena em Cafarnaum mostra que a palavra de Cristo não é apenas discurso, ela age, transforma, liberta. A autoridade de Jesus nasce da verdade que Ele é, não de força ou imposição.

Assim, as leituras se unem para nos lembrar que a vida cristã é um caminho de discernimento guiado pelo Espírito, sustentado pela bondade de Deus e continuamente libertado pela palavra viva de Jesus. Quando deixamos que essa presença toque nossas sombras, também nós podemos experimentar a mesma liberdade que surpreendeu a multidão naquele dia.

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