A liturgia desta segunda‑feira nos conduz a perceber que a Palavra de Deus não se impõe pela força do brilho humano, mas pela profundidade com que toca e transforma o coração.
Paulo recorda aos coríntios que não veio com discursos eloquentes nem com técnicas de persuasão; veio com fragilidade e simplicidade, para que a fé deles se apoiasse no poder de Deus e não na sabedoria humana.
O salmista, por sua vez, celebra a alegria de meditar a Lei do Senhor, reconhecendo que ela ilumina o caminho, dá discernimento e protege do mal. Já o Evangelho mostra Jesus na sinagoga de Nazaré, proclamando que a profecia de Isaías se cumpre nele. A admiração inicial do povo logo se transforma em rejeição, porque a Palavra, quando acolhida, liberta e transforma, mas quando incomoda, muitos preferem afastá‑la.

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