sábado, 29 de agosto de 2026

O Diácono Permanente e a Doutrina Social da Igreja (Diác. Luiz Antônio Norberto)


Conto em versos simples         
Essa santa vocação 
Do Diácono permanente 
Que serve de coração 
Não é Padre, nem é leigo 
Digo com todo respeito 
É ponte, serviço e missão.
 
No Vaticano segundo 
A Igreja redescobriu 
O servo é necessário 
O diaconato ressurgiu 
Não para subir degrau 
Nem para ser colossal 
É servir como Jesus serviu.
 
É casado, pai de família 
Trabalha com maestria 
Pega ônibus, paga conta 
Vai à luta dia a dia 
Todo dia algo novo 
Ele entende do povo 
Sua dor, sua alegria. 

De manhã está no altar 
Com a estola atravessada 
Anunciando o Evangelho 
Com a voz apaixonada 
A tarde o altar é a rua 
Realidade nua e crua 
Onde a vida é machucada. 

Esse homem foi chamado 
Pra viver a comunhão 
Entre a missa e o trabalho 
Entre a fé, unidade e o pão 
Essa é a doutrina social 
Num caminhar sinodal 
De uma Igreja em ação. 

O primeiro ensinamento 
É a dignidade meu irmão 
Todo homem vale ouro 
Tem de Deus a proteção 
Ninguém pode ser pisado 
Excluído ou maltratado 
Nem ser tratado como não.

O segundo o bem comum 
Que é de todos não é seu 
O bem que Deus fez no mundo 
Nunca foi só pra o fariseu 
Foi para matar a fome 
De todos e qualquer homem 
O que é dele também é meu. 

Tem mais a solidariedade 
Que é sofrer junto também 
E tal subsidiariedade 
Ninguém refém de alguém 
É ensinar o povo a andar 
Viver a fé e caminhar 
Sem depender de vintém.
 
E tem a participação 
O povo precisa falar 
Na associação do bairro 
Pra o conselho fiscalizar 
Fé sem cidadania 
É negar a democracia 
É deixar o mal imperar.
 
Cuidado Diácono amigo 
Pra não se clericalizar 
Ficar só dentro da Igreja 
Sem nunca se misturar 
Quem só fica no altar 
Querendo se exaltar 
Não lava pé nem sabe amar.
 
O teu lugar é no meio 
Do pobre e do sofredor 
Na casa da viúva triste 
Do velhinho que tem dor 
Veja como tudo se encaixa 
Tu és Cristo que se abaixa 
Pra ser o consolador. 

Tua mulher e teus filhos 
É esse teu primeiro altar 
Se em casa não tem serviço 
Na rua não vai prestar 
Lhe digo aqui sem medo 
Santidade começa cedo 
No jeito de amar e cuidar.
 
Meu Diácono da capital 
Do agreste e do sertão 
Tu és a Igreja em saída 
Francisco falou meu irmão 
Do lava-pés és o Cristo 
Assuma de vez tudo isto 
Tenha amor e compaixão.

Que São Lourenço te guie 
O nosso Santo padroeiro 
Morreu servindo aos pobres 
Com um amor verdadeiro 
Mostres da Igreja o tesouro 
Que não é prata nem ouro 
Mas é o pobre brasileiro. 

Ao acabar essa leitura 
Se tu vier me perguntar 
Que faço com tudo isso? 
Aqui eu vou te orientar 
Vai e serve aquele irmão 
Que tá na rua, pé no chão 
Pois o altar te espera lá.

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