Um marco histórico e pastoral para o ministério diaconal no país
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, durante reunião do seu Conselho Permanente, o novo Estatuto da Comissão Nacional dos Diáconos Permanentes do Brasil (CND) — um passo essencial para fortalecer a missão, a organização e a identidade dos diáconos no contexto da Igreja no Brasil.
A apresentação foi conduzida pelo assessor canônico da CNBB, frei Alexsandro Rufino, após rigorosa revisão da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. O texto também passou por escuta e propostas dos próprios membros do Conselho Permanente, sendo aperfeiçoado até sua redação final, amplamente acolhida e aprovada.
O presidente da CND, Diácono José Oliveira Cavalcante (Cory), expressou profundo reconhecimento à CNBB por sua abertura, zelo e apoio ao ministério diaconal:
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| Diác. Cory |
“Somos gratos pela sensibilidade e atenção com que a CNBB recebeu a proposta de revisão, respeitando o caminho sinodal que caracteriza nossa Igreja”, afirmou.
Destaques do Novo Estatuto
O novo Estatuto organiza de forma clara a finalidade, estrutura e diretrizes de atuação da CND. Entre os pontos centrais:
- Natureza e missão: a CND é um organismo pastoral vinculado à CNBB que representa os diáconos permanentes em todo o território nacional.
- Organização interna: define os órgãos da CND (presidência, secretarias, assembleias, coordenações regionais e diocesanas).
- Assembleias: fortalece a participação representativa dos diáconos em instâncias deliberativas.
- Formação e comunhão: estabelece o compromisso com a formação permanente e a vivência fraterna no exercício do ministério.
Objetivos que transformam a missão no cotidiano
O Estatuto estabelece seis objetivos principais para guiar a ação da CND, todos com impactos diretos na vivência dos diáconos em suas dioceses:
- Promover a comunhão e unidade entre os diáconos, fortalecendo o sentido de corpo e pertença eclesial.
- Estimular a partilha de vida por meio de encontros, retiros e convivência fraterna entre diáconos e suas famílias.
- Incentivar a vocação diaconal, apoiando o discernimento e a divulgação do ministério permanente.
- Apoiar a criação de escolas diaconais, contribuindo para uma formação inicial sólida e contextualizada.
- Garantir a formação permanente, favorecendo o contínuo crescimento humano, teológico e pastoral dos diáconos, esposas e filhos.
- Propor diretrizes e linhas de ação, em sintonia com o plano de evangelização da Igreja no Brasil, para responder aos desafios pastorais da atualidade.
Um novo tempo para a diaconia no Brasil
A aprovação do Estatuto representa mais que uma atualização administrativa — é um gesto de reconhecimento e valorização do diaconato permanente pela Igreja no Brasil. Fortalece a missão dos diáconos como servidores da Palavra, da Liturgia e da Caridade, à luz da colegialidade e da sinodalidade.
Trata-se de um novo tempo de organização, clareza e unidade para o exercício diaconal, valorizando a identidade, a vocação e o testemunho desses homens que, com suas famílias, entregam suas vidas ao serviço do Reino de Deus.


