segunda-feira, 29 de junho de 2026

Terça-feira da 13ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)

A Palavra hoje chega como um estrondo de trovão em tarde abafada, daquele que faz até o cachorro se espantar. Amós diz que quando Deus “dá o grito”, ninguém fica de braços cruzados, é como quando a mãe chama pelo nome completo: a gente sabe que é sério. No Evangelho, Jesus tá na barca com os discípulos, e mesmo cochilando, continua sendo o Cabra que manda no vento, no mar e no que vier. A fé não tira a tempestade do caminho, mas livra a gente de ficar aperreado, rodando feito barata tonta.

Os discípulos, já no aperreio da vida, gritam: “Senhor, salva nós!”. E Jesus, com uma palavra só, acalma tudo, o mar, o vento e o coração deles. Na vida da gente é desse jeitinho: às vezes só vemos o vendaval, a onda grande, o barulho que assusta, e esquecemos que Jesus tá ali, bem pertinho, mesmo quando parece calado. Ele não abandona, não pula da barca, não deixa a gente no prego.

A homilia de hoje chama a gente a escutar o grito de Deus que acorda a fé dentro da gente, a confiar que nenhuma onda é maior do que o Senhor que tá na nossa embarcação. Que a gente aprenda a chamar por Ele sem vergonha, confiar sem medo e atravessar cada mar, por mais revolto que seja, com o coração agarrado em Deus, firme como quem pisa em chão batido de sol.

Diác. Edson Araújo

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