
O Natal do Senhor nos revestiu da esperança que brota de um curral fétido, cuja criança envolta em cueiros tão humildes, descansa no cocho dos animais que ali se alimentam. O Natal nos trouxe, pois, a possibilidade de sentirmos a grandeza de um Deus que se despe de sua "realeza", rebaixando-se como "um ninguém", para nos elevar em nossa dignidade humana.
Será que esse olhar é real de nossa parte ou estamos encruados com tantos ritos vazios(com lindas alfaias e cálices de ouro; de muitas vênias e tantos incensos...), de grandes banquetes regados a bons e caros vinhos, das grandes festas pagas com dinheiro público para ludibriar o povo... que ainda não enxergamos o Cristo pobre no meio dos pobres, das vítimas do ódio e das guerras e da promoção dos genocídios que exterminam crianças e famílias inteiras?
Então, é preciso revermos a fé que professamos para virar a chave do ano que começa, para que nele busquemos construir a paz. Não uma paz passiva, subalterna a quem quer que seja, mas àquela PAZ INQUIETA que o Menino Deus nos trouxe e nos insulta a buscá-la.
E essa paz "não vem apenas com o fim das guerras, mas com o início de um mundo novo, onde nos reconhecemos mais unidos e mais irmãos do que imaginávamos", como nos dizia o saudoso Papa Francisco.
Deste modo, desejo a cada um e a cada uma, que 2026 seja desafiador e inquietante, nos movendo a partir de uma fé real, na crença de que é possível construir o Bem Viver, contra tudo aquilo que nega a vida, que promove o ódio e a morte, impulsionados(as) pela Paz verdadeira que Ele, o Senhor da Vida, nos dá!
(Foto extraída do G1) Genocídio em Gaza - Para ajudar em nossa reflexão e tentar descobrir onde Jesus continua a nascer... Interessante a pombinha que insiste em anunciar a Paz em meio aos escombros e tantas mortes... Herodes continua seu projeto de morte, mas o Recém nascido insiste em anunciar o projeto da Vida!



