Queridos irmãos e irmãs, reunidos neste sábado, dia 3 de janeiro de 2026, ainda vivemos o clima do Natal, tempo em que celebramos a encarnação do Filho de Deus e nos preparamos para a sua manifestação plena na Epifania. As leituras de hoje nos ajudam a aprofundar este mistério e a reconhecer quem somos diante de tão grande amor.
Na primeira leitura, da Primeira Carta de São João, somos convidados a contemplar a dignidade que recebemos: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus.” Não é apenas um título, mas uma realidade que transforma nossa vida. Se somos filhos, devemos viver como tais, praticando a justiça e permanecendo em Cristo. João nos recorda que quem permanece nele não vive no pecado, porque a vida nova recebida do Senhor nos chama à santidade.
O salmo responsorial nos coloca em atitude de louvor: “Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.” A vitória de Deus não é escondida, mas manifesta diante de todos os povos. O salmista nos convida a cantar com alegria, a celebrar com instrumentos e vozes, porque a salvação é universal e alcança cada coração aberto à graça.
No evangelho, João Batista nos apresenta Jesus com palavras que ecoam até hoje: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João não fala de si mesmo, mas aponta para Cristo, reconhecendo nele o Messias esperado. Ele testemunha ter visto o Espírito descer sobre Jesus, confirmando sua identidade como Filho de Deus. É um chamado para nós: reconhecer que aquele que nasceu em Belém é o Salvador, o Cordeiro que se entrega por nós e nos liberta do pecado.
Assim, neste tempo de Natal, a liturgia nos recorda três verdades fundamentais: somos filhos amados de Deus, chamados a viver na justiça; somos convidados a louvar e proclamar a salvação que se estende a todos os povos; e somos conduzidos a reconhecer em Jesus o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Que esta Palavra nos fortaleça na fé e nos prepare para celebrar a Epifania, quando Cristo se manifesta como luz para todas as nações.
Que possamos, como João Batista, ser testemunhas da presença de Jesus no meio de nós, e como filhos de Deus, viver com alegria e esperança, proclamando que a salvação já chegou e está diante de nós.
Amém.

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