segunda-feira, 13 de julho de 2026

Terça-feira, 14 de Julho de 2026 15ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)

Nas leituras de hoje, vemos um convite forte à confiança e à conversão. Isaías fala ao rei Acaz em um momento de medo e ameaça, lembrando que, diante das dificuldades, Deus permanece fiel e pede apenas uma coisa: que o coração não se deixe dominar pelo pânico. “Se não confiardes, não podereis manter-vos firmes.” É uma palavra direta, quase dura, mas profundamente verdadeira. A fé não elimina os desafios, mas nos dá chão para atravessá-los.

No Evangelho, Jesus lamenta a falta de abertura das cidades onde realizou tantos sinais. Ele não fala com raiva, mas com tristeza. Chorazim, Betsaida, Cafarnaum, lugares que viram milagres, ouviram sua voz, experimentaram sua presença, permaneceram indiferentes. O problema não foi a ausência de Deus, mas a incapacidade de reconhecer o que Ele estava fazendo. É como se Jesus dissesse: “Vocês viram tanto, mas não deixaram que nada tocasse o coração.”

Essas duas leituras se encontram em um ponto essencial: Deus age, Deus fala, Deus se aproxima, mas nós podemos ignorar. Podemos nos fechar por medo, como Acaz, ou por indiferença, como as cidades do Evangelho. A Palavra de hoje nos chama a olhar para dentro e perguntar: onde tenho resistido à ação de Deus? Em que áreas da minha vida eu vejo sinais, mas continuo vivendo como se nada tivesse acontecido?

Que esta liturgia nos ajude a confiar mais e a perceber com mais clareza a presença de Deus que insiste em nos alcançar. Que não sejamos como as cidades que viram milagres e não se converteram, mas como aqueles que, mesmo frágeis, acolhem a graça e deixam que ela transforme o coração.

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