(Trecho do Livro Vinde & Vede: sementes de espiritualidade, de autoria do Diác. Manoel Carlos do Nascimento Silva)
Na meditação apresentada pelo Diác. Manoel Carlos, somos conduzidos ao coração da vida discipular: a intimidade com Jesus que nasce da escuta ativa. Ele nos lembra que o discípulo não é apenas alguém que ouve palavras, mas alguém que se deixa transformar por elas. A escuta, portanto, não é um ato passivo; é um movimento interior que abre espaço para que a Palavra se torne vida em nós.
O diácono, como discípulo-servidor, é chamado a cultivar essa escuta que vai além da técnica, da função ou da execução de tarefas. A escuta verdadeira é um gesto de amor, de empatia e de proximidade. É colocar-se diante de Cristo com o coração disponível, permitindo que Ele revele seus sentimentos, suas intenções e seu modo de amar.
O autor nos mostra que o verdadeiro discípulo aprende a sentir com o Mestre. Não basta repetir o que Jesus disse; é preciso viver o que Ele viveu, deixar que seu modo de amar molde o nosso modo de servir. A escuta ativa nos configura ao Senhor, nos torna mais próximos de seu coração e mais sensíveis às necessidades dos irmãos.
Por isso, o diácono é chamado a uma espiritualidade de proximidade, de convivência diária com Jesus, de permanência. Cada comunhão, cada momento de oração, cada serviço prestado é uma oportunidade de renovar essa amizade e de ouvir novamente o convite amoroso: “Permanece comigo!”
O que o Diác. Manoel Carlos nos revela, portanto, é que o ministério diaconal só encontra sua plenitude quando nasce dessa relação íntima com Cristo. A escuta ativa é o caminho que transforma o serviço em reflexo do amor de Jesus, tornando o diácono não apenas um agente pastoral, mas um testemunho vivo da ternura e da misericórdia do Senhor.
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