domingo, 12 de julho de 2026

Um outro olhar sobre o Livro Vinde & Vede: sementes de espiritualidade do Diác. Manoel Carlos

O chamado à proximidade e à escuta ativa

"A intimidade com Jesus nasce e se sustenta na escuta ativa. O discípulo é aquele que tem o ouvido e o coração abertos, à Palavra. Escutar o Mestre não é apenas ouvir suas palavras, mas deixar-se transformar por elas, permitindo que se tronem carne em nossa vida. A escuta é um gesto de amor e de empatia. Implica colocar-se no lugar de quem fala, compreender suas intenções, sentir o que Ele sent. O verdadeiro discípulo de Jesus aprende a sentir com o Mestre. Ele não apenas repete o que ouviu, mas vive o que aprendeu.

Por isso, ser discípulo requer mais do que técnica ou função. É uma vocação à proximidade, um chamado a viver de tal modo unido ao Senhor que o nosso modo de servir se trone um reflexo do modo como Ele amou. A cada comunhão, o ministro renova sua amizade com Jesus e escuta o convite: “Permanece comigo!”

(Trecho do Livro Vinde & Vede: sementes de espiritualidade, de autoria do Diác. Manoel Carlos do Nascimento Silva)

Na meditação apresentada pelo Diác. Manoel Carlos, somos conduzidos ao coração da vida discipular: a intimidade com Jesus que nasce da escuta ativa. Ele nos lembra que o discípulo não é apenas alguém que ouve palavras, mas alguém que se deixa transformar por elas. A escuta, portanto, não é um ato passivo; é um movimento interior que abre espaço para que a Palavra se torne vida em nós.

O diácono, como discípulo-servidor, é chamado a cultivar essa escuta que vai além da técnica, da função ou da execução de tarefas. A escuta verdadeira é um gesto de amor, de empatia e de proximidade. É colocar-se diante de Cristo com o coração disponível, permitindo que Ele revele seus sentimentos, suas intenções e seu modo de amar.

O autor nos mostra que o verdadeiro discípulo aprende a sentir com o Mestre. Não basta repetir o que Jesus disse; é preciso viver o que Ele viveu, deixar que seu modo de amar molde o nosso modo de servir. A escuta ativa nos configura ao Senhor, nos torna mais próximos de seu coração e mais sensíveis às necessidades dos irmãos.

Por isso, o diácono é chamado a uma espiritualidade de proximidade, de convivência diária com Jesus, de permanência. Cada comunhão, cada momento de oração, cada serviço prestado é uma oportunidade de renovar essa amizade e de ouvir novamente o convite amoroso: “Permanece comigo!”

O que o Diác. Manoel Carlos nos revela, portanto, é que o ministério diaconal só encontra sua plenitude quando nasce dessa relação íntima com Cristo. A escuta ativa é o caminho que transforma o serviço em reflexo do amor de Jesus, tornando o diácono não apenas um agente pastoral, mas um testemunho vivo da ternura e da misericórdia do Senhor.

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