A liturgia desta sexta-feira nos coloca diante de um Deus que não desiste de nós.
O profeta Oseias revela o coração ferido, mas apaixonado do Senhor, que chama seu povo à conversão: “Voltai ao Senhor”. Não é um convite moralista, mas um apelo amoroso. Deus não quer sacrifícios vazios; Ele deseja um coração humilde, consciente de sua fragilidade, capaz de reconhecer que a vida só floresce quando enraizada n’Ele.
O salmo reforça essa verdade: o verdadeiro culto nasce de um espírito contrito, de quem sabe que precisa ser recriado por Deus, “criai em mim um coração puro”.
No Evangelho, Jesus envia os discípulos como “cordeiros no meio de lobos”. A missão cristã nunca foi confortável. Anunciar o Evangelho implica riscos, incompreensões, perseguições. Mas Jesus não romantiza a dificuldade; Ele promete presença. Não diz que tudo será fácil, mas garante que o Espírito falará em nós quando nossas forças forem pequenas. A missão não é heroísmo humano, é confiança radical.
Assim, a Palavra de hoje nos convida a duas atitudes: voltar sempre ao Senhor, deixando que Ele cure nossas infidelidades, e permanecer firmes na missão, mesmo quando o mundo parecer hostil. Deus não abandona quem se entrega a Ele. A conversão nos devolve ao caminho, e a perseverança nos mantém fiéis. Que o Senhor nos dê um coração renovado e uma coragem mansa, capaz de testemunhar o Evangelho com verdade e amor.
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