O profeta Joel nos recorda: “voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos”. Não se trata apenas de gestos exteriores, mas de uma mudança interior, de um coração que se abre à misericórdia de Deus.
O salmo penitencial reforça esse pedido: “Criai em mim um coração que seja puro”. É o clamor de quem reconhece suas fragilidades, mas confia na bondade infinita do Pai.
São Paulo nos fala com urgência: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”. A Quaresma é esse tempo favorável, uma oportunidade concreta de graça e de renovação espiritual.
No Evangelho, Jesus nos ensina sobre três práticas fundamentais: a esmola, a oração e o jejum. Mas Ele nos alerta: não façamos isso para sermos vistos pelos outros. O verdadeiro discípulo vive sua fé diante de Deus, que vê o coração. O segredo da Quaresma está na autenticidade: não em mostrar piedade, mas em ser de fato convertido.
Querido povo de Deus, ao recebermos as cinzas sobre nossa cabeça, somos lembrados de nossa fragilidade: “Tu és pó e ao pó hás de voltar”. Mas esse gesto não é de desespero, e sim de esperança. É um convite a reconhecer nossa dependência de Deus e a caminhar rumo à Páscoa com um coração renovado.
Que este tempo seja para todos nós um itinerário de reconciliação, de silêncio interior, de caridade concreta e de oração sincera. Que possamos chegar à Páscoa com um coração purificado, pronto para celebrar a vitória da vida sobre a morte.
Assim seja!

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