Hoje, ainda seguimos celebrando o Tempo do Natal depois da Epifania, e a liturgia nos convida a mergulhar no coração da fé cristã: o amor que nasce de Deus e a missão de Jesus como portador da Boa Nova.
Na primeira leitura, São João nos recorda: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro”. O amor não é iniciativa nossa, mas resposta ao amor divino. Quem afirma amar a Deus precisa traduzir esse amor em gestos concretos de fraternidade. Não há como separar fé e amor: acreditar em Jesus como Filho de Deus é vencer o mundo, porque o amor e a confiança em Cristo são mais fortes que qualquer medo ou oposição.
O salmo nos apresenta o rei justo, que liberta os pobres e necessitados, cuja justiça permanece para sempre. É uma imagem que aponta para o reinado de Cristo, que não se impõe pela força, mas pela compaixão e pela defesa dos mais frágeis. Seu nome permanece para sempre, e todos os povos o reconhecem como Senhor.
No evangelho, vemos Jesus iniciar sua missão pública. Ele entra na sinagoga de Nazaré e proclama o texto de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres”. E declara: “Hoje se cumpriu esta Escritura que acabais de ouvir”. É um momento decisivo: Jesus se apresenta como o Messias ungido pelo Espírito, enviado para trazer libertação, esperança e vida nova.
A mensagem que une todas as leituras é clara: o amor de Deus nos precede e nos sustenta, e esse amor nos impulsiona a viver a fé de forma concreta, cuidando dos pobres e anunciando a Boa Nova. Jesus é o cumprimento da promessa, o Rei justo e compassivo que inaugura um tempo novo de justiça e libertação.
Que esta liturgia nos inspire a viver nossa fé com coragem e generosidade. Que possamos amar como Deus nos amou, vencer o mundo pela confiança em Cristo e ser testemunhas da Boa Nova que liberta e transforma. Assim, o Natal que celebramos se prolonga em nossa vida cotidiana, tornando-nos sinais vivos da presença de Jesus no mundo.
Amém.
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