A primeira leitura nos recorda que o Senhor escolheu o seu povo não por mérito, mas por puro amor: “O Senhor vos amou e vos escolheu”. Esse amor gratuito é a base de toda a nossa fé. Não somos amados porque somos perfeitos; somos amados porque Deus decidiu colocar o seu coração em nós.
A segunda leitura, da primeira carta de São João, aprofunda essa verdade ao afirmar que “Deus é amor” e que quem permanece no amor permanece em Deus. O Coração de Jesus revela esse amor que não se cansa, que não desiste, que se entrega totalmente. É um convite para que também nós deixemos de lado o medo e vivamos na confiança de quem sabe que é amado sem condições.
No Evangelho, Jesus nos mostra a mansidão do seu Coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, e eu vos aliviarei”. Ele não exige, não pesa, não complica. Ele acolhe. Ele oferece descanso. Ele nos pede apenas que aprendamos d’Ele, que é manso e humilde de coração. Em um mundo marcado por pressa, dureza e exigências, o Coração de Jesus é refúgio seguro e fonte de paz.
Hoje somos convidados a nos aproximar desse Coração aberto, que continua a pulsar por nós. A deixar que Ele cure nossas feridas, alivie nossos pesos e reacenda em nós a capacidade de amar. Que esta solenidade renove em cada um a certeza de que, apesar das lutas e fragilidades, existe um Coração que nunca deixa de nos amar e que sempre nos espera.
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