A travessia do lago, no Evangelho de hoje, revela muito mais do que um simples deslocamento dos discípulos. Eles entram na barca ao anoitecer, quando a luz já não lhes permite ver com clareza, e o vento contrário torna tudo mais difícil. É exatamente nesse cenário de cansaço e insegurança que Jesus se aproxima, caminhando sobre as águas. A reação inicial é o medo, porque, quando estamos fragilizados, até a presença de Deus pode parecer ameaçadora. Mas basta uma palavra de Jesus, “Sou eu, não tenhais medo”, para que tudo mude. A barca chega imediatamente ao destino, como se a confiança abrisse um caminho que antes parecia impossível.
A primeira leitura mostra a escolha dos sete homens para o serviço, lembrando que a comunidade cresce quando cada um assume sua missão com sabedoria e espírito. O salmo reforça que o olhar do Senhor repousa sobre quem espera na sua misericórdia. Assim, a liturgia inteira converge para um convite simples e exigente: deixar que Cristo suba à nossa barca. Não para eliminar os ventos contrários, mas para transformar o modo como os enfrentamos. Quando Ele está presente, o medo não tem a última palavra e o caminho se abre, mesmo no escuro.
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