sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

"Tocar as feridas dos últimos não é apenas um gesto humanitário", diz patriarca de Lisboa na Solenidade do Diácono São Vicente

Para o patriarca de Lisboa, “diaconia e martírio não são caminhos opostos: são as duas faces da mesma entrega”.

Na homilia da Solenidade de São Vicente, D. Rui Valério alertou para a acomodação, para o tédio espiritual e para a “solidão e indiferença” e recordou que “ninguém pode ser cristão sem ser servidor”.

O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, lembrou que São Vicente, padroeiro do Patriarcado de Lisboa, “aceitou colocar-se nos pontos mais dramáticos da existência humana” e convoca hoje a “Igreja de Lisboa a fazer o mesmo”. “Esta Palavra incomoda. Desinstala-nos. Ridiculariza a acomodação e denuncia o tédio espiritual”, disse na homilia, na Sé de Lisboa, neste dia em que a Igreja celebra a Solenidade de São Vicente e o Diaconado Permanente.

Numa celebração em que estiveram, também, os bispos auxiliares do Patriarcado de Lisboa, padres e diáconos, D. Rui Valério recordou que os pobres são sacramentos da presença de Cristo e sublinhou que “tocar as feridas dos últimos, derramar nelas o óleo da ternura, resgatar vidas dos sepulcros da invisibilidade e da não-existência não é apenas um gesto humanitário”. “É fazer acontecer a Páscoa no tempo”, sublinhou, dizendo que isso significa “permitir que a Ressurreição se torne eficaz na história concreta”.

São Vicente “não levava soluções fáceis, mas a esperança”

De acordo com D. Rui Valério, São Vicente “ensina-nos que a verdadeira revolução – aquela que sonha justiça, paz e reconciliação – não se faz com armas forjadas pelas mãos dos homens, mas com o amor que se dá até ao fim”.

D. Rui Valério recordou, ainda, que o padroeiro do Patriarcado “não via apenas uma necessidade social” nos “pobres, nos feridos, nos desfigurados da sua dignidade”. “Percebia um apelo espiritual, um lugar de encontro com o Crucificado”, afirmou.

“Ao cuidar dos moribundos, não levava o seu conforto, mas a presença da graça. Não levava soluções fáceis, mas a esperança que nasce do amor.”

“Amar ao estilo de Cristo não é apenas sentir”

Para o patriarca de Lisboa, “diaconia e martírio não são caminhos opostos: são as duas faces da mesma entrega”.

“Amar ao estilo de Cristo não é apenas sentir: é comunicar vida, restituir esperança, devolver dignidade”, disse, enfatizando, que “ser diácono não é apenas cumprir uma função”.

“Num tempo em que a solidão e a indiferença marcam o ritmo da nossa metrópole, o ministério do diácono permanente é fundamental para lembrar a todo o Povo de Deus que ninguém pode ser cristão sem ser servidor”, destacou.

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