Querido povo de Deus, a liturgia de hoje nos coloca diante de três momentos que se iluminam mutuamente e nos ajudam a compreender o caminho da fé.
Na primeira leitura, vemos Davi diante de Saul, tendo a oportunidade de tirar-lhe a vida, mas escolhendo a misericórdia. Ele reconhece que não cabe ao homem usurpar o lugar de Deus, e por isso poupa o ungido do Senhor. É um gesto que nos ensina a confiar na justiça divina e a não responder ao mal com o mal, mas com respeito e confiança.
O salmo que entoamos é o eco dessa atitude: “Piedade, Senhor, piedade”. É o clamor de quem se refugia na bondade de Deus, mesmo em meio às perseguições. É a oração de quem sabe que a verdadeira proteção não vem da força das armas, mas da fidelidade ao Senhor.
No Evangelho, Jesus sobe ao monte e chama os que Ele quis, instituindo os Doze Apóstolos. Eles são chamados, antes de tudo, para estar com Ele, e depois enviados a anunciar a Boa Nova e a expulsar os espíritos impuros. A missão nasce da intimidade com Cristo e se realiza na confiança em sua autoridade.
Assim, a Palavra de hoje nos convida a viver três atitudes fundamentais: a misericórdia que não se deixa dominar pela vingança, a oração que se refugia em Deus, e a disponibilidade para responder ao chamado de Cristo. Que possamos, como Davi, confiar na justiça do Senhor; como o salmista, clamar por sua piedade; e como os apóstolos, estar com Jesus e ser enviados em missão. Que esta celebração renove em nós a certeza de que a verdadeira força vem de Deus, e que nossa vida só encontra sentido quando se coloca a serviço do Evangelho.
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