domingo, 14 de setembro de 2025

Memória de Nossa Senhora das Dores

Hoje, a Igreja nos convida a contemplar o coração transpassado da Mãe de Jesus. A memória da Bem-aventurada Virgem Maria das Dores não é apenas uma recordação de sofrimento, mas uma escola de fé, esperança e amor silencioso.

Na primeira leitura, da Carta aos Hebreus, vemos que Cristo, com forte clamor e lágrimas, aprendeu a obediência por meio do sofrimento. Ele não foi poupado da dor, mas nela se fez solidário com toda a humanidade. Maria, sua Mãe, esteve junto a Ele nesse caminho, não como espectadora, mas como cooperadora no mistério da salvação.

O Salmo 30 nos dá palavras para rezar com Maria: “Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.” Essa entrega é o centro da espiritualidade mariana. Maria não compreendia tudo, mas confiava. E essa confiança a sustentou.

O Evangelho nos apresenta Maria de pé junto à cruz. Não há grito, não há revolta. Há presença. Uma presença que sustenta, que compartilha, que oferece. Ali, Jesus entrega sua Mãe ao discípulo amado, e com isso, a entrega a toda a Igreja. Maria das Dores torna-se Mãe dos que sofrem, Mãe dos que permanecem fiéis mesmo quando tudo parece perdido.

Hoje, somos chamados a aprender com Maria a estar de pé diante da cruz, seja a cruz dos nossos próprios sofrimentos, seja a cruz dos outros. Como diáconos, ministros da caridade, somos convidados a ser presença consoladora, como Maria. A não fugir da dor, mas a transformá-la em serviço, em escuta, em compaixão.

Que a Virgem das Dores nos ensine a viver a fé com profundidade, a esperança com coragem e o amor com entrega. Que ela nos ajude a permanecer firmes, mesmo quando a espada da dor atravessa nossa alma.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

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