Hoje, a Igreja não celebra a dor da cruz, mas a sua glória. A cruz, que era instrumento de morte, tornou-se sinal de vida. A cruz de Cristo é o trono onde o Rei do universo reina com os braços abertos, acolhendo a humanidade ferida. Exaltamos a cruz porque nela Deus nos mostrou até onde vai o seu amor.
O povo de Israel, cansado e impaciente, murmura contra Deus. Como resposta, surgem serpentes venenosas. Mas Deus, em sua misericórdia, oferece um sinal de salvação: uma serpente de bronze erguida por Moisés. Quem a olhasse com fé, seria curado.
Esse episódio é uma prefiguração da cruz de Cristo. Assim como os israelitas foram curados ao olhar para a serpente, nós somos salvos ao olhar para Jesus crucificado com fé. A cruz é o antídoto contra o veneno do pecado.
São Paulo nos apresenta o mistério da cruz como um caminho de humildade. Jesus, sendo Deus, não se apegou à sua condição divina. Ele se esvaziou, assumiu a condição de servo e foi obediente até a morte de cruz.
A cruz é o lugar onde Deus se revela não como um dominador, mas como um servidor. E por isso, Deus o exaltou. A glória da cruz está na entrega total de Jesus. Quem quiser seguir o Cristo, deve aprender a descer, a servir, a amar até o fim.
O Evangelho nos revela o coração de Deus: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único”. A cruz é a prova definitiva desse amor. Não é um castigo, mas um presente. Não é derrota, mas vitória. Jesus não veio para condenar, mas para salvar.
A cruz nos ensina que o amor verdadeiro é sacrificial. Amar é doar-se, é perder para ganhar, é morrer para viver. Quem crê nesse amor, encontra a vida eterna.
Hoje, ao contemplarmos a cruz, não vemos apenas um madeiro. Vemos o rosto do amor. Que a cruz de Cristo seja nossa força, nossa luz, nossa salvação. Que ela nos ensine a amar como Ele amou: até o fim.

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