A liturgia de hoje une a dor profunda do exílio com a esperança que renasce no encontro com Jesus. Em 2Rs 25, o povo vê sua cidade destruída e é levado para longe da terra prometida
O salmo expressa esse sofrimento com o lamento de quem se senta às margens dos rios da Babilônia e chora a própria perda, é a experiência de sentir-se distante de Deus, da própria identidade e de tudo o que sustenta a vida.
No Evangelho, porém, surge um contraste luminoso: um leproso se aproxima de Jesus com humildade e confiança, dizendo que Ele pode curá-lo se quiser. E Jesus responde com uma simplicidade que transforma tudo: “Eu quero”. Nesse gesto, Ele devolve dignidade, proximidade e vida. Onde o exílio representava ruína, o toque de Cristo inaugura restauração.
A mensagem nos mostra Deus que não se afasta das nossas dores; Ele deseja tocar justamente aquilo que escondemos. Como o leproso, somos convidados a nos aproximar, mesmo feridos, e permitir que o Senhor reconstrua o que está quebrado em nós. É nessa confiança que a esperança volta a florescer.
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