Jesus com sua encarnação, joga luzes sobre os demônios e eles são vistos em diversos lugares, e muitas são as ocorrências neotestamentárias relativas ao mal pessoal, que são apresentados de muitas formas “διάβολος diábōlos; Σατανᾶς Satanâs; δαιμόνιον daimónion; ὁ πονηρός “o Maligno”; “espírito impuro” pneûma akátharton”, como nos ensina a especialização em Angeologia da Lócus Mariológicus.
Afirma o Dr. Em Teologia Fabrício Manoel que “a ação dos demônios no Novo Testamento, destacam sua oposição direta à missão de Cristo e ao Reino de Deus”, afirma ainda o mesmo que eles são apresentados de diversas formas de acordo com o contexto apresentado pelo hagiógrafo, em diversas situações, como por exemplo “diábōlos (caluniador/acusador), Satanás (adversário/acusador), daimónion (demônio), ho ponērós (o Maligno), pneûma akátharton (espírito impuro), Beelzebul, Belial, archōn tou kósmou (príncipe deste mundo), ho theós tou aiōnos toutou (deus deste século), stoicheîa tou kósmou (elementos do mundo) e antíchristos (anticristo)”.
É necessário buscar em Deus diariamente forças para não ceder as artimanhas do inimigo de Cristo, pois, como diz Santa Teresa de Jesus, em “Moradas”, “a alma do justo é nada menos que um paraíso onde o Senhor, como Ele mesmo diz, acha suas delícias. Mesmo em meio as dores esta santa e Doutora da Igreja afirma: “Ah! Senhor meu! Aqui a única esperança é a vossa ajuda, sem a qual nada se pode fazer.”
Jesus Cristo tira o Demônio das sombras para que seja visto por todos e para que saibam que Ele tem poder de os expulsar, Ele os enfrenta no deserto, nas sinagogas, nos cemitérios e em muitos lugares, Ele os desmascara, impede que eles escravizem as pessoas, levando a Igreja a vigilância e oração, e ensinado a perseverar até sua vinda.
Quando Jesus é tentado no deserto Cf. Mt 4, 11; Mc 1, 12 vimos que o acusador usa citações bíblicas que Jesus reordena o entendimento usando também citações do Deuteronômio. O inimigo de Deus usa o Sl 91(90) para distorcer e assim para legitimar um salto do Templo, porém, Jesus interpreta corretamente a leitura, com confiança e obediência, e também com temor ao Senhor.
Vejamos:
Ao ser tentado para transformar pedras em pães, após quarenta dias de fome, Ele usa a passagem do Dt 8,3 “Não só de pão viverá o ser humano”. Afirma Dr. Fabrício que Ele “remete ao maná e ao aprendizado da confiança no deserto; recusa da autossuficiência mágica”.
Na segunda tentação Jesus usa a passagem do Dt 6, 16 “Não tentarás o Senhor teu Deus”, que remete a Massá e Meribá (Ex 17,1–7), onde Israel “põe Deus à prova” exigindo um sinal. Afirma Dr. Fabrício.
Como o inimigo de Deus persiste Jesus lhe responde usando a passagem de Dt 6,13 “Ao Senhor, teu Deus, adorarás”, e assim, confronta a idolatria (Ex 32) e toda pretensão de mediação do sagrado para ganho de poder/glória.
Percebendo que sua luta está no fim, uma vez que em Jesus tudo é revelado, e tendo sido exposto por Jesus, o diábōlos – aquele que é o caluniador e o acusador de nossos irmãos, ou mesmo ainda, o Satanâs – aquele que é o adversário e também o acusador de nossos pecados para nos enfraquecer e nos afastar de Deus, ou mesmo ainda aquele que é conhecido como daimónion ou demônio, conforme chamou Jesus tantas vezes, ele luta desesperado, por seu tempo é curto e a sua derrota é certa, pois, como disse a Mãe Santíssima tantas vezes, meu Filho sempre vencerá, pois é Deus.
REFERÊNCIAS
ANGEOLOGIA/DEMONOLOGIA. Módulo: Demonologia Neotestamentária. Pós graduação em Angeologia e Demonologia. Locus Mariologicus / Faculdade São João Paulo II (FAJOPA). São Paulo, 2026.
ÁVILA, Tereza de. Castelo interior ou moradas. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2024.
ARMINJON, Charles. Do fim do mundo, dos sinais que o precederão. Osasco – SP: Domine, 2021.
FRANCE, R. T. The Gospel of Matthew (NICNT). Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2007.
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