O Livro da Sabedoria descreve a reação dos ímpios diante daquele que vive na verdade: o justo incomoda, sua vida reta denuncia a injustiça, sua confiança em Deus provoca quem prefere permanecer nas sombras. Por isso decidem eliminá‑lo. Essa antiga palavra aponta diretamente para Cristo, o Justo por excelência, cuja presença revela o que muitos não querem ver.
O salmo nos consola ao afirmar que o Senhor está perto dos que têm o coração ferido. Ele escuta o clamor dos justos, sustenta, guarda e liberta. Não é promessa de ausência de sofrimento, mas de presença fiel. O justo pode ser perseguido, mas nunca é abandonado.
No Evangelho, vemos Jesus vivendo exatamente o que a primeira leitura descreve. Há quem queira matá‑lo, há confusão sobre sua identidade, há murmuração e medo. Mas Jesus permanece firme, porque sabe de onde veio e para onde vai. Ele não age por pressão humana, mas por fidelidade ao Pai. E quando tentam prendê‑lo, ninguém consegue, porque ainda não havia chegado a sua hora. A vida de Jesus é conduzida pelo amor do Pai, não pelo ódio dos homens.
A liturgia de hoje nos convida a três atitudes simples e profundas: deixar que a luz de Cristo revele o que precisa ser convertido em nós; permanecer na justiça mesmo quando isso nos custa; e confiar que Deus conduz nossa história com amor e sabedoria. Nada escapa ao seu olhar, nenhuma lágrima é ignorada, nenhuma injustiça é esquecida.
Assim seja!
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