| O Papa com os membros do Colégio dos Prelados Auditores do Tribunal Apostólico da Rota Romana (@Vatican Media) |
Na inauguração do Ano Judicial do Tribunal Apostólico da Rota Romana, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos prelados com uma mensagem que ressoa não apenas no âmbito jurídico, mas em toda a vida da Igreja. O Pontífice destacou que “o serviço à verdade na caridade deve transparecer em todo o trabalho dos tribunais eclesiásticos”, lembrando que justiça e paz caminham juntas e visam o bem de cada pessoa e de toda a comunidade.
Verdade e Caridade: uma unidade inseparável
O Papa ressaltou que verdade e caridade não são princípios opostos, mas dimensões unidas no próprio mistério de Deus, que é Amor e Verdade. Inspirando-se em São Paulo “Agindo segundo a verdade na caridade” e em São João “cooperadores da verdade”, recordou que a busca da verdade deve ser iluminada pela caridade, e a caridade deve ser praticada à luz da verdade.
Toda atividade jurídico-eclesial deve estar orientada para a salus animarum, a salvação das almas, que é a lei suprema da Igreja. Assim, o serviço à verdade da justiça é também uma contribuição de amor.
Responsabilidade moral e confiança dos fiéis
Leão XIV sublinhou que todos os envolvidos nos processos canônicos devem agir com honestidade intelectual, competência técnica e consciência reta. Os fiéis que recorrem aos tribunais — seja por questões matrimoniais, acusações de delitos ou reivindicações de direitos — têm o direito de confiar na seriedade e dedicação dos operadores da justiça eclesial.
O juiz como operador de paz
Para o Papa, o processo não deve ser visto como um conflito de interesses, mas como instrumento indispensável para discernir a verdade e a justiça. Nesse sentido, o juiz é chamado a ser operador de paz, contribuindo para a unidade da Igreja em Cristo.
Além dos tribunais
A mensagem do Papa Leão XIV inspira todos os fiéis a viverem o equilíbrio entre verdade e caridade em sua vida cotidiana:
- Na família: educar com firmeza, mas sempre com ternura, corrigindo com amor.
- Na comunidade: ser construtor de unidade, promovendo diálogo e evitando divisões.
- No trabalho: exercer a profissão com rigor e competência, mas sem dureza, testemunhando a fé.
- Na vida pessoal: buscar a verdade como responsabilidade moral, sem usá-la como arma de julgamento, mas como caminho de libertação.
O Papa Leão XIV recorda que os prelados da Rota Romana e, por extensão, todos os cristãos, são chamados a defender a verdade com rigor, mas sem rigidez, e a exercer a caridade sem omissão. Esse equilíbrio revela a verdadeira sabedoria cristã, que constrói paz, promove unidade e conduz à salvação das almas.
Fonte da informação: vatican news
