Olá, povo de Deus, paz e bem para vocês também!
Hoje iniciamos com alegria a nossa novena em honra de Nossa Senhora da Apresentação, Mãe e Padroeira da Arquidiocese de Natal. Reunidos sob o tema “Maria traz alegria ao nosso cantar!”, somos convidados a olhar para a Virgem Maria como aquela que, cheia de graça, nos ensina a viver a fé com gratidão e louvor.
Na primeira leitura, o livro da Sabedoria dirige palavras fortes aos governantes e líderes: “O poder vos foi dado pelo Senhor e a soberania pelo Altíssimo.” (Sb 6,3). É um chamado à responsabilidade e à justiça. A verdadeira sabedoria, lembra o texto, não está em dominar, mas em servir com retidão e compaixão, sobretudo aos pobres e necessitados. Essa é uma mensagem que se estende a todos nós, porque cada cristão exerce, de algum modo, um poder: o poder do testemunho, da palavra, da influência sobre os outros. Deus pedirá contas do modo como usamos esse dom.
O Salmo 81(82) reforça esse apelo: “Defendei o fraco e o órfão, fazei justiça ao pobre e ao oprimido.” A justiça, na visão bíblica, é inseparável da misericórdia. Maria, Mãe da Apresentação, é modelo dessa justiça compassiva: mulher que acolhe a Palavra, que se coloca a serviço, que visita sua prima Isabel levando a alegria de Deus. Em Maria, vemos a sabedoria encarnada — uma mulher simples, mas profundamente justa e solidária.
E o Evangelho (Lc 17,11-19) nos apresenta Jesus curando dez leprosos, dos quais apenas um retorna para agradecer. E o evangelista faz questão de destacar: aquele que voltou era samaritano, um estrangeiro. A gratidão, portanto, é o sinal da fé autêntica. Enquanto nove seguem o caminho sem reconhecer o dom recebido, um só volta para glorificar a Deus. Jesus então lhe diz: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou.”
Querido povo, quantas vezes Deus nos concede graças e milagres, e nós seguimos sem voltar para agradecer! Quantas bênçãos recebemos, a vida, a saúde, a fé, a família e, mesmo assim, deixamos de louvar. Maria, ao contrário, é o exemplo da alma agradecida: ao visitar Isabel, ela canta o Magnificat, proclamando: “Minha alma engrandece o Senhor e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” É o cântico da gratidão e da fé.
Que cada dia desta novena seja um passo de renovação espiritual. Que o nosso “sim”, unido ao de Maria, torne-se canto de alegria e testemunho de fé no coração da Igreja.
Onde esta imagem chegar, nenhuma desgraça a contecerá!
Assim seja!
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