sábado, 20 de setembro de 2025

25º Domingo do Tempo Comum

Neste domingo, a Palavra de Deus nos convida a refletir sobre a relação entre fé e bens materiais, sobre justiça social e sobre o uso ético dos recursos que nos são confiados.

O profeta Amós, com coragem, denuncia a exploração dos pobres e a manipulação do comércio para benefício próprio. Ele fala contra aqueles que “pisam os pobres” e “querem diminuir a medida, aumentar o preço e adulterar balanças” (Am 8,4-7). Essa crítica permanece atual: em um mundo onde o lucro muitas vezes se sobrepõe à dignidade humana, a voz profética nos chama à conversão. Deus não é indiferente à injustiça. Ele escuta o clamor dos pobres e exige retidão dos que têm poder econômico.

O Salmista nos lembra que Deus “levanta do pó o indigente e ergue do lixo o pobre”. É uma imagem poderosa da ação divina que reverte as estruturas humanas. Deus não apenas vê o sofrimento dos pequenos, mas age em favor deles. Isso nos desafia a sermos instrumentos dessa justiça.

Na carta a Timóteo, Paulo nos exorta a orar por todos, inclusive pelas autoridades. Isso não significa concordar com tudo, mas interceder para que governem com sabedoria e justiça. A oração é uma forma de participação ativa na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.A fé cristã não se isola do mundo: ela se compromete com o bem comum.

No Evangelho, a parábola do administrador infiel pode parecer estranha à primeira vista. Jesus elogia a astúcia daquele homem, não sua desonestidade. O ponto é: se os filhos deste mundo são tão espertos para garantir seus interesses, por que os filhos da luz não são igualmente diligentes para o Reino? Jesus nos convida a usar os bens materiais com sabedoria, generosidade e visão de eternidade. Jesus conclui com uma frase contundente: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. O dinheiro não é mau em si, mas torna-se um ídolo quando ocupa o lugar de Deus. Somos chamados a servir a Deus com tudo o que temos, inclusive com nossos bens.

Concluo esta reflexão, dizendo que a Palavra nos provoca a sermos administradores fiéis, e que usemos os bens com justiça e generosidade, e que tenhamos um coração livre para servir somente a Deus. Que nossa vida seja um testemunho de que o Reino de Deus vale mais que qualquer riqueza.

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