sábado, 21 de junho de 2025

12º Domingo do Tempo Comum

Neste 12º Domingo do Tempo Comum, a liturgia nos convida a mergulhar no coração do mistério cristão: quem é Jesus para nós? E mais ainda: que implicações essa resposta tem para a nossa vida?

A primeira leitura, do profeta Zacarias, fala de um misterioso “traspassado” que será fonte de purificação e vida nova. A tradição cristã vê nessa figura uma prefiguração de Cristo crucificado. É olhando para Aquele que foi traspassado que o povo se converte, se purifica e encontra esperança.

O Salmo deste domingo expressa a sede profunda de Deus: “A minha alma tem sede de vós, como terra árida, sedenta, sem água.” Essa sede é a do coração humano que só se sacia em Deus. E é na cruz de Cristo que essa sede encontra resposta: ali, Deus se entrega por nós.

Na segunda leitura, São Paulo nos lembra que, em Cristo, todos somos filhos de Deus. Não há mais distinção entre judeu e grego, escravo e livre, homem e mulher. Em Cristo, somos um só. Isso nos desafia a viver a fé como comunhão, como fraternidade, como superação de divisões.

E no Evangelho de Lucas, Jesus faz uma pergunta decisiva aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro responde com fé: “Tu és o Cristo de Deus.” Mas logo em seguida, Jesus revela que o caminho do Messias passa pela cruz, pelo sofrimento, pela entrega total. Isso nos mostra que seguir Jesus não é apenas reconhecê-lo como Senhor, mas assumir com Ele o caminho do amor sacrificial.

Por fim, temos a pergunta de Jesus que continua ecoando ainda hoje: “Quem sou eu para ti?” Nossa resposta não pode ser apenas teórica. Ela deve se traduzir em vida: tomar a cruz, renunciar a si mesmo e seguir Jesus. Isso não é perder a vida, mas encontrá-la em plenitude.

Que este domingo nos ajude a renovar nossa fé no Cristo vivo, a abraçar com coragem o caminho da cruz e a viver como filhos e filhas de Deus, testemunhas do amor que salva.

Amém.

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