Era um domingo como outro qualquer no pequeno e aconchegante bairro do Parque Industrial, na cidade de Parnamirim. O sol brilhava intensamente, banhando as ruas com seu calor acolhedor, enquanto as pessoas iam e vinham da feira na intenção de comprar víveres para o almoço dominical. Em meio a esse burburinho, havia uma senhora idosa, Dona Maria, a qual estava sentada, espiando o movimento ao seu redor.
Dona Maria sempre teve um olhar atento para os detalhes. Ela via beleza na simplicidade do dia a dia e acreditava que cada momento trazia consigo um propósito divino. Naquele domingo, ao observar as pessoas chegando a feira para a compra dos alimentos, como também, os vendedores ambulantes oferecendo seus produtos e ainda alguns jovens que mesmo em dia de domingo, se dirigiam apressados para o trabalho, ela refletiu sobre como cada um, à sua maneira, estava respondendo a um chamado especial.
Ela lembrou-se de Isaías, que viu o Senhor em sua glória e se sentiu indigno. "Quantas vezes nós nos sentimos assim?" pensou Dona Maria. "Inadequados, sobrecarregados, incapazes de corresponder às expectativas." No entanto, assim como Isaías foi purificado e fortalecido, ela sabia que todos nós podemos encontrar força na graça divina.
Seu pensamento vagou para os dias atuais, onde o ritmo acelerado da vida moderna muitas vezes nos faz esquecer de parar e agradecer. Ela se lembrou do Salmo que tanto amava, um cântico de gratidão que falava da fidelidade de Deus. "Em meio às incertezas, é reconfortante saber que podemos confiar na constância do amor de Deus," refletiu.
Ela também pôde observar um jovem, era João, o seu vizinho; ele estava comprando alimentos como de costume para doação aos moradores de rua do bairro. Ele era um exemplo vivo do chamado de Deus, manifestando-se na compaixão e no serviço aos outros. "João deve se sentir como Paulo," pensou Dona Maria. "Reconhecendo a graça de Deus em sua vida e deixando que essa graça guie suas ações."
Enquanto Dona Maria continuava a observar, ela percebeu um casal de idosos ajudando uma jovem mãe a carregar suas compras. "É nesses pequenos gestos de bondade que vemos o chamado de Deus," disse ela para si mesma. "Não precisamos de visões grandiosas para entender nosso propósito. Muitas vezes, é na simplicidade do cotidiano que encontramos nossas maiores missões."
A feira estava chegando ao fim, e Dona Maria se levantou para voltar para casa. No caminho, ela encontrou uma amiga que estava passando por dificuldades. Sentaram-se em um banco na praça do bairro e conversaram longamente. Dona Maria ofereceu palavras de conforto e orações, lembrando-se do chamado de Simão Pedro. "Assim como Pedro confiou na palavra de Jesus, precisamos confiar que cada encontro, cada gesto, pode levar a algo extraordinário," pensou.
Ao chegar em casa, Dona Maria sentiu uma profunda paz. Ela sabia que, embora a vida nem sempre fosse fácil, a graça de Deus estava presente em cada momento. As leituras daquele domingo a inspiraram a viver de maneira mais consciente e alinhada com a vontade divina, confiando na fidelidade de Deus e respondendo ao Seu chamado com coragem e amor.
E assim, na simplicidade do dia a dia, Dona Maria encontrou sua missão, trazendo luz e esperança ao mundo ao seu redor.
Assim seja!