Memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja
No Evangelho, quando Jesus entrega Maria ao discípulo amado, Ele não apenas cuida de sua mãe, mas inaugura uma relação nova entre todos os que creem: Maria torna‑se mãe daqueles que acolhem a Palavra e permanecem junto de Cristo mesmo na dor. A cena do lado aberto, de onde jorram sangue e água, revela a Igreja que nasce do coração ferido do Senhor, sustentada pelos sacramentos e pela misericórdia. Por isso Maria está ali: ela é a primeira discípula, a que permanece firme quando tudo parece ruir, a que guarda a esperança quando os outros fogem.
Na primeira leitura, vemos a promessa de Deus após a queda: mesmo quando o pecado entra no mundo, Deus já prepara um caminho de salvação, e Maria será a mulher por meio da qual essa promessa se cumpre. Em Atos, ela aparece reunida com os discípulos em oração, sustentando a comunidade nascente.
Hoje, ao olhar para Maria, aprendemos a permanecer fiéis, a confiar quando não entendemos, a deixar que Deus gere em nós uma vida nova. Que ela, Mãe da Igreja, nos ensine a estar sempre junto de Cristo e a acolher uns aos outros como irmãos.
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