Nesta terça-feira da quarta semana da Quaresma, a liturgia nos convida a contemplar a força da graça de Deus que se manifesta como água viva, capaz de transformar e dar vida.
Na primeira leitura, o profeta Ezequiel nos apresenta a visão de um rio que brota do templo e vai fertilizando tudo por onde passa. Essa água é símbolo da presença de Deus que renova, cura e fecunda. Onde ela chega, há vida abundante, há frutos, há esperança. É uma imagem que nos ajuda a compreender a ação de Deus em nossas vidas: Ele deseja que sua graça penetre em nossas secas realidades, trazendo fecundidade e cura.
O salmo nos recorda que Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro sempre presente. Mesmo em meio às tribulações, não precisamos temer, porque o Senhor está no meio de nós e, por isso, não vacilamos. A confiança em Deus é como esse rio que alegra a cidade santa: uma presença constante que sustenta e fortalece. A Quaresma é tempo de redescobrir essa confiança, de deixar que a paz de Deus nos envolva, mesmo quando tudo ao redor parece instável.
No Evangelho, encontramos o paralítico junto à piscina de Betesda. Durante anos, ele esperava ser curado, mas nunca conseguia entrar na água. Jesus se aproxima e, com uma palavra, devolve-lhe a vida e a dignidade: “Levanta-te, pega a tua cama e anda”. Aqui, o Senhor mostra que não é apenas a água da piscina que cura, mas a sua própria presença. Ele é a fonte viva que restaura o ser humano por inteiro. O paralítico representa nossas paralisias espirituais: medos, pecados, desânimos. Jesus nos convida a levantar, a caminhar novamente, a não ficar presos ao passado.
A mensagem para nós hoje é clara: precisamos deixar a graça de Deus fluir em nós e através de nós, tornando-nos canais de vida para os outros. A Quaresma é tempo de cura, não apenas física, mas sobretudo interior. É tempo de deixar Cristo tocar nossas feridas e nos colocar de pé. Perguntemo-nos: em que áreas da minha vida preciso deixar a água viva de Cristo fluir? Onde estou paralisado e necessito ouvir a voz de Jesus que me diz: “Levanta-te”? Que esta liturgia nos ajude a confiar mais na presença de Deus, a buscar sua misericórdia e a nos tornar testemunhas da vida nova que Ele nos oferece.
Assim, fortalecidos pela Palavra, caminhemos com confiança neste tempo de conversão, certos de que o Senhor é nossa força e nossa cura.
Assim seja!
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