Olá, povo de Deus, na liturgia de hoje veremos que a verdadeira sabedoria nasce da escuta de Deus e se manifesta na compaixão pelo próximo.
Salomão, na primeira leitura, nos ensina que o maior dom que podemos pedir não é riqueza, nem poder, mas um coração sábio e capaz de discernir. Ele compreende que governar exige mais do que força: exige humildade diante de Deus. Essa atitude nos provoca a refletir sobre nossas próprias escolhas: quantas vezes pedimos a Deus coisas passageiras, quando deveríamos pedir um coração dócil e atento à sua vontade?
O salmo reforça essa busca, lembrando que a sabedoria se encontra na Palavra do Senhor. Guardar a Lei no coração é o caminho para não se perder. É como se o salmista nos dissesse: “Se queres ser sábio, deixa que a Palavra molde teus passos”.
No evangelho, vemos Jesus diante da multidão cansada e perdida. Ele poderia ter insistido no descanso com os discípulos, mas sua compaixão fala mais alto. Ele se torna o Pastor que não abandona suas ovelhas, mas as alimenta com o ensinamento. Aqui está a sabedoria em ação: não é teoria, mas amor que se traduz em cuidado concreto.
Querido povo de Deus, esta liturgia nos convida a unir oração e ação. Primeiro, pedir a Deus um coração sábio, capaz de discernir o que realmente importa. Depois, deixar que essa sabedoria se manifeste em gestos de compaixão: ouvir quem precisa, orientar quem está perdido, acolher quem se sente só. Ser cristão é viver como Salomão, que pede sabedoria; como o salmista, que guarda a Palavra; e como Jesus, que se compadece e guia.
Enfim, a sabedoria verdadeira é viver a Palavra de Deus com compaixão, tornando-nos pastores uns dos outros no cotidiano.

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